<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388</id><updated>2012-01-14T12:08:26.226-02:00</updated><title type='text'>Desembolog!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>197</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8896754907134793752</id><published>2010-01-24T15:40:00.007-02:00</published><updated>2010-01-25T01:35:49.332-02:00</updated><title type='text'>O mundo é um álbum de figurinhas</title><content type='html'>Era pra ser uma viagem de família só. Tudo bem que família e Tailândia é meio ousado. Mas muito mais ousado que isso são as agruras que vamos passar por ir a reboque de milhagem de companhia aérea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai de milha não tem vôo direto. Se é pra ir pro outro lado do mundo então, aí a lógica da linha reta se perde por completo. Nosso mês na Tailândia, sonho acalentado há décadas, fruto do esforço de várias gerações desde a chegada dos primeiros imigrantes das famílias Rego (do japonês, se pronuncia com circunflexo no O) e Buenting (do chinês, evidentemente), nosso mês na Tailândia virou uma viagem pinga-pinga, dessas que mal você desembarca numa cidade já tem que correr pra próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos todos o mesmo agora, né? Viagem perfeita! Eu também. A família, no entanto, não partilha das idiossincrasias da comunidade leitora deste blog. Por isso fiquei semanas burilando um trajeto que fosse ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Possível de ser feito com a milhagem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Plausível como viagem coerente (falhei um bocado aqui, mas a galera fez vista grossa).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dissimuladamente, uma sucessão de escalas em países ermos.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;O mapa abaixo mostra todas as escalas da viagem. Vamos analisá-las uma a uma para mostrar porque as escolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/S1yJRf2fOpI/AAAAAAAAAfc/kQ55-OTMspg/s1600-h/tailandia1.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 139px; font-size: 54px; line-height: 64.125px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/S1yJRf2fOpI/AAAAAAAAAfc/kQ55-OTMspg/s400/tailandia1.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430366184402795154" border="0" height="208.5" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;16 vôos em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Houston.&lt;/span&gt; O hub da Continental Airlines é inevitável, mas não é de todo ruim, pois fica no 2o maior estado americano. Sem tirar o pé do aeroporto, risco da lista todo o Texas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Los Angeles.&lt;/span&gt; Ponto de partida para atravessar o Pacífico e maior cidade do terceiro maior estado americano. Se algum dia eu for ao Alaska, terei conhecido quase metade do território americano sem nunca ter estado em 90% dos seus estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Taipei e Hong Kong.&lt;/span&gt; Escalas da viagem que não poderei computar, já que não poderemos sair do avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cingapura. &lt;/span&gt;O ponto fraco da lista. Uma nação longíngua como qualquer uma fora do Atlântico. Mas dentre as asiáticas, Cingapura é uma das mais calejadas, e ainda por cima mixuruca. No mapa, o pisão pra fora do aeroporto vai ter quase o mesmo tamanho do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bali.&lt;/span&gt; A milhagem nos deixa aqui. Não tinha vaga até a Tailândia. Mas por que Bali e não Kuala Lumpur, a família pergunta. Afinal, a passagem pra Bangkok é bem mais barata de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivo alegado: &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;belas praias&lt;/span&gt; (&lt;strike&gt;Atlântico&lt;/strike&gt;, &lt;strike style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Indico&lt;/strike&gt;, Pacífico) e &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;templos curiosos&lt;/span&gt; (&lt;strike&gt;cristãos&lt;/strike&gt;, &lt;strike&gt;muçulmanos&lt;/strike&gt;, &lt;strike&gt;judaicos&lt;/strike&gt;, &lt;strike style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;hinduístas&lt;/strike&gt;, &lt;strike style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;animistas&lt;/strike&gt;, budistas, taoístas) valem o dinheirinho a mais da passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivo real (ultra-secreto):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/S1yJeWwPsUI/AAAAAAAAAfk/iTSWOysB6iU/s1600-h/tailandia2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 212px; font-size: 54px; line-height: 64.125px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/S1yJeWwPsUI/AAAAAAAAAfk/iTSWOysB6iU/s400/tailandia2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430366405298991426" border="0" height="318" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Viagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tailândia.&lt;/span&gt; A razão de ser inicial da viagem, cheia de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/souvikb/3308799422/"&gt;praias&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/bardtkehartmut/4016817541/"&gt;ruínas&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/pi-production/1965707245/"&gt;templos&lt;/a&gt; (&lt;strike&gt;budistas&lt;/strike&gt;), &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/22643708@N06/3643520474/"&gt;trânsito&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/guccibear2005/2189824495/"&gt;comida&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/14466267@N07/2906983927/"&gt;pescoçudas&lt;/a&gt;. A verdade é que, pela lógica que a coisa tomou, poderia ter trocado a Tailândia por Myanmar, mas seria muita cara de pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camboja.&lt;/span&gt; Não é só por ser um país ermo. Isso tem vários ali perto. É a sonoridade do nome. Cam-bo-ja. Tem algo de ridículo em se deixar dizer “Fui ao Camboja”, e esse é o espírito da coisa. Talvez por ser um país masculino que termine com “A”. Talvez sejam essas sílabas, BO-JA. Não sei. Oficialmente, vamos a Angkor Wat. Subrepticiamente, vamos pra encher a boca ao dizer “visitei as maravilhas do Camboja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Volta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filipinas.&lt;/span&gt; Daqui começa nossa odisseia de volta. O trecho a partir de Bangkok estava indisponível. Nada mais conveniente. As Filipinas são o maior arquipélago do mundo. Um passo pra fora do aeroporto e plof, as ilhotinhas estão todas marcadas. Um ignorante em geografia pode até achar que cada uma é um país diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guam.&lt;/span&gt; Sem dúvida, o ponto alto da viagem. Guam, pouco mais que um arrecife no meio do Pacífico, base militar americana, &lt;a href="http://www.otago.ac.nz/philosophy/Staff/JoshParsons/flags/ratings-d.html"&gt;3a bandeira mais feia do mundo&lt;/a&gt;, será provavelmente o lugar mais esquisito que eu jamais irei na vida. Uma pena que não chegaremos na Páscoa, quando a tradição local promove uma &lt;a href="http://wikitravel.org/en/Guam"&gt;gigantesca caça ao ovo&lt;/a&gt; em uma das ilhas. Ou talvez melhor assim. Como seguir a vida tendo a certeza de que o ápice já passou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/S1yJmlWd4xI/AAAAAAAAAfs/yc46I63x188/s1600-h/tailandia3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 387px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/S1yJmlWd4xI/AAAAAAAAAfs/yc46I63x188/s400/tailandia3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430366546656355090" border="0" height="580.5" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guam fica a 2000 Km da Indonésia, a porção de terra com tamanho razoável mais próxima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Havaí.&lt;/span&gt; Pode não ser grande, mas por estar no meio do oceano (&lt;strike&gt;Pacífico&lt;/strike&gt;) é a figurinha mais difícil do álbum de estados americanos. Troco por quem tiver Idaho, Wyoming e mais uns 5 ali do meio-oeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Houston novamente, e depois, Rio de Janeiro.&lt;/span&gt; Ah, tédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8896754907134793752?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8896754907134793752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8896754907134793752&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8896754907134793752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8896754907134793752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2010/01/o-mundo-e-um-album-de-figurinhas.html' title='O mundo é um álbum de figurinhas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/S1yJRf2fOpI/AAAAAAAAAfc/kQ55-OTMspg/s72-c/tailandia1.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-4553037792303237170</id><published>2009-11-09T21:19:00.003-02:00</published><updated>2009-11-10T13:26:36.926-02:00</updated><title type='text'>Montanhas russas x trens fantasmas</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; page-break-before: always;"&gt;O sistema de transporte público de Copacabana é, do mundo inteiro, o que mais se aproxima da perfeição. Não é o melhor, lógico. É engarrafado, poluído, perigoso e barulhento. Mas só em Copacabana tem um ônibus indo para onde você quiser, vazio vazio, a qualquer momento que você pise na Nossa Senhora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É um sistema de transporte surgido da superpopulação e do improviso, como a maioria das grandes invenções. Funciona como uma colméia, parece caótico para o turista, mas é absolutamente natural para o morador. E vem a prefeitura querendo enterrar uma idéia tão entranhada na nossa cultura por causa das Olimpíadas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Em vez de tirar os ônibus das ruas, podiam proibir os carros. Que sentido faz ter carro em Copacabana se existe sempre um ônibus personalizado pra você?  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Se é pra reformar, que seja direito. Segundo o antropólogo Lévi-Strauss, todo transporte público do mundo é baseado no modelo da montanha-russa, menos Copacabana. Copacabana se baseia no trem-fantasma e não sabe.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na montanha-russa fica aquela fila enorme, e a cada 3 minutos, vem um carro novo e embarca metade. O próximo, só 3 minutos pontualmente depois. Pode ficar paradinho aí esperando.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No trem-fantasma não tem espera. Os carros vão chegando, cada um com 2 lugares, cheios ou vazios, sem parar, um atrás do outro. Tudo o que se tem que fazer é andar na mesma velocidade e pular pra dentro de um.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Lévi-Strauss sugere uma cidade inteira percorrida por trens-fantasmas subterrâneos de alta velocidade. Nenhum minuto de espera na plataforma, zero quilômetro de engarrafamento, velocidade constante em todo trajeto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Claro que pra fazer as pessoas entrarem nessa máquina transportadora sem necessidade de paradas, é preciso colocar as duas na mesma velocidade. Por isso as plataformas de embarque seriam uma imensa reta com esteiras rolantes consecutivas, cada uma rodando 5 Km/h mais rápido que a anterior, até chegar em 300 metros de velhinhas de bengala a 100 por hora embarcando comodamente em vagões que se debruçam sobre  a esteira.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O trem percorre a cidade inteira ensandecidamente, de Santa Cruz a Ipanema, você salta quando chegar a seu bairro, em esteiras que vão diminuindo progressivamente sua velocidade. E pronto, resolvido o problema de transporte da cidade. Mas isso não dá pra construir até as Olimpíadas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-4553037792303237170?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/4553037792303237170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=4553037792303237170&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4553037792303237170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4553037792303237170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/11/montanhas-russas-x-trens-fantasmas.html' title='Montanhas russas x trens fantasmas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-762741012805956469</id><published>2009-10-23T15:07:00.006-02:00</published><updated>2009-10-23T15:21:08.525-02:00</updated><title type='text'>Por que não vendi todos os meus CDs</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHj75Fo6eI/AAAAAAAAAcs/ZUG9V8LNUFU/s1600-h/asterix.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 271px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHj75Fo6eI/AAAAAAAAAcs/ZUG9V8LNUFU/s320/asterix.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395844446642825698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Alguns homens compram carros esportivos, outros tomam bomba, outros tomam Viagra. Cada um dá seu jeito. O meu foi acumular uma coleção de coisa de 300 CDs. Empilhados, conservados, meticulosamente catalogados por gênero, número e grau, e há 4 anos criando craca numa estante que vai do chão ao teto do meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a partir de hoje eles estão livres. Vendi tudo. Soltei-os para espalhar a boa música pelo mundo. Toda a minha estante foi desocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda? Não! 6 discos povoados por irredutíveis gauleses ainda resistem ao invasor. Esse post é a história por trás desses discos, e porque não tive coragem de vendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkkptxipI/AAAAAAAAAc8/3KA5QxeU7eo/s1600-h/cd1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 100px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkkptxipI/AAAAAAAAAc8/3KA5QxeU7eo/s320/cd1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395845146890832530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Jukebox the Ghost – Let live and let ghosts&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;JtG é uma banda de indie pop que tocava na praça onde eu fazia digestão, numa bela tarde de sol em Nova York. A música era tão boa que acabei comprando o CD, o primeiro em 4 anos. E além disso era tão bacana o encarte, que isso se acrescentou à culpa latente por vender um disco que eu acabara de comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkk4QpLCI/AAAAAAAAAdE/m8KXTqua6x4/s1600-h/cd2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 100px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkk4QpLCI/AAAAAAAAAdE/m8KXTqua6x4/s320/cd2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395845150795181090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Shu-bi-dua - 16&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;São os Mamonas Assassinas da Dinamarca. Evidentemente que numa língua escandinava não se entende nenhuma piada além de um eventual peido, então a caixinha ajuda a manter o contexto humorístico da coisa. E mais importante, foi presente de um bom amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkk9wBPTI/AAAAAAAAAdM/tUWO7p4Hx9Y/s1600-h/cd3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 100px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkk9wBPTI/AAAAAAAAAdM/tUWO7p4Hx9Y/s320/cd3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395845152268959026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Lynyrd Skynyrd – One more from the road (25th anniversary deluxe edition)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O disco mais caro que eu já comprei. Na conversão, daria umas 100 pratas. Vem num encarte acachapante, coisa finíssima, cheio de luzes e dobras. Sério, não tinha como cogitar a possibilidade de aceitar uma oferta de 5 reais por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHklPh8SzI/AAAAAAAAAdU/J-p-6BIaPUg/s1600-h/cd4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 100px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHklPh8SzI/AAAAAAAAAdU/J-p-6BIaPUg/s320/cd4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395845157041752882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Stormtroopers of death – Speak english or die&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sou fã de hardcore, nem da filosofia niilista da banda, de se sangrar no palco e enfiar o braço da guitarra na caixa de som. Esse é um dos poucos discos que eu comprei pelo design, e pela mesma razão, não vendo. O CD é recortado em forma de serra circular, projetado pra arranhar lentamente o aparelho de som cada vez que toca, até inutilizá-lo. Gostou do som mas não quer danificar seu CD player? Tenta baixar no site deles. Vem tudo com vírus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkuNPaVwI/AAAAAAAAAdk/SnSV-pifzVs/s1600-h/cd5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 100px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkuNPaVwI/AAAAAAAAAdk/SnSV-pifzVs/s320/cd5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395845311045981954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Almanaque anos 80: Nacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A seleção é ótima, fugindo bastante do óbvio: Betty Frígida (melhor música da Blitz), em vez de Você não soube me amar, Corações e Mentes (melhor dos Titãs), em vez de Sonífera Ilha, Rebelde sem causa (melhor do Ultraje), em vez de Inútil. Mas nada que eu não faça melhor numa playlist de iPod. Já deve ter dado pra perceber que o que pesa mais na minha seleção não é o conteúdo. Os caras do marketing tiveram a sacada de simular na caixinha do CD um daqueles estojos dos anos 80, cheios de traquitanas. Vem com tampa acolchoada e 3 botões. De um sai apontador, de outro uma lupa, e do 3o a bandeja do CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkuHkBK9I/AAAAAAAAAds/55E90L3TCI0/s1600-h/cd6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 100px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHkuHkBK9I/AAAAAAAAAds/55E90L3TCI0/s320/cd6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395845309521800146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Ben Bagley – Ben Bagley's Cole Porter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse eu mantive por uma postura ideológica. Ouvi falar do Ben Bagley num curso que estou fazendo na UFRJ: “Cultura digital e capitalismo cognitivo”. É um comediante americano famoso pelas imitações, que descobriu uma brecha formidável na lei de direitos autorais para praticamente legalizar a pirataria. Ao contrário do Brasil, nos EUA, o direito de uma música é sempre do intérprete, e não do compositor. Sabendo disso, Bagley, em protesto, resolveu regravar os discos de Cole Porter, que teriam caído em domínio público não fosse a prorrogação do copyright aprovada agora no senado americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bagley imitou a voz de Porter e usou os mesmos arranjos. Na prática, é como ouvir a gravação original. Dá pra baixar tudo de graça no &lt;a href="http://www.sondheimguide.com/porter/recordings/bagley.html"&gt;site&lt;/a&gt; dele, ou encomendar o CD pelo preço de fabricação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-762741012805956469?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/762741012805956469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=762741012805956469&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/762741012805956469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/762741012805956469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/10/por-que-nao-vendi-todos-os-meus-cds.html' title='Por que não vendi todos os meus CDs'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SuHj75Fo6eI/AAAAAAAAAcs/ZUG9V8LNUFU/s72-c/asterix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-7173462238752886075</id><published>2009-08-16T13:18:00.007-03:00</published><updated>2009-08-16T13:46:56.542-03:00</updated><title type='text'>Tuitadas de Nova York</title><content type='html'>Não uso Twitter, não vou permitir que outra ferramenta reforce o poder de procrastinação da internet. Um dia acabo me rendendo, mas até lá isso sigo apreciando a vista daqui do alto do último bastião em pé diante da enxurrada tecnológica. E disfarçadamente, tuitando no blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova York me convenceu de que dez milhões de pessoas acumuladas podem se transformar numa metrópole viável e até com várias vantagens sobre as cidades vinícolas francesas ou as vilas alpinas onde eu almejava morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar Starbucks: Camila 4x0 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor momento de uma peça é o agradecimento final. Vem os extras, os coadjuvantes e por fim os protagonistas, se enfileiram, fazem a reverência e por fim dão as mãos sinceramente emocionados. Me sinto um cúmplice exclusivo dessa felicidade, uma testemunha do único momento autêntico do teatro, depois de duas horas de diálogo decoreba repetido diariamente pra quem quiser pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar de Starbucks: Camila 8x0 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro da última vez que topei com algum conhecido andando no Rio. Mas esbarrei em plena Times Square com dois amigos.  Já é a terceira vez que me acontece no exterior.  Provavelmente porque aqui ficamos todos da casa pro trabalho e vice-versa, e lá circulamos na rua o dia inteiro. Se as pessoas caminhassem a esmo pela cidade metade de quando estão turistando, velhas amizades se encontrariam todos os dias. E claro, a rua seria um inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar de Starbucks: Camila 10x1 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai disse que em Manhattan existem 250 Starbucks. Objetivo: achar todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar de Starbucks: Camila 12x4 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achamos uma loja de bandeiras num shopping no pier. Alguns anos atrás eu entraria em estado de graça, compraria todas que pudesse. Mas depois da internet já não dá pra se encarar uma loja dessas como a oportunidade da sua vida de arranjar a bandeira do Turcomenistão. Um clique no flagsoftheworld.com e pronto, colecionar qualquer coisa perdeu a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sogz42Kv9xI/AAAAAAAAAbk/-BAWJQyTrps/s1600-h/New+York+142.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sogz42Kv9xI/AAAAAAAAAbk/-BAWJQyTrps/s400/New+York+142.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370599607345608466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar Starbucks: Camila 15x9 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei uma camisa do Obama e um binóculo. Alcance de 18 Km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Placar Starbucks: Camila 17x11 Rodrigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um pouco frustrado com o Central Park. Muito paisagístico e tal, mas assim como o Harlem, nenhum Starbucks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar Starbucks: Camila 18x11 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus novos heróis da música pop para a próxima semana, ouvidos de graça e de joelhos, num concerto na Union Square:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gIJTDwyQw5Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gIJTDwyQw5Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar Starbucks: Camila 21x12 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentindo que essa contagem de Starbucks está começando a atrapalhar a viagem. Estamos prestando mais atenção em letreiros verdes que no resto da cidade, e ainda faltam mais de 200.&lt;br /&gt;&lt;span style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;Placar Starbucks: Camila 22x14 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos num restaurante etíope. A comida não tem nada demais, a diferença é a forma de servi-la. Não tem garçom. Você pede e ela chega num para-quedas, dentro de um engradado da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sog04-6o7hI/AAAAAAAAAbs/pABZ3MHSwMw/s1600-h/DSCF2041.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sog04-6o7hI/AAAAAAAAAbs/pABZ3MHSwMw/s400/DSCF2041.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370600709205585426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Placar Starbucks: Camila 23x16 Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem já está na metade. Se quisermos mesmo completar todos os Starbucks, vai ser preciso jogar em equipe. Camila é mais atenta, vê alguém com canudinho verde e já sabe que tem um nas redondezas. Já eu sou bem menos míope. Juntando o faro dela com meus olhos de lince, somos uma máquina detectora de Starbucks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sog1EPM_q1I/AAAAAAAAAb0/Orc_fPXCNVA/s1600-h/DSCF1735.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sog1EPM_q1I/AAAAAAAAAb0/Orc_fPXCNVA/s400/DSCF1735.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370600902556101458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks (juntando nossos escores): 52 de 250 — vejam a melhora, 13 num dia só&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorremos  a 1a e a 2a avenidas de ponta a ponta, costa grudada com costa, para ter uma visão de 360. 22 Starbucks encontrados. Amanhã é dia da 3a e 4a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 74 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei outro binóculo. Mais tarde explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 107 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há Starbucks nos lugares mais inusitados. Um no segundo andar do saguão do Empire State, outro na estação de metrô de Battery Park, um terceiro exposto no MoMA, servindo sopa Campbell. Estamos entrando em cada loja, cada buraco, desencavando todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 140 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui na Macy's, e além de achar mais três Starbucks, comprei terno, Rayban e pasta preta. Disfarçado de executivo, procuro Starbucks nos lugares restritos a turistas. O golpe é sempre o mesmo. Passo o RioCard na catraca eletrônica da portaria (todo prédio em Manhattan tem uma), e quando o acesso é negado, culpo a máquina e peço ajuda pro segurança, porque afinal estou atrasado. Foram 46 Starbucks dentro de prédios empresariais, bolsas de valores, tribunais e juntas comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 189 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que estou fazendo isso? Eu nem gosto de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 203 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fiquei no hotel, na internet. Estou divisando um plano de emergência. Minha irmã foi à caça sozinha, e sem minha ajuda, achou apenas 10 Starbucks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 213 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um estande do Starbucks na catedral de St. Patrick, atrás do altar. É verdade, pode checar na Wikipedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 228 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda 22 Starbucks faltando e hoje temos que pegar o avião. No aeroporto (mais 2 Starbucks, mas não conta, por que é fora de Manhattan), o comissário diz que nosso vôo teve overbooking. Quer fazer embarcar ou prefere um reembolso de 400 dólares para adiar um dia a data do vôo? Claaaro que preferimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contagem de Starbucks: 239 de 250&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez não teve overbooking, e ainda faltam 11 Starbucks. Hora de botar o plano em ação, aquele elaborado no dia em que fiquei no hotel usando a internet. Imprimi duas cópias do Googlemaps indicando a localização de cada Starbucks de Manhattan. Além disso, 2 binóculos de longo alcance a postos nos assentos 46A e 46G, em janelas opostas bem atrás da asa. O avião inclina pra cá, eu vejo os 5 Starbucks restantes em Uptown. Inclina pra lá, e Camila vê os 5 de Downtown. Procuro desesperado o último Starbucks de Midtown. Ele está bem embaixo do avião não há ângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sog2xFBmGqI/AAAAAAAAAb8/NFQvyi3IX-A/s1600-h/Imagem3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 231px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sog2xFBmGqI/AAAAAAAAAb8/NFQvyi3IX-A/s400/Imagem3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370602772429675170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na minha cabeça, vêm as terríveis imagens daquela vez que quase zerei o Tartarugas Ninja do fliperama. O Destruidor já piscando de tanta bastonada (joguei com o Donatello) e eu procurando a última ficha na pochete. O Continue esgotando, 4, 3, 2. No 1 eu coloco a ficha na máquina, ela demora a cair, o contador chega ao zero e o jogo recomeça na primeira fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge a idéia. O avião já cruzando o Hudson, e eu começo a mirar o binóculo nos prédios espelhados abaixo do Central Park. Foco no 42o andar da Trump Tower. Uma das janelas está inclinada pra baixo, no ângulo ideal. Lá está ele: 34a com 6a, apenas um reflexo do S salvador, não sei se de Star ou de buckS, entre o McDonalds e a caixa de ar-condicionado ao lado que não me deixa ver a continuação da rua. A letra, verde em relevo sobre uma placa preta, é inconfundível. De relance, vejo um mestrando de Ciências Políticas, fechando um Mac enquanto sai da loja com o copinho de canudinho verde. Não há mais dúvidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-7173462238752886075?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/7173462238752886075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=7173462238752886075&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7173462238752886075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7173462238752886075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/08/tuitadas-de-nova-york.html' title='Tuitadas de Nova York'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sogz42Kv9xI/AAAAAAAAAbk/-BAWJQyTrps/s72-c/New+York+142.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6481323283142741731</id><published>2009-07-04T19:57:00.006-03:00</published><updated>2009-07-04T20:07:09.061-03:00</updated><title type='text'>Curtinhas do Nordeste</title><content type='html'>O centro de Recife é como o do Rio de Janeiro, mas sem o que lhe resta de dinamismo econômico. Um farelo de prédios coloniais ilhados numa enorme Uruguaiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Caruaru é como o centro de Recife, mas sem os prédios coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*   *   *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sk_fdc23A5I/AAAAAAAAAbU/bF2e4zIHIys/s1600-h/pipa1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 173px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sk_fdc23A5I/AAAAAAAAAbU/bF2e4zIHIys/s400/pipa1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354744179022300050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda não vi praia mais bonita que a do Curral, ao lado de Pipa, no Rio Grande do Norte. Os golfinhos pulam num mar morno e calmo, se bobear quase doce. Como moldura, 30m de falésias vermelhas caindo em arco sobre o coqueiral na areia deserta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*   *   *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor momento da viagem durou só alguns minutos, já voltando pra Recife, no início da costa paraibana. Nosso carro chacoalhando por uma estrada de terra batida em meio ao canavial, procurando à noite uma entrada para voltar à BR. Só o que se via eram luzes vermelhas no horizonte, mais de 50, quase em fila, pairando a 40m do chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o vazio da área, não podia ser linha de transmissão. Podia ser um campo de pouso, talvez não apenas para aviões, pois havia mesmo um aspecto de contatos imediatos rondando no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada cortava o canavial direto em direção às luzes, e mesmo cada vez mais perto, a noite não deixava ver nada que segurasse aqueles pontos flutuantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos o carro em meio a elas. Pairando todas à mesma altura sobre nossas cabeças, mas não totalmente alinhadas. Piscavam rapidamente em intervalos regulares. Mesmo debaixo delas, ainda não dava pra divisar que estrutura as erguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a luz que está piscando, — disse o Vítor. — É uma pá que está passando na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era mesmo. Com esforço, dava pra ver brevemente o contorno da hélice quando a luz vermelha a iluminava por trás. E a partir dela, adivinhar as formas de uma usina eólica, no contraste sutil entre os tons de escuro. Com seu compasso majestoso, ainda que apenas sugerido pelo eclipse ritmado na luz vermelha. 50 delas empinadas naquele canavial ventoso, compondo um cenário místico que a gente contemplou em silêncio, num estado de hipnose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí o Quintanilha começou a reclamar que ali era perigoso, nós fomos embora e o melhor que eu consegui foi essa merda de foto. Dá pra ver alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sk_fxDabhpI/AAAAAAAAAbc/BZcgHN2lOyo/s1600-h/pipa2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 130px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sk_fxDabhpI/AAAAAAAAAbc/BZcgHN2lOyo/s400/pipa2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354744515789555346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6481323283142741731?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6481323283142741731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6481323283142741731&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6481323283142741731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6481323283142741731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/07/curtinhas-do-nordeste.html' title='Curtinhas do Nordeste'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sk_fdc23A5I/AAAAAAAAAbU/bF2e4zIHIys/s72-c/pipa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6577330567511096276</id><published>2009-04-18T10:46:00.005-03:00</published><updated>2009-04-18T13:57:05.304-03:00</updated><title type='text'>The Kinks</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Senq53vLnkI/AAAAAAAAAas/1Wh1Kp1D29M/s1600-h/kinks.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 310px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Senq53vLnkI/AAAAAAAAAas/1Wh1Kp1D29M/s400/kinks.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326046314277609026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E já que estamos falando de transgressores modernos, não custa prestar homenagem ao pai de todos. O grupo inglês &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Kinks"&gt;The Kinks&lt;/a&gt; foi o mais do contra de toda a contracultura, justamente por não tê-la seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Kinks eram ainda um entre dezenas de protoBeatles que surgiram na Inglaterra quando, sabe-se lá por quê, tiveram o visto americano negado. Impedidos de entrar em contato com a psicodelia, usaram a tradição inglesa como fonte de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imagina a coragem necessária para, sem abrir mão do rock, subverter a subversão e se apegar aos valores desprezados por todas as outras bandas. Em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zL9tyzE83nc&amp;amp;feature=related"&gt;Village Green Preservation Society&lt;/a&gt;, o vocalista Ray Davies defende a geléia de morango, a virgindade e o Pato Donald. Já na sutil e bizarra Autumn Almanac, a melhor da banda, ele reclama sobre suas costas reumáticas numa música sobre jardinagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Kinks também compunham canções de amor. Amor livre, sexo tântrico? Claro que não. Party Line, por exemplo, é pesada, ganchuda e fala sobre… tele-amizade! É mole?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época do flower power, ninguém entendeu e os melhores discos quase não venderam. Só hoje se constata que as músicas dos Kinks não envelheceram, ao contrário das tão celebradas bandas psicodélicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem quiser conhecer, segue o meu top ten, com links para o YouTube:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MnBwPvawTN4"&gt;Autumn Almanac&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vuhVccHBGaE&amp;amp;feature=related"&gt;Dead End Street&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MzpShIhvrjU&amp;amp;feature=related"&gt;Days&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1h1oRP7FfBw&amp;amp;feature=related"&gt;Sunny Afternoon&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Lw6bzPIp0Nw"&gt;Party Line&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KCVPsn8On7g"&gt;Lincoln County&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3d8moA2Iksg"&gt;Starstruck&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=34BydtUrt6c&amp;amp;feature=related"&gt;Village Green&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;9. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xcn4mr-OUVw&amp;amp;feature=related"&gt;Harry Rag&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YPRG7W7qQF0"&gt;Alcohol&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras bandas sessentistas com posts no blog:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/01/eleanor-rigbies-people-behind-songs.html"&gt;Beatles&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/12/felicidade-de-novo.html"&gt;Beach Boys&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6577330567511096276?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6577330567511096276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6577330567511096276&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6577330567511096276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6577330567511096276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/04/kinks.html' title='The Kinks'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Senq53vLnkI/AAAAAAAAAas/1Wh1Kp1D29M/s72-c/kinks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2885682003861435930</id><published>2009-04-05T20:00:00.004-03:00</published><updated>2009-04-05T23:05:16.051-03:00</updated><title type='text'>Adeus, Google</title><content type='html'>Este post provavelmente só vai interessar a designers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que duas semanas atrás, o diretor de design do Google pediu demissão. O que a princípio parece loucura, ele defendeu com argumentos bastante razoáveis em seu &lt;a href="http://stopdesign.com/archive/2009/03/20/goodbye-google.html"&gt;blog&lt;/a&gt;. O post obviamente repercutiu horrores, com boas análises sobre a maneira como o Google encara o design gráfico, &lt;a href="http://theocacao.com/document.page/600"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://log.scifihifi.com/post/88237020/yes-its-true-that-a-team-at-google-couldnt"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assino embaixo de ambas, mas quero falar de um detalhe menor do post demissionário, quase um lapso escapulido numa distração: o autor revela que foi o primeiro designer gráfico da empresa, contratado em 2005. O Google passou oito anos sem nenhum profissional da área. Isso me leva a pensar imediatamente que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma empresa pode crescer a ponto de se tornar a mais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;poderosa e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;relevante do mundo prescindindo de designers gráficos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será, então, que design gráfico é realmente decisivo? Aprendemos a achar que quando a comunicação visual debuta em um setor "virgem", a empresa que optou por se fazer valer do bom design ganha mercado da concorrência. Mas e quando o mundo está saturado de design gráfico, o que acontece? Meu palpite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A ausência de design gráfico é um dos diferenciais do Google. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o requinte visual está tão associado ao marketing, e este, tão associado à mentira, que talvez uma página branca e um logo WordArt acabem representando o oposto: verdade e confiança (e o famoso slogan "Don't be evil" só ajuda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser por estar imerso demais na profissão, mas há algum tempo tenho a impressão de que, se o design gráfico não for absolutamente brilhante, a alternativa mais eficaz é a ausência de design gráfico (desde que respeitado o bom senso, evidentemente). E como eu não sou capaz de produzir design nesse nível (e nem você, seu convencido), acho que essa foi a principal razão de eu ter mudado meu foco de atuação para o design interativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vantagens do design interativo sobre o design gráfico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;É mais recente. A maior parte do trabalho na área é feito por amadores, e mesmo o que é feito por profissionais geralmente é ruim. Ter um design interativo medíocre ainda é melhor do que não tê-lo. E mais: ser um ótimo designer interativo não é tão difícil assim, pois ainda há muitas idéias a serem exploradas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não se percebe a ligação entre o design interativo e o marketing, portanto, ninguém vê como a atividade como má. E o detalhe sórdido: um bom design interativo faz muito mais pelas vendas de um produto do que um bom design gráfico.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os certos e errados são mais fáceis de serem e mensurados. Eu gosto de deitar na segurança dos números para embasar uma decisão de design. Mas isso é meu lado do contra falando, tenho certeza que estaria aqui reclamando que não posso viajar na maionese se fosse engenheiro.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posts relacionados:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/01/marks-spencer.html"&gt;Marks &amp;amp; Spencer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/10/eu-nao-gosto-de-design.html"&gt;Eu não gosto de design&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/12/pubid-publicitrios-idealistas_26.html"&gt;Pubidê - Publicitários Idealistas&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2885682003861435930?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2885682003861435930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2885682003861435930&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2885682003861435930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2885682003861435930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/04/adeus-google.html' title='Adeus, Google'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6093265459023573867</id><published>2009-03-23T17:30:00.002-03:00</published><updated>2009-03-23T17:35:16.434-03:00</updated><title type='text'>Manual do transgressor moderno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/ScfxubJFJOI/AAAAAAAAAaM/geYE1p-yB_s/s1600-h/calvin.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/ScfxubJFJOI/AAAAAAAAAaM/geYE1p-yB_s/s400/calvin.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316483664996279522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se você é como eu, então é do tipo que troca de opinião de acordo com o interlocutor — só que ao contrário. Você é um do contra sistemático, compulsivo. Ao lado de um banqueiro, você é comunista, perto de um cientista, você defende a criação divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem te achar inteligente e podem te taxar de mala, o segredo está na dose. Não digo pra você inibir seu dom, mas não o banalize. Não desperdice a lábia justificando o desmatamento e os neonazistas. Se bandear automaticamente pro lado oposto só pra evitar o consenso não te faz um transgressor. Você é tão rebanho quanto os carimbadores da unanimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ser do contra, seja comedido. Escolha um consenso latente, sobre o qual ninguém escreve no jornal. Pode ser uma trivialidade. Aí faça o oposto e contemple na cara das pessoas o espanto de descobrir aberta uma porta que elas achavam que era parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas sugestões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Use bigode.&lt;br /&gt;Hoje cada um faz o que quer com os pelos da cara. O conservador raspa, o relaxado deixa solto, o ousado cria cavanhaque, costeleta, até suíças. Mas ninguém abaixo dos 40 deixa só o bigode. O banal virou a última fronteira. Em 50 anos, o último bigodudo terá morrido, e o mundo ficará de buço pelado. Cresça um belo bigode, e saboreie a espuma do chope horas depois do copo vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Vire católico.&lt;br /&gt;Ah, está tão na moda largar o catolicismo. Cada vez mais gente se abarrota em cultos evangélicos. Os artistas estudam a cabala, viram budistas ou espíritas. Dizem que a Igreja tem muitos crimes no currículo, mas as outras religiões também devem ter matado muitos judeus, é só olhar de perto. E você que é ateu, não me tire o corpo fora, que muitos genocídios já foram cometidos em nome da deusa razão, é só dar um pulinho na União Soviética. Vire católico, no ritmo da debandada é capaz de você ser o único restante para ser o próximo papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Batize um filho com o seu nome.&lt;br /&gt;As pessoas têm sido bem criativas ao nomear a prole. Tudo pra evitar que haja outros iguais na escola. As classes alta e baixa evidentemente têm uma concepção bem diversa do que seja um bom nome para o rebento. Mas repetir o nome do pai é considerado cafona não importa a origem. Você pode e deve usar o seu filho como parte do seu libelo contra a arbitrariedade da moda. Chame-o de Júnior, e a cada vez que ele voltar surrado do colégio, você terá certeza de que a sociedade tem muito a aprender com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Batize uma filha com o nome da sua esposa.&lt;br /&gt;Se você for um do contra radical e receber a graça de uma filha mulher, não deixe escapar a chance de dar-lhe o nome da sua esposa. Não há precedentes para tamanha transgressão. Observe o estupefato do escrivão tentando decidir se a chama de “Maria da Silva Filha”ou “Maria da Silva Júniar”. Deixe que ele escolha. Você já ganhou a parada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6093265459023573867?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6093265459023573867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6093265459023573867&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6093265459023573867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6093265459023573867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/03/manual-do-transgressor-moderno.html' title='Manual do transgressor moderno'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/ScfxubJFJOI/AAAAAAAAAaM/geYE1p-yB_s/s72-c/calvin.gif' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2437733327170349240</id><published>2009-03-15T12:38:00.003-03:00</published><updated>2009-03-15T12:54:01.416-03:00</updated><title type='text'>À procura do wok perfeito</title><content type='html'>Essa viagem pra Europa de que voltei agora teve 3 objetivos. Na verdade 2, e mais um de bônus, mas depois explico isso. Importa é que dei com os burros n’água neles todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro era matar as saudades da Paula. E a gente teve, sim, um mês fantástico, mas é que nem beber água do mar, você dá um gole e já está com sede de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo era arrumar um emprego. Consegui duas entrevistas, lugares bacanas, gente legal que disse que me chamaria para freelas à distância assim que surgisse a oportunidade (não era emprego, mas ganha em euro, é um começo). Passaram dois meses e continuo aqui esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro veio de brinde, em Lille, durante uma das entrevistas. Me levaram a um restaurante tailandês com uma proposta inusitada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Encha sua cumbuca à vontade com carnes e legumes no bufê;&lt;br /&gt;2. Escolha um molho e condimentos e dê a cumbuca para o cozinheiro;&lt;br /&gt;3. Espere enquanto ele cozinha tudo em fogo alto no mesmo wok — uma panela tailandesa grande e funda;&lt;br /&gt;4. Coma com arroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só que fosse muito bom. O tipo de cozinha -— wok — era o mesmo do meu restaurante favorito em Berlim, que servia uma comida tão diferente que até então eu não conhecia nenhum paralelo. O cosmopolitismo não ajudava: cozinheiros americanos, decoração havaiana, temperos asiáticos, endereço alemão. Que diabo era aquilo? Não sabia, mas nunca tinha comido nada igual. Três anos depois, encontro algo similar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0hlyEFhoI/AAAAAAAAAZs/2PRTykgcvlI/s1600-h/wok_lille.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0hlyEFhoI/AAAAAAAAAZs/2PRTykgcvlI/s400/wok_lille.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313440068344841858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O wok de Lille. Repare na tigela de arroz ao lado da cumbuca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o wok -francês, embora gostoso, não chegava aos pés do alemão. Começa que era self-service, jogando pra você a responsabilidade de misturar sabores desconhecidos. E ainda por cima, meu entrevistador não misturou o arroz dele na cumbuca. É disparado a melhor coisa do wok, deixar o arroz se impregnar no molho de especiarias, pra depois raspar do prato os blocos empapados misturados aos restos de carne e legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como ele não misturou, também eu não misturei. Não comi o wok perfeito. Nunca vou voltar a Lille de novo, então precisava achar um wok em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internet. Tinha um, só um, perto da Bastilha. Mas antes, Amsterdam, que já estávamos de saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amsterdam é linda, com suas lojas de croquete iguais aos do Alemão e suas -— surpresa — dezenas de wokerias fast-food.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era o paraíso dos woks. Woks fast-food cobram por cada ingrediente e não passam de um yakisoba fajuto. Saímos da horrível Amsterdam 3 dias depois sem ter comido um só wok que prestasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0kTD1pQjI/AAAAAAAAAaE/_OpHz6Slnig/s1600-h/wok_amsterdam.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 163px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0kTD1pQjI/AAAAAAAAAaE/_OpHz6Slnig/s400/wok_amsterdam.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313443045233476146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wok fast-food de Amsterdam. Mesmo na foto publicitária, você vê que está mais pra yakisoba. E nem cumbuca eles dão, que vergonha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Paris seria diferente. O restaurante era elogiadíssimo. Era caro. Jantar de despedida. Comemos entrada e tudo. A cumbuca já vinha com arroz dentro. No bufê, soubemos escolher melhor as carnes e legumes. Coloquei gergelim por cima. Paula e eu comendo com fúria, suguei cada arroz encharcado no molho de coco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0hmJYkK5I/AAAAAAAAAZ0/0Sg-tvrQS-s/s1600-h/wok_paris.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0hmJYkK5I/AAAAAAAAAZ0/0Sg-tvrQS-s/s400/wok_paris.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313440074604751762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O wok de Paris. Mais do que aprovado, apesar dessa aparência de vomitado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos felizes e empapuçados, mas ainda assim, nunca seria como Berlim. O wok alemão, três anos depois, virou mito. Nunca nenhuma comida no mundo vai alcançá-lo. Meu consolo era que ao menos estava em melhor companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0hmhHGnvI/AAAAAAAAAZ8/cvGntDjSnh4/s1600-h/wok_berlim.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0hmhHGnvI/AAAAAAAAAZ8/cvGntDjSnh4/s400/wok_berlim.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313440080973962994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O wok berlinense, imbatível. Na foto parece vegetariano, mas acredite, essa cumbuca é mágica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2437733327170349240?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2437733327170349240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2437733327170349240&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2437733327170349240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2437733327170349240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/03/procura-do-wok-perfeito.html' title='À procura do wok perfeito'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sb0hlyEFhoI/AAAAAAAAAZs/2PRTykgcvlI/s72-c/wok_lille.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6857713716645995583</id><published>2009-03-05T11:56:00.006-03:00</published><updated>2009-03-05T12:20:52.054-03:00</updated><title type='text'>A História é um romance</title><content type='html'>&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/morte-do-terceiro-inquilino.html"&gt;Um dia eu disse&lt;/a&gt; que o melhor da História são os grandes marcos: tomada de Constantinopla, assassinato de César. Na época eu tentava me contrapor aos chatos que querem evitar a decoreba de datas e nomes nas aulas de História. Datas e nomes são a alma da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba que as crianças ficam reféns dos porquês (não sabe, chuta crise agrária, a gente dizia), e é por isso que no colégio eu me via na situação bizarra de adorar História, a musa, mas não gostar de História, a disciplina. Cheia de porquês vomitados. Crise agrária. Colapso do sistema feudal. Blergh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lendo os Atlas da História Mundial, descobri que mais fascinantes que os grandes marcos, e obviamente muito mais interessante do que os porquês que explicam o dia-a-dia, é estudar as pontes entre os momentos históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponte, na música, é a estrofe que liga o final ao início da canção. Em Hard Day’s Night, por exemplo, são os versos que reintroduzem o refrão sem quebrar a melodia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;When I’m home / everything seems to be right / When I’m home / feeling you holding me tight!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em História, a gente só estuda os refrãos. Momentos estanque, coerentes no seu todo, mas é raro entender como a coisa flui para o momento seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, vamos lá pro início, quando os homens caçavam com pedra polida e faziam pintura de dedo em Lascaux. Como eram engenhosos esses primitivos, já sabiam até esfregar dois pedaços de pau pra fazer fogo. Aí perdemos o bonde e só voltamos a alcançá-lo no próximo capítulo, quando já estão erguendo pirâmides e zigurates no Oriente Médio. Peraí, o que aconteceu nesse meio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu sei. Obedece uma lógica impecável que passa pela invenção da agricultura, sedentarização, poder central para controlar a população crescente, formando cidades-estado e expansão da influência dessas cidades-estado, formando impérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sa_qgIB8W8I/AAAAAAAAAZk/XvVurknEl4k/s1600-h/sumeria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sa_qgIB8W8I/AAAAAAAAAZk/XvVurknEl4k/s400/sumeria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309720323325451202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Suméria não era uma civilização coesa, mas um amontoado de cidades-estado independentes de mesma língua que se matavam atrás de mais territórios. Às vezes uma delas — a Babilônia, por exemplo — crescia além da conta e fundava um império.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fácil e lógico, não é? Vamos ver se os produtores de Lost vão resolver os mistérios com essa elegância toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo, agora mais específico. A Rússia. Você nunca ouviu falar dela até o Congresso de Viena, quando de repente, descobrimos uma jamanta poderosa e maior do que o resto da Europa inteiro. Como se formou esse império? Sabe como? Colonização viking! Não é o bicho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sa_pSM5LHII/AAAAAAAAAZc/enOryDh8Yi0/s1600-h/vikings.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 372px; height: 365px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sa_pSM5LHII/AAAAAAAAAZc/enOryDh8Yi0/s400/vikings.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309718984601050242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Os vikings desceram os rios que desembocavam no mar Báltico e fundaram um estado com capital em Kiev, onde antes só havia povos nômades. Plantaram a semente da Rússia atual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu gosto de História porque pra mim ela é um grande romance”, é uma frase que podia ter sido dita por um filósofo, mas quem diz é meu pai. E eu concordo com ele. A História humana dava um puta livro: antes, meu maior interesse era o beijo do herói na mocinha. Mas o périplo para chegar na masmorra do castelo é que é a alma do romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E claro, sempre tem o chato que quer saber por quê os dois se amam, se é uma imposição social ou uma reação química causada pela compatibilidade de cheiros. Crise agrária, pode chutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2009/03/agoniza-mas-nao-morre.html"&gt;Por que comecei a ler o Atlas da História Mundial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/morte-do-terceiro-inquilino.html"&gt;Um post do tempo que eu gostava mais dos marcos históricos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6857713716645995583?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6857713716645995583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6857713716645995583&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6857713716645995583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6857713716645995583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/03/historia-e-um-romance.html' title='A História é um romance'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sa_qgIB8W8I/AAAAAAAAAZk/XvVurknEl4k/s72-c/sumeria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5632616504023222482</id><published>2009-03-01T22:10:00.008-03:00</published><updated>2009-03-01T22:37:06.907-03:00</updated><title type='text'>Agoniza mas não morre</title><content type='html'>Eu podia dizer que estava viajando, mas isso só explica metade dos dois meses sem notícias. Na verdade, dava até pra ter blogado durante a viagem (tem wi-fi de graça nos albergues da Romênia), mas você tem que entender que depois de 4 meses sem ver sua namorada, e diante da perspectiva de continuar afastado nos 10 meses seguintes, escrever em blog cai pra último na sua fila de prioridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o outro mês ausente é culpa da anestesia mental que me acometeu depois de voltar (saudade? choque térmico? pré-carnaval?) e que já esta mais que na hora de espanar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o mês inteiro obcecado por Lost e Civilization. Dediquei todo o meu tempo livre à fuçar a Lostpedia e levar os incas à conquista do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sas1U6_GjoI/AAAAAAAAAZM/HAUPC-LW1WA/s1600-h/lost.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sas1U6_GjoI/AAAAAAAAAZM/HAUPC-LW1WA/s400/lost.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308395219333844610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas agora saí dessa. Agora reservei as horas vagas pra fazer algo de útil: aprender toda a História mundial.  Estou com esses dois livros (um pra corroborar o outro) que se dedicam a contar a saga humana, do Paleolítico ao Obama. O nome dos dois é igual: Atlas da História Mundial. É como um adesivo de nicotina, porque funde em doses controladas os dois hobbies anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sas1Uqs77kI/AAAAAAAAAZE/g83Pvb6svEs/s1600-h/civ.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sas1Uqs77kI/AAAAAAAAAZE/g83Pvb6svEs/s400/civ.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308395214962683458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com Civilization, o paralelo fica evidente. Ok, não sou mais eu que controlo a História, mas sempre gostei mais do pano de fundo do jogo que do gameplay. E Lost talvez concentre mais mistérios do que a História Humana, mas pra mim, o reino búlgaro que floresceu no meio das estepes russas é tão fascinante quanto um galeão encravado na floresta tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sas3HCyZ1pI/AAAAAAAAAZU/L0Qt5XRz8J4/s1600-h/volga-bulgaria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 334px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sas3HCyZ1pI/AAAAAAAAAZU/L0Qt5XRz8J4/s400/volga-bulgaria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308397179933152914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Volga Bulgária, um reino búlgaro independente do que se formou na Europa. Não sobrou nada da Volga Bulgária depois da invasão dos mongóis&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5632616504023222482?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5632616504023222482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5632616504023222482&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5632616504023222482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5632616504023222482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2009/03/agoniza-mas-nao-morre.html' title='Agoniza mas não morre'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/Sas1U6_GjoI/AAAAAAAAAZM/HAUPC-LW1WA/s72-c/lost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1897608098150219277</id><published>2008-12-06T15:10:00.004-02:00</published><updated>2008-12-06T15:35:28.758-02:00</updated><title type='text'>Igrejas modernas vs. igrejas antigas</title><content type='html'>Visitei recentemente 2 igrejas no Rio: a de São Bento e a da PUC. Por ter estado numa igreja antiga e numa moderna em tão curto espaço de tempo, pude enxergar uma comparação entre os dois estilos que há muito estava latente, e eu não conseguia verbalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O São Bento acabou de passar por uma renovação, que paradoxalmente evidenciou sua antiguidade. Com a pintura do teto revitalizada e o altar mais dourado do que nunca, você entra e não tem como evitar de calar e temer a Deus, ateu que você seja. Não tem como falar no mesmo volume do lado de dentro e do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a igreja da PUC está tinindo de nova, não precisa revitalizar nada. É espaçosa, de bom gosto, moderna, lustrosa. Mas mesmo com 400 anos de dianteira na arquitetura, em algum lugar ela se perde. Ela não não emana religiosidade. Tentei enumerar durante a missa os problemas que tornam até a Catedral do Niemeyer em Brasília menos ecumênica que qualquer paróquia do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Arejamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyi4QYRnI/AAAAAAAAAXs/-sijHXmFPb0/s1600-h/religiao-Toshio+Kishiyama.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyi4QYRnI/AAAAAAAAAXs/-sijHXmFPb0/s400/religiao-Toshio+Kishiyama.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276726225704339058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/toshio1/378735495/"&gt;Toshio Kishiyama&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igrejas modernas são amplas sem serem vertiginosas. Elas não te diminuem, te valorizam. São frescas e bem iluminadas. Sem ver os túmulos dos velhos abades no piso você não freia o impulso de andar mais rápido, atender o celular. De conversar encostado na porta — pensa na falta de respeito que seria fazer isso no São Bento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conforto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyjYM2DWI/AAAAAAAAAX0/E6qWKKCN2vg/s1600-h/religiao-Juliana+Gaspar-22216043_850cfb8631_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyjYM2DWI/AAAAAAAAAX0/E6qWKKCN2vg/s400/religiao-Juliana+Gaspar-22216043_850cfb8631_b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276726234279447906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/untouchable/22216043/"&gt;Juliana Gaspar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já reparou que do Vaticano à capelinha de Tribobó, toda igreja antiga tem bancos iguais? São sempre bancões compridos de madeira, baixos e com assento estreito, e um espaldar quase impossível de se recostar. Desconforto ensina postura e humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora as cadeiras são todas acolchoadas. Contei na missa 5 pessoas de pernas cruzadas numa fileira de 10, incluindo eu mesmo. Perna cruzada? Não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora o ar condicionado. Devia ser proibida qualquer climatização. Esse excesso de conforto lembra um auditório, e a missa, em consequência, fica com cara de palestra. A atmosfera vai pro ralo, e com ela, o foco e a devoção das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tecnologia&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyj4I4YwI/AAAAAAAAAX8/G-j-itAazCw/s1600-h/religiao-George+Strickland-23027460_8e8d0c896a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyj4I4YwI/AAAAAAAAAX8/G-j-itAazCw/s400/religiao-George+Strickland-23027460_8e8d0c896a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276726242852758274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/directionstoorthodoxy/23027460/"&gt;George Strickland&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deviam instituir um lapso de 100 anos entre o lançamento de uma tecnologia e sua adoção dentro da igreja. Agora estava bom pra começarem a reproduzir o programa das missas em folhetinhos mecanografados, por exemplo. Detesto padre com microfone, bandinha com tecladinho e projetor de slides para as louvações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia é uma lembrança constante da realidade e da materialidade, Um ambiente anacrônico é essencial para construir um distanciamento que favoreça o silêncio e a oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arte&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyj2plpGI/AAAAAAAAAYE/2KvhI-Cg6Ls/s1600-h/religiao-Martin_Beek-369697182_fdf5ebce6e_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyj2plpGI/AAAAAAAAAYE/2KvhI-Cg6Ls/s400/religiao-Martin_Beek-369697182_fdf5ebce6e_b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276726242453070946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/oxfordshire_church_photos/369697182/in/set-72157606992902063/"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Martin Beek&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/oxfordshire_church_photos/369697182/in/set-72157606992902063/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de as igrejas medievais terem mais reconhecimento artístico do que as modernas, elas não foram concebidas como obras de arte. Observe de pertinho os querubins barrocos de Ouro Preto e você vê como o entalhe é grosseiro, a pintura é borrada e o semblante é creepy. Mas o conjunto é bem maior do que a soma das partes, e é ele que ajuda a transcender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As igrejas atuais, com suas cruzes minimalistas e imagens cubistas dos santos, transmitem apenas a vaidade do artista. São, portanto, uma lembrança constante de sua natureza terrena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Música&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqykPP4MeI/AAAAAAAAAYM/2tbNocyNv_w/s1600-h/religiao-Altair_Costa-Franciscan_Road1637100984_0af2a3ed9e_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqykPP4MeI/AAAAAAAAAYM/2tbNocyNv_w/s400/religiao-Altair_Costa-Franciscan_Road1637100984_0af2a3ed9e_b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276726249056121314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/seminario/1637100984/in/set-72157602144142441/"&gt;Altair Costa&lt;/a&gt;, da capa do álbum Franciscan Road&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música carismática que domina as igrejas hoje não é obra da arquitetura moderna, mas deve ser consequência. Ela é um combinado de palavras de adoração soltas em linhas melódicas primárias (claro, com &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.youtube.com/watch?v=9k5N4KrZ0pw"&gt;uma&lt;/a&gt; ou &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.youtube.com/watch?v=nqp89bkFe8k&amp;amp;feature=related"&gt;outra&lt;/a&gt; exceção). Quase todo o rito da missa agora é cantado nesse pastiche pop, em vez da entonação característica (aquela do en-nome-de-patre-de-fili-d’-espirictus-sááánti).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso dilui o simbolismo do ritual. Tirando a homilia, a missa é toda composta de rituais,  uma repetição roteirizada de palavras. Versinhos decoreba tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Cristo, com Cristo, em Cristo / A vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo / Toda honra e toda glória, agora e para sempre / Amém!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas repetem essas fórmulas automaticamente, a missa inteira. As palavras em si, apesar de belas, ficam ocas se não estiverem num contexto apropriado. Têm que ser embaladas por mantras, silêncios, incenso e misticismo para ganharem significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Igreja, adaptar a missa a um formato popular é uma tentativa de frear a debandada dos adeptos. Mas perder fiéis é irreversível em qualquer crença hoje em dia. Aquela chantagem que colou por séculos de que quem não pratica a religião vai pro inferno não engana mais ninguém. Até filme cabeça e praia com chuva têm mais potencial de entretenimento do que uma missa, seja ela em latim ou com um padre pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a missa em latim com canto gregoriano tinha uma vantagem. Podia ser chato, mas era envolta num cerimonial tão cheio de significado que os fiéis tinham a sensação de estar de fato se comunicando com Deus. Agora, com os ritos diluídos e a arquitetura moderna, o catolicismo vai perdendo não só a popularidade, mas também respeito e relevância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1897608098150219277?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1897608098150219277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1897608098150219277&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1897608098150219277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1897608098150219277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/12/visitei-recentemente-2-igrejas-no-rio.html' title='Igrejas modernas vs. igrejas antigas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/STqyi4QYRnI/AAAAAAAAAXs/-sijHXmFPb0/s72-c/religiao-Toshio+Kishiyama.png' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-293653259902433260</id><published>2008-11-09T14:03:00.002-02:00</published><updated>2008-11-09T14:07:55.187-02:00</updated><title type='text'>It’s Alive!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SRcKEkWEARI/AAAAAAAAAXM/MBa-5aQdOas/s1600-h/hungry.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 199px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SRcKEkWEARI/AAAAAAAAAXM/MBa-5aQdOas/s400/hungry.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266689362825052434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 09/11, um ano depois do prometido, a &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.hungrymind.nu"&gt;Hungry Mind está pronta&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, pronta em termos. Ficou arrumada o suficiente para ser divulgada sem passar vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Mas por que você demorou tanto para terminar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque fazer um site pra si mesmo é o projeto mais penoso em que um designer pode se engajar. Como o site é seu, como é pra você que ele vai trazer retorno, você perde totalmente a objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é importante ser objetivo para ver que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Não dá para incorporar todos os recursos maneiros do mundo;&lt;br /&gt;2- Não  se pode se sair melhor que sites concorrentes em todos os aspectos possíveis;&lt;br /&gt;3- É impossível falar para todo tipo de público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é você que está se expondo, você sente uma compulsão por atacar em todas as frentes. E ao mesmo tempo, nunca está seguro de que o resultado é o melhor possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, você age como o seu cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais do que isso. Você conhece muito mais frentes para atacar do que seu cliente, e seu repertório visual é loucamente maior. Você é um cliente com anabolizantes de cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi por isso que demorei tanto para concluir o site. Nunca tinha lidado com um cliente tão inseguro, megalomaníaco, pentelho e detalhista quanto eu mesmo. E pior, o cara não vai me pagar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hungry Mind: O que mudou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez que esse site apareceu por aqui foi em meados de junho. Hoje ele voltou cheio de mudanças, e a mais evidente delas é a parte gráfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do dia em que, com o site já todo pronto, codificado e boa parte do sistema de atualização concluída, tudo naquele &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvlShECmAI/AAAAAAAAAMo/Qplz7WzRM4o/s1600-h/7RR-home.jpg"&gt;visual anterior&lt;/a&gt;, resolvi mostrar o resultado para minha mãe. Ouvi um muxoxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nem vem que agora não vou mudar mais! Quisesse reclamar, reclamasse antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sonhei com aquele muxoxo naquela noite e na noite seguinte. No fim de semana, não me segurei e refiz o layout do zero. Com cores mais ousadas, inclusive no logo. Refinei a tipografia, tirei os ícones do menu, aliás mudei toda a interface do topo. E não me arrependo, ficou bem melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pacote, estruturei melhor a arquitetura do site, que dividia o portfolio em 4 tipos de projeto. Eu achava que assim eu atenderia melhor a cada tipo de cliente que viria me procurar (pejorativamente: o que quer um loguinho, o que quer um flashzinho, o que quer um site e o que quer o resto). Agora a divisão está entre interativos e gráficos, e só. Complicação zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos serviços oferecidos, consegui condensar todos numa página e a ainda acrescentar um novo: consultoria de conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me incomodou ver meus projetos de site todos penteadinhos serem preenchidos com parágrafos de encheção de lingüiça. Um texto que demora a dar seu recado afasta o leitor, ainda mais os internautas, que mal lêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, um mau conteúdo inutiliza o trabalho de uma boa interface. Desde sempre, eu vinha aconselhando informalmente meus clientes sobre como adaptar seus textos para manter a atenção do leitor. Tá na hora de explicitar isso como serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou muito feliz com a Hungry Mind, e pela primeira vez (por quanto tempo?), completamente seguro do resultado. Espero que vocês também gostem e indiquem para amigos, colegas e empresas que quiserem fazer projetos de design.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não tinha reparado ainda, já há algum tempo tem um link para o site ali na barra lateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hungry Mind funciona toda como um blog, embora não pareça. Quem lê o Desembolog pelo RSS pode assinar a Hungry Mind também, e receber os novos projetos (e futuramente, os posts exclusivamente sobre design) no leitor de feeds ou até por email. &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.hungrymind.nu"&gt;Assinem lá&lt;/a&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-293653259902433260?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/293653259902433260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=293653259902433260&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/293653259902433260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/293653259902433260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/11/its-alive.html' title='It’s Alive!'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SRcKEkWEARI/AAAAAAAAAXM/MBa-5aQdOas/s72-c/hungry.png' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2743988412718141807</id><published>2008-10-23T18:35:00.009-02:00</published><updated>2008-10-23T18:47:58.448-02:00</updated><title type='text'>A camisa do Heerenveen</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SQDhikBbekI/AAAAAAAAAWs/slYxtbSkfZ0/s1600-h/Frisian_flag.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SQDhikBbekI/AAAAAAAAAWs/slYxtbSkfZ0/s400/Frisian_flag.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260452348670212674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sintonizei a TV hoje a tarde e me detive na Record, que passava um jogo do Milan. Assisti à partida alguns minutos e de repente reparei que a camisa do time adversário era idêntica à bandeira da província holandesa de Friesland, minha quinta na &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/04/as-dez-bandeiras-mais-bonitas-do-mundo.html"&gt;lista de bandeiras favoritas&lt;/a&gt;, e provavelmente uma das mais estranhas entre todas as bandeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela estampa numa bandeira é esquisito, imagina numa camisa. O time autor da proeza é o &lt;a href="http://www.sc-heerenveen.nl/"&gt;Heerenveen&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha como até o escudo deles tem os coraçõezinhos. Parece um time patrocinado por um leite longa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SQDhjDG6AzI/AAAAAAAAAW8/1KFKhywwfy0/s1600-h/HeerenveenHSS0708.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SQDhjDG6AzI/AAAAAAAAAW8/1KFKhywwfy0/s400/HeerenveenHSS0708.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260452357014684466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SQDhjPq3pQI/AAAAAAAAAW0/idGyiOy4bK4/s1600-h/Heerenveen_logo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 172px; height: 178px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SQDhjPq3pQI/AAAAAAAAAW0/idGyiOy4bK4/s400/Heerenveen_logo.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260452360386749698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2743988412718141807?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2743988412718141807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2743988412718141807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2743988412718141807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2743988412718141807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/10/camisa-do-heerenveen.html' title='A camisa do Heerenveen'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SQDhikBbekI/AAAAAAAAAWs/slYxtbSkfZ0/s72-c/Frisian_flag.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2913602305675845262</id><published>2008-10-20T21:10:00.000-02:00</published><updated>2008-10-20T21:14:26.130-02:00</updated><title type='text'>iPod Shuffle</title><content type='html'>Bolei um conceito para uma nova banda de rock, dessas que surgem bombando na Inglaterra e caem no esquecimento seis meses depois. Iria se chamar iPod Shuffle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No show, depois de cada música, o vocalista aperta um pedal que determina aleatoriamente a próxima música. Fica abolida toda a ciência que decide a ordem do show, que prega que tem que começar forte, deixar as baladinhas pro meio e terminar com a casa vindo abaixo. Fica tudo por conta do shuffle do pedal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra engenhoca, parecida com um aplausômetro tipo show de calouros, avalia a reação do público. Se estiverem vibrando muito, a banda dá repeat na música. Com silêncio ou vaias, ela é obrigada a interromper e tocar a próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo teria um repertório de cerca de 100 músicas, a maioria de bandas indie, tipo Belle &amp;amp; Sebastian, Los Hermanos e White Stripes. Umas 20 seriam coisas mais antigas, como U2, Blitz, Elvis e Tim Maia. E 10 poderiam ser daquelas nada a ver, que quando aparecem no shuffle na frente dos amigos a gente corre pra pular antes de aumentar o estrago. “Take my breath away” do Top Gun, “Então é Natal”, na voz da Simone, a música dos bichinhos da Parmalat, “Cavalgada das Valquírias” na versão acelerada do Degrau do Inferno, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra dar o clima de shuffle, a banda tem que ter vários vocalistas, e de preferência assumir várias formações: com e sem metais, mellotron, tudo acústico ou só no pianinho. E melhor ainda, reajustar os amplificadores a cada música para tocar cada uma num volume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil arrumar gente tecnicamente apta para a empreitada, eu sei. Eu gostaria de fazer parte, mas meu dom musical se limita a tocar o “Dó-ré-mi” da Noviça Rebelde na flauta doce. Se bem que, seguindo a filosofia da banda, dava até pra fazer uma participação especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra possibilidade é aprender a lição de Borges, que diz que é melhor resumir uma idéia em 5 linhas do que espalhá-la por 500 páginas. Ou seja, em vez de uma banda, podíamos então fazer só uma música com o nome de iPod Shuffle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música teria a letra deste post, até antes dos asteriscos. Cada parágrafo tem um ritmo diferente. O primeiro é rockabilly. O segundo é um partido alto. O terceiro é sertanejo. O quarto, que é o maior, vai no embalo de Faroeste Caboclo. O quinto é gangsta rap e o sexto é Guilherme Arantes. Entre o terceiro e o quarto tem um jazz instrumental e entre o sexto e o sétimo toca drum ’n’ bass. Pronto, hit instantâneo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2913602305675845262?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2913602305675845262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2913602305675845262&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2913602305675845262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2913602305675845262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/10/ipod-shuffle.html' title='iPod Shuffle'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2848266674107016175</id><published>2008-10-13T21:49:00.007-03:00</published><updated>2008-10-14T11:01:54.199-03:00</updated><title type='text'>Fernando Gabeira</title><content type='html'>Dizem que os altos figurões da Globo têm um jogo interno de manipulação do eleitorado. Sarro puro mesmo, sem ambições políticas. Uma eleição ou outra, pegam um sujeito qualquer para candidato, manipulam a mídia, e não tem erro, no final o cara está eleito. Às vezes até competem com dois diferentes no mesmo pleito para dar mais graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois se a coisa ficar feia depõem o eleito, porque a ninguém interessa também o país indo pro buraco. Foi o caso do Collor por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabeira é a mesma coisa. Aliás, Gabeira é um caso especial. O jogo de manipulação do eleitorado, de tão fácil, já não dava mais barato. Os figurões da Globo estavam voltando para a cocaína. Preocupados com a produtividade em queda, os executivos resolveram subir o sarrafo. De duas maneiras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1: Gabeira é de longe o mais improvável dos candidatos. Seu passado real: é funcionário público aposentado do almoxarifado do Museu da Imagem e do Som. Simpático, mas meio pancada da cabeça, dizem. Depois da aposentadoria mal saía de casa, assistia novela e os slides de uma viagem feita na juventude para Saquarema.&lt;br /&gt;2: O objetivo dessa vez era eleger um candidato só com o apoio da elite. Nada de se sustentar no povão. Vamos manipular os jovens e os intelectuais, brincar com a cabeça dos mais críticos e dos mais independentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como se transforma um zé-ninguém em modelo aspiracional de quem já está no topo da pirâmide social? A Globo precisou trabalhar a história e os ideais de Gabeira. Primeiro foram montagens fotográficas, espalhadas nos arquivos dos jornais para inventar seu passado. Gabeira anistiado, porque jovens e intelectuais adoram quem lutou contra a ditadura. Gabeira de tanga, porque adoram também as idéias avançadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SPPvFVKeipI/AAAAAAAAAWU/39F-b8zamTY/s1600-h/gabeira1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SPPvFVKeipI/AAAAAAAAAWU/39F-b8zamTY/s400/gabeira1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256808064930974354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SPPvSjz1opI/AAAAAAAAAWc/ik1dNOKfd54/s1600-h/gabeira2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SPPvSjz1opI/AAAAAAAAAWc/ik1dNOKfd54/s200/gabeira2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256808292200850066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil de perceber, pois são montagens quase perfeitas. Mas olhando de perto vê-se que duas das "fotos de arquivo" de Fernando Gabeira, uma na praia, de tanga, e outra voltando do exílio, têm exatamente o mesmo rosto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SPPvStCVE3I/AAAAAAAAAWk/5d1vIcTsc7E/s1600-h/gabeira3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SPPvStCVE3I/AAAAAAAAAWk/5d1vIcTsc7E/s200/gabeira3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256808294677549938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bruno Barreto ajudou também, inserindo Gabeira no seqüestro do embaixador americano em seu filme “O que é isso, companheiro?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois o golpe de mestre: entraram com o aposentado Gabeira congresso adentro, colocaram ele gagá no microfone para soltar o famoso &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://br.youtube.com/watch?v=7Cihk-ucE78"&gt;“Vossa excelência está em contradição com o Brasil!” &lt;/a&gt;diante de um atônito Severino Cavalcanti e uma câmara que não entendeu nada. Carregaram ele pra fora antes de a segurança chegar, e a imagem ficou gravada para entrar na história como símbolo do combate à corrupção no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando uma história como essa e uma campanha que defendia as ruas livres propaganda e o discurso em alto nível, os figurões da Globo conseguiram transformar o aposentado Gabeira em xodó da elite pensante da cidade. E ela mesmo se encarregou de levá-lo para as outras classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros políticos como reagem? A maioria caiu no conto, como nós. Encara um adversário quase autista com excesso de respeito, colaborando para propagar a mentira. Gabera vai debatendo com eles e desfiando associações ilógicas como patinete para a polícia, avião contra a dengue e googlemaps contra as favelas. Qualquer outro não daria papo, mas da boca de alguém com tanta história e idéias tão avançadas, parece uma revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos que sabem da verdade não conseguem se comunicar conosco pelos veículos tradicionais, todos da Globo. Espalham folhetos apócrifos, como o que li para escrever este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros passados inventados:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2008/08/michael-phelps.html"&gt;Michael Phelps&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2008/08/passados-inventados-de-celebridades.html"&gt;Passados inventados de celebridades mentirosas&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2848266674107016175?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2848266674107016175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2848266674107016175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2848266674107016175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2848266674107016175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/10/fernando-gabeira.html' title='Fernando Gabeira'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SPPvFVKeipI/AAAAAAAAAWU/39F-b8zamTY/s72-c/gabeira1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3789025024995190198</id><published>2008-10-08T18:07:00.002-03:00</published><updated>2008-10-08T18:19:18.772-03:00</updated><title type='text'>Por que não escrever ciência ficcional</title><content type='html'>A maior dificuldade -— aliás, impossibilidade — de se fazer uma obra de ciência ficcional (lembram? como o livro de química básica inventada &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2008/09/qumica-bsica-inventada-3a-edio.html"&gt;deste post&lt;/a&gt;) é não cair: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1-&lt;/span&gt; no tédio e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2-&lt;/span&gt; na falta de imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois um livro científico ficcional é de qualquer jeito um livro científico, o que o torna quase que por definição massante, impossível de se acompanhar com o mesmo tesão de um romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, e bem mais grave, é que a provável falta de conhecimento do autor vai acabar tornando sua obra rasa. É preciso ter total domínio de um tema para poder subvertê-lo. PNo caso da química inventada, provavelmente há que se saber a fundo não apenas química moderna, mas também a antiga, a alquimia, as superstições e todas as teorias fracassadas anteriores, e conseguir daí extrair uma amálgama que sirva de base para uma lógica nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão, corre-se o risco de essa lógica se transformar numa paródia da química atual, baseada nos mesmos parâmetros, mas negando-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pesquisando, e descobri que evidentemente já foram feitas algumas tentativas de  obras científicas ficcionais. E das que encontrei até agora, mesmo a mais ambiciosa continua mal-sucedida. Se chama &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Codex_Seraphinianus"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Codex Seraphinianus&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um tratado naturalista sobre um mundo desconhecido. Escrito num alfabeto desconhecido, inclusive — bacana — com exceção do título — primeira grande falha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SO0hpb23VmI/AAAAAAAAAWM/Ei3LVm3x7dc/s1600-h/ficcao-Codex-seraphinianus-abbeville.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SO0hpb23VmI/AAAAAAAAAWM/Ei3LVm3x7dc/s400/ficcao-Codex-seraphinianus-abbeville.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254893335947466338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O livro não vai muito além de plantas que andam e peixes com um olho na barriga. E ainda tem momentos grotescos, como o casal que ao copular se transforma num crocodilo (e que ganhou a capa!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o autor se esforçou, estudou pra burro, mas nunca conseguiria arranhar a inventividade de tudo que a ciência à vera catalogou em milhares de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SO0hpAf1-kI/AAAAAAAAAWE/kU4C52WOzgc/s1600-h/ficcao-309e893e7a01bda29175110.L.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SO0hpAf1-kI/AAAAAAAAAWE/kU4C52WOzgc/s400/ficcao-309e893e7a01bda29175110.L.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254893328603150914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por isso que passei a admirar Jorge Luís Borges. Acabei de reler o conto &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tlon,_Uqbar,_Orbis_Tertius"&gt;Tlön, Uqbar, Orbis Tertius&lt;/a&gt;, em que ele usa um artifício genial para criar a sua própria enciclopédia de um planeta diverso. Sabendo que nunca iria conseguir igualar a riqueza de uma enciclopédia verdadeira, Borges escreve apenas um ensaio sobre a enciclopédia ficcional. De uma cajadada só, poupa o leitor do tédio e se desvencilha da árdua tarefa de pormenorizar toda a natureza e ciência de Tlön.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único campo do conhecimento em que ele realmente se detém é a linguística — e aí ele deita o cabelo ao descrever como um idioma sem substantivos pode influenciar todas as outras esferas do pensamento. Nos outros, espalha umas poucas pílulas, que pela pequena quantidade, são genuinamente criativas, como ao descrever as escolas de pensamento tlönistas sobre o tempo. São cinco, vou citar três:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Uma das escolas de Tlön chega a negar o tempo: argumenta que o presente é indefinido, o futuro não tem realidade senão como esperança presente, que o passado não tem realidade senão como recordação presente”&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Outra escola declara que todo o tempo já transcorreu e que nossa vida é apenas a recordação, ou reflexo crepuscular, sem dúvida falseado e mutilado, de um processo irrecuperável”;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- e minha favorita: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“o universo é comparável a essas criptografias que não valem todos os símbolos e que só é verdade o que acontece a cada trezentas noites”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ele cria a percepção de um planeta com ciência e filosofia vastamente ricas sem precisar ir a fundo. Ou como diz no prólogo o próprio Borges: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Desvario trabalhoso e empobrecedor o de compor vastos livros; o de espraiar em quinhentas páginas uma idéia cuja perfeita exposição oral cabe em poucos minutos. Melhor procedimento é simular que esses livros já existem e propor um resumo, um comentário”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3789025024995190198?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3789025024995190198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3789025024995190198&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3789025024995190198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3789025024995190198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/10/por-que-no-escrever-cincia-ficcional.html' title='Por que não escrever ciência ficcional'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SO0hpb23VmI/AAAAAAAAAWM/Ei3LVm3x7dc/s72-c/ficcao-Codex-seraphinianus-abbeville.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2068251741208247414</id><published>2008-10-03T12:45:00.003-03:00</published><updated>2008-10-03T12:51:54.831-03:00</updated><title type='text'>Criptocríticas: horário político</title><content type='html'>Já que todo dia somos submetidos a dois tempos de meia hora de propaganda eleitoral, muito me admira que ninguém tenha tido a idéia de criticar os programas dos candidatos. Crítica não de conteúdo, claro, que é irrelevante. Qualquer tentativa de sustança some debaixo de tanta maquiagem, esta sim o assunto da nossa análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Paes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Graças a um programa penteadinho como seus cabelos, Paes está liderando a corrida. Pura perfumaria: jingle estilo “Pra ficar legal”, apresentadora negra cool com cancha de jornalista, fundinho branco, vinhetinhas. Quando vi da primeira vez, pensei, dançou. Mas pelo visto a fórmula ainda dá pano pra manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Crivella&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este vive se queixando de que seu tempo é curto, mas se aparecesse mais talvez o estrago fosse maior. O programa chupou todas as qualidades do segundo candidato mais carismático das eleições. Substituíram seu jeito manso por uma postura de general marchante que olha firme, cheio de letras sensacionalistas atrás. Fora a pinta de galã tardio, que desmorona com uma iluminação que refrata rugas por 29 polegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gabeira43.com.br/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Gabeira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SOY-94jAScI/AAAAAAAAAVk/M96fpGQz2NU/s1600-h/gabeira_botao01_retanguloG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SOY-94jAScI/AAAAAAAAAVk/M96fpGQz2NU/s400/gabeira_botao01_retanguloG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252955248246409666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele me ganha sempre depois do “Boa noite, obrigado pela atenção” com que termina o programa. Seu discurso franco, sem dramalhão e sem bravatas cria uma persona diferente dos outros candidatos. Gabeira é o único que não usa termos como “o futuro de nossas crianças”, “povo sofrido” e não faz documentário com a Dona Marlene que precisa pegar 4 conduções pra ir ao trabalho. Mas talvez por isso, durante muito tempo a propaganda ficou um pouco comedida. Só agora, no finalzinho, conseguiram dar à sua candidatura o tom messiânico que ela devia ter desde o início. Tomara que não seja tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jandira Feghali&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tentou se apresentar como doutora e mãezona, mas como não saía do terceiro lugar, resolveu abrir o verbo e aí é que afundou mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Solange Amaral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu ia descascar o programa da Solange, mas ontem sonhe que ela pulava entre prédios e me apresentava toda solícita várias obras da prefeitura. Acordei quase votando nela. É gente fina a Solange.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alessandro Molon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No início, ninguém entendi aporque só o mostravam olhando para o lado, falando com um interlocutor ausente. Mas o motivo veio em seguida: com sua cara incrivelmente simétrica, Molon fala sem piscar nem mexer outro músculo além da boca. Assusta. É praticamente um vereador com 10 minutos de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chico Alencar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É o que melhor aproveita o pouco tempo que tem, com um discurso duro contrastado por um visual ensolarado. Não apresenta propostas, só marca posição. Mas também com esses poucos segundos, melhor não perder tempo com bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Ramos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É como se o taxista mais taxista estivesse concorrendo à prefeitura. Voz áspera de tanto fumar, bigodão, palavras de ordem, teorias da conspiração e zero senso de realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filipe Pereira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele fala. Colocando uma pausa. A cada. Três palavras. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vinicius Cordeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca atrás empresta profundidade às suas palavras, mas até agora ele não disse uma linha que não fosse embromation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Serra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parece vir da área bacana, cuca fresca do comunismo, mas nunca me esqueço da frase “temos que seguir o exemplo vitorioso da Bolívia e Venezuela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antônio Carlos Silva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nos 15 segundos de que dispõe, ele consegue falar do pré-sal, do MST, dos capitalistas, do proletariado, das privatizações, dos estrangeiros, só não fala do Rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2068251741208247414?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2068251741208247414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2068251741208247414&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2068251741208247414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2068251741208247414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/10/criptocrticas-horrio-poltico.html' title='Criptocríticas: horário político'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SOY-94jAScI/AAAAAAAAAVk/M96fpGQz2NU/s72-c/gabeira_botao01_retanguloG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1310933046217882120</id><published>2008-09-30T21:39:00.003-03:00</published><updated>2008-09-30T21:46:29.023-03:00</updated><title type='text'>Por que é melhor ficar no Rio</title><content type='html'>Amanhã completam-se 4 semanas que a Paula foi pra França, e ainda me restam outras 36 antes de ela voltar. Meu plano original era ir junto, mas como não consegui, tenho que passar esse tempo de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um carioca comum na mesma situação teria toda razão em se lamentar. Mas há excelentes motivos para se ficar no Rio chupando o dedo em lugar de comer pão ensovacado em Paris. A mente fraca até sabe quais, se lembra de um aqui, esquece de outro logo mais, e por falta de organização não se agarra a nenhum deles e acaba afundando na saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente forte faz uma lista de ótimas razões para continuar no Rio e prega na tela do computador que é pra lembrar delas sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Razões indiscutíveis para se ficar no Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SOLH383e5ZI/AAAAAAAAAVc/aB88hjihz1o/s1600-h/predio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; text-align: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SOLH383e5ZI/AAAAAAAAAVc/aB88hjihz1o/s200/predio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251979879512991122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Descobrir o futuro do Trocadero Othon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem um hotel na esquina da minha rua com a praia que está em reforma há três anos, sem dar pista do que possa virar. Uma capa preta cobre a fachada como se fosse um truque de desaparecimento mágico demorado, a qualquer momento cai o pano e o que será que aparece no lugar? Um não-hotel, assim espero, algo que valha a expectativa. Uma usina nuclear, um obelisco, uma obra póstuma gigante do Amílcar de Castro. Meu chute: um parquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Turismo intramunicipal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Você pode dizer que conhece Paris, mas duvido que tenha a petulância de dzer que conhece o Rio. As pessoas sequer conhecem seu próprio bairro. Copacabana, cada vez que eu acho que completei, surge mais uma rua pra explorar. Sete anos atrás, descobri que havia um morro entre a Barata Ribeiro e a Nossa Senhora, perto do metrô. Anos depois, achei outro logo em frente, entre a Nossa Senhora e a praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero cumprir a antiga promessa de entrar no Jardim Pernambuco. Quero depois subir uma dessas ladeiras de São Conrado que não vão dar nem na favela nem no Itanhangá. E mais: chegar em Santa Teresa pela Lapa e sair pelo Cosme Velho e andar pela rua que liga o Jardim Botânico a Botafogo por cima do Rebouças, pra começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Horário político&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muita gente diz que gosta de horário político pra ver o show de horrores dos candidatos a vereador, mas a mim aquilo só me deprime. Gosto de ver as campanhas dos prefeitos. Não sou militante nem nada, mas adoro me deixar enganar pelas propostas milaborantes para a cidade. Se toda obra fosse tão barata quanto a maquete, o Rio hoje teria no mínimo um monorail e um aquário público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Civilization III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Redescobri e tenho jogado tresloucadamente. Nada melhor para curar a solidão que embolar um monte de soldadinhos numa guerra de civilizações. Claro que poderia fazer isso em Paris também, mas a consciência ia pesar muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1310933046217882120?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1310933046217882120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1310933046217882120&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1310933046217882120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1310933046217882120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/09/por-que-melhor-ficar-no-rio.html' title='Por que é melhor ficar no Rio'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SOLH383e5ZI/AAAAAAAAAVc/aB88hjihz1o/s72-c/predio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2027689176126899812</id><published>2008-09-20T14:36:00.003-03:00</published><updated>2008-09-20T14:41:34.683-03:00</updated><title type='text'>Pequeno conto macabro</title><content type='html'>Antero e Antônio, velhos amigos, caminhando pela Lapa às três da manhã. Pára um menino de rua, oito anos, na frente deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— No 26 de janeiro de 2059, o senhor vai morrer.&lt;br /&gt;— Sai pra lá moleque! — diz Antônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O senhor vai morrer amanhã.&lt;br /&gt;— Se escafede, pivete! — diz Antero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, Antero tem um mal súbito e falece. Antônio passou o resto dos seus dias aterrorizado, em contagem regressiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2027689176126899812?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2027689176126899812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2027689176126899812&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2027689176126899812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2027689176126899812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/09/pequeno-conto-macabro.html' title='Pequeno conto macabro'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1295901524785299064</id><published>2008-09-06T14:52:00.002-03:00</published><updated>2008-09-06T14:57:53.877-03:00</updated><title type='text'>Química básica inventada, 3a edição</title><content type='html'>Hoje fui à Esdi assistir uma palestra pra despertar a mufa do tenebroso inverno. Eu que já fui palestra buff, hoje ando exercitando os miolos só com filmes do Estação e palavras cruzadas, quase um aposentado evitando a esclerose. Estava mais que na hora de fazer eles voltarem a estalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palestra era sobre obra aberta, aquela em que o autor abdica dos seus direitos pra vê-la circulando por aí sendo usada e modificada pelo público. É um assunto que interessa tanto meu lado designer quanto meu lado um-dia-ainda-vou-ser-rico-e-famoso-escrevendo-um-livro. Mas não rendeu muito: dois minutos depois do início, os palestrantes concordaram que obra aberta era terrível e foram falar de outros assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como os dois eram muito bons, acabou rendendo um bocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor momento foi a inversão de papéis entre livros de ficção e livros técnicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo eles, as histórias ficcionais são as únicas em que se pode ter certeza absoluta do fato ali contado. Portanto, é mais verdadeira que a realidade. Já os livros técnicos, de física, medicina, direito, são muito mais ficcionais. Todos eles se baseiam no método científico, que por mais infalível que seja, é como um jogo. E como todo jogo, só faz sentido dentro do universo particular das suas próprias regras. Ficção pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ouvir toda essa retórica, comecei a pensar em como seria um livro técnico ficcional – literalmente. Digamos, um livro de química cheio de equações inventadas, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo em química porque, por estudar objetos microscópicos, nos obriga a aceitar o que os livros dizem, sem comprovação possível. E se os livros de químida na verdade forem todos bem elaboradas obras de ficção? E se o trabalho do romancista fosse inventar uma lógica diferente para os fenômenos químicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um livro igual a qualquer outro de segundo grau, sem concessões. Apenas conceitos e fórmulas que explicam de forma plausível as reações, mas tudo inventado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é novidade a idéia. Não existem &lt;a href="http://www.candlekeep.com/library/articles/diction_elf.htm"&gt;dicionários élficos&lt;/a&gt;? Ou então: leiam &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dune_%28novel%29"&gt;Duna&lt;/a&gt; para ver que o autor criou o ecossistema de um planeta inteiro para servir de pano de fundo pra sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda: alguém já foi à &lt;a href="http://www.molvania.com.au/molvania/"&gt;Molvânia&lt;/a&gt;? Claro que não, ela não existe. Mas tem, sim, um guia turístico, feito pra gente acreditar que ela está lá perdida em algum lugar às margens da União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.molvania.com.au/molvania/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SMLEflyM12I/AAAAAAAAARE/t9eO63xGK_A/s400/molvania.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242968963210336098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1295901524785299064?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1295901524785299064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1295901524785299064&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1295901524785299064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1295901524785299064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/09/qumica-bsica-inventada-3a-edio.html' title='Química básica inventada, 3a edição'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SMLEflyM12I/AAAAAAAAARE/t9eO63xGK_A/s72-c/molvania.png' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-7332900799807348773</id><published>2008-08-29T15:06:00.011-03:00</published><updated>2008-08-29T15:35:24.076-03:00</updated><title type='text'>Um filme pra cada ano de vida</title><content type='html'>Pra acabar com a chochice silenciosa deste blog (não minha, que eu tou mais prolixo do que nunca, é a de vocês mesmo), vamos botar em pauta um assunto que todo mundo adora dar opinião. Listas de filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme pra cada ano de vida. Vi isso em algum lugar e resolvi copiar. Que jeito legal de empilhar filmes, e que bom que eu não tenho 85 anos. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_DeuqUTI/AAAAAAAAAO0/csCsT8q7c9M/s1600-h/f-zelig.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_DeuqUTI/AAAAAAAAAO0/csCsT8q7c9M/s200/f-zelig.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240007495466504498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0086637/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1983 – Zelig&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi esse na casa do Mauro, há uns 4 anos, não lembro a troco de quê eu estava lá. Precisa de um bom motivo pra subir aquela ladeira. Acho que só eu me diverti vendo o Woody Allen como um cara que incorpora os trejeitos e a aparência de qualquer pessoa que se aprochegue dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_Dst06LI/AAAAAAAAAO8/yj-CtunrgBw/s1600-h/f-amadeus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_Dst06LI/AAAAAAAAAO8/yj-CtunrgBw/s200/f-amadeus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240007499221100722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0086879/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1984 – Amadeus&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha uns doze anos, meu pai resolveu me aculturar empurrando vários clássicos do cinema. O tipo de iniciativa coalhada de boas intenções que só traumatiza a pobre da criança. Nunca mais vi Lawrence da Arábia, Vento Levou, Os Pássaros, Chaplin. Só Amadeus que era tão bom que anos depois entrou até no meu top ten.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0088763/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1985 – De volta para o futuro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_D7biZkI/AAAAAAAAAPM/SjyJaHzfhEo/s1600-h/f-pequenaloja.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_D7biZkI/AAAAAAAAAPM/SjyJaHzfhEo/s200/f-pequenaloja.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240007503170922050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091419/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1986 – A pequena loja dos horrores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma planta carnívora ET gigante cantando num musical na época já era suficiente pra mim, mas depois que você cresce e aprende a identificar Rick Moranis, Steve Martin, Jim Belushi e Bill Murray, fica melhor ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0094226/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1987 – Os intocáveis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095159/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1988 – Um peixe chamado Wanda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hEmZZ-I/AAAAAAAAAPc/J1sqQVJU4Bc/s1600-h/f-coisacerta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hEmZZ-I/AAAAAAAAAPc/J1sqQVJU4Bc/s200/f-coisacerta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008003848595426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0097216/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1989 – Faça a coisa certa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre fiquei reticente com essa coisa de filme realidade da favela. Acabou que este é o melhor de todos os filmes de gueto, com todos os elementos que eu detesto mas bom demais mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hU04F-I/AAAAAAAAAPk/mdXNYOc6qZk/s1600-h/f-goodfellas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hU04F-I/AAAAAAAAAPk/mdXNYOc6qZk/s200/f-goodfellas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008008204294114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099685/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1990 – Os bons companheiros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saí do cinema de joelhos depois de Infiltrados, mas pensando, como é que eu não gosto de nenhum outro filme do Scorcese? Dormi em Taxi Driver, bocejei em Cassino, vi Touro Indomável duas vezes porque tinha esquecido que vi da primeira vez. Aí cheguei aos goodfellas, e pronto, afinal outro filme muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_heaMPdI/AAAAAAAAAPs/qJRu5ppF-zA/s1600-h/f-belafera.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_heaMPdI/AAAAAAAAAPs/qJRu5ppF-zA/s200/f-belafera.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008010776722898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0101414/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1991 – A bela e a fera&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fui empurrado ao cinema sob protestos de “não sou mais criança”, e depois da cena da batalha entre humanos e objetos, perdi pra sempre qualquer preconceito com desenho animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hg48qoI/AAAAAAAAAP0/H0FoMfaK99s/s1600-h/f-homealone.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hg48qoI/AAAAAAAAAP0/H0FoMfaK99s/s200/f-homealone.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008011442596482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0104431/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1992 – Esqueceram de mim 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme mais ansiosamente esperado da minha vida. Chegamos muito tempo adiantados ao cinema de Petrópolis e entramos na sessão com a anterior ainda comendo solta. Fiquei uma hora de olhos e ouvidos tapados para não absorver nada fora do contexto. E mesmo depois de tanta expectativa, Kevin McCallister foi direto pro meu top ten de antanho (eu já fazia naquela época).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hne6WsI/AAAAAAAAAP8/KplXqkfvxkw/s1600-h/f-feitico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_hne6WsI/AAAAAAAAAP8/KplXqkfvxkw/s200/f-feitico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008013212441282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0107048/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1993 – Feitiço do tempo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse o nome, a capa do DVD é o Bill Murray com cara de Chevy Chase preso num relógio. E ainda tem a Andy McDowell. Me recusava a ver um troço desse, mas a Paula insistia, e ela gosta de Kubrick e Truffaut, então acabei cedendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110912/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_7i5AhZI/AAAAAAAAAQE/4MYVM0Nv6-0/s1600-h/f-pulp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_7i5AhZI/AAAAAAAAAQE/4MYVM0Nv6-0/s200/f-pulp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008458656318866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110912/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1994 – Pulp Fiction&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi o primeiro filme pra mais de 18 anos que vi, e eu já devia ter uns 13. Meu tio alugou lá em Petrópolis, e eu vi numa TV capenga e chiada enquanto as pessoas esmurravam o totó. E mesmo assim atinei que era o melhor filme que eu já tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0112471/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1995 – Antes do amanhecer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.imdb.com/title/tt0116367/"&gt;1996 – Um drink no inferno&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120885/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1997 – Mera Coincidência&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120382/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1998 – O show de Truman&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_73UevhI/AAAAAAAAAQM/2QSIjlXBM88/s1600-h/f-andy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_73UevhI/AAAAAAAAAQM/2QSIjlXBM88/s200/f-andy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008464140254738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0125664/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1999 – O mundo de Andy&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi numa sessão de cinema do curso que fiz na Inglaterra, cercado de tchecos babando ovo do Milos Forman. Hoje quem baba o ovo dele sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_7xhjJUI/AAAAAAAAAQU/UArb2DnsOUo/s1600-h/f-jantar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_7xhjJUI/AAAAAAAAAQU/UArb2DnsOUo/s200/f-jantar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008462584456514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0140603/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2000 – O Jantar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi o primeiro filme assumidamente cabeça que eu fui ver espontaneamente. O Jantar abriu pra mim um filão novo, dessas obras que falam pouca coisa de muita gente, contando dezenas de nacos de pequenas histórias e logo passando pra seguinte. Daí deve ter surgido o meu gosto por, entre outros, o livro Vida, Modo de Usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_76e2aaI/AAAAAAAAAQc/Ld1OYLa3UkQ/s1600-h/f-experiencia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_76e2aaI/AAAAAAAAAQc/Ld1OYLa3UkQ/s200/f-experiencia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008464989055394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0250258/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2001 – A Experiência&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Li uma sinopse interessante perdida entre centenas de outras na programação do Festival do Rio e fui. Filmaço, violento e agoniante como só os alemães conseguem. Saí por aí evangelizando os outros a ver essa jóia perdida também, mas sem o elemento surpresa, ninguém gostou tanto como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_8IoaPPI/AAAAAAAAAQk/LrwZEBTu0dA/s1600-h/f-curval.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_8IoaPPI/AAAAAAAAAQk/LrwZEBTu0dA/s200/f-curval.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008468787248370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0314009/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2002 – Durval Discos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi a contragosto por causa de um trabalho de faculdade. Mas com esse final enervante e a trilha cheia de Sá, Rodrix e Guarabyra, acabou que este é um dos melhores filmes brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0276919/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2003 – Dogville&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0381681/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2004 – Antes do pôr-do-sol&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLhAQUGjM0I/AAAAAAAAAQs/clRIUrEViC8/s1600-h/f-kong.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLhAQUGjM0I/AAAAAAAAAQs/clRIUrEViC8/s200/f-kong.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008815463838530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0360717/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2005 – King Kong&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saí do filme acreditando piamente que cinema não tem que ser sério, tem que ser só tesouros perdidos, tribos cheyennes e macacos gigantes lutando com tiranossauros caindo do abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0407887/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2006 – Os infiltrados&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLhAQXLm2LI/AAAAAAAAAQ0/uFZhq_DLMp8/s1600-h/f-elite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLhAQXLm2LI/AAAAAAAAAQ0/uFZhq_DLMp8/s200/f-elite.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008816290355378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0861739/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2007 – Tropa de elite&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desperta meu fantoche fascista cada vez que ouço aquela coisa do pega um pega geral, também vai pegar você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLhAQnQIKaI/AAAAAAAAAQ8/jNnewy7zotQ/s1600-h/f-natureza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLhAQnQIKaI/AAAAAAAAAQ8/jNnewy7zotQ/s200/f-natureza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240008820604283298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0758758/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2008 – Na natureza selvagem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi numa sessão de onze da noite no Fashion Mall deserto. E mesmo batendo cabeça, tenho certeza que este vai ser o melhor filme do ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-7332900799807348773?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/7332900799807348773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=7332900799807348773&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7332900799807348773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7332900799807348773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/08/um-filme-pra-cada-ano-de-vida.html' title='Um filme pra cada ano de vida'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SLg_DeuqUTI/AAAAAAAAAO0/csCsT8q7c9M/s72-c/f-zelig.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5714102061286935749</id><published>2008-08-21T19:55:00.000-03:00</published><updated>2008-08-21T20:02:49.907-03:00</updated><title type='text'>Novos esportes em Londres 2012</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SK3zxoS0a-I/AAAAAAAAAOk/ulhVhSZQJTo/s1600-h/halt1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SK3zxoS0a-I/AAAAAAAAAOk/ulhVhSZQJTo/s400/halt1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237109975657245666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SK3zxsDnXzI/AAAAAAAAAOs/iNyF7GrU-kU/s1600-h/halt2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SK3zxsDnXzI/AAAAAAAAAOs/iNyF7GrU-kU/s400/halt2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237109976667217714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5714102061286935749?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5714102061286935749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5714102061286935749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5714102061286935749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5714102061286935749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/08/novos-esportes-em-londres-2012_21.html' title='Novos esportes em Londres 2012'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SK3zxoS0a-I/AAAAAAAAAOk/ulhVhSZQJTo/s72-c/halt1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-4287983362152532893</id><published>2008-08-18T20:07:00.001-03:00</published><updated>2008-08-18T20:08:59.614-03:00</updated><title type='text'>Michael Phelps</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SKoA-8MbTBI/AAAAAAAAAN4/es9KCTvCE2M/s1600-h/phelps2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SKoA-8MbTBI/AAAAAAAAAN4/es9KCTvCE2M/s400/phelps2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235998598081760274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Passado oficial: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De infância pobre, morava numa ilha isolada. Tinha que nadar dois quilômetros todo dia pra ir à escola. Foi descoberto por um olheiro num tour de ornitólogos pelos Everglades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Novo passado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ninguém relaciona Michael Phelps com a emenda Phelps, que chegou a ser aprovada na câmara mas foi vetada pelo presidente Clinton, em 1997. Até porque quem a redigiu foi Frederick Phelps, senador pelo estado de West Virginia e pai do futuro nadador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 97 Michael já sabia nadar, mas não dedicava mais atenção ao esportedo que qualquer outro garoto de 13 anos. Todo dia sentava junto a um tutor especializado em crianças muito inteligentes, que o ajudava a escrever a gramática e o vocabulário de uma nova língua para os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phelps tinha essa noção extremada e um pouco infantil de que uma potência mundial com os EUA não podia falar um idioma estrangeiro, era como postergar a influência inglesa para séculos além do domínio do império britânico. Dos onze aos treze anos, ele e seu tutor formularam um novo idioma baseado no iroquês, língua das nações indígenas que habitavam o entorno do lago Ontario, na época dos pioneiros da colonização americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo idioma de Michael era cheio de incoerências. Não porque Phelps fosse negligente. Ele tinha apnéia do sono crônica, uma condição que, em casos extremos, provoca a morte em cadeia de neurônios. Causa: grandes períodos sem respirar ao dormir, totalmente involuntários e difíceis de perceber sem um irmão na cama ao lado pra reclamar dos roncos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos treze anos, Phelps tinha cerca de 70% da capacidade intelectual que possuía aos onze. Por isso, ao revisar sua nova língua, deixou passar vários erros e ainda fez opções erradas, como coalhar as palavras de acentos. Segundo ele, porque os sons nasais do iroquês não podiam ser reproduzidos usando o alfabeto seco. Mas seu tutor confidenciou que Phelps invejava a variedade das línguas latinas e eslavas, queria transferir essa mística pro idioma americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de ouvir as ponderações de especialistas, o congresso inflado de nacionalismo levou adiante a emenda de Frederick Phelps, mas Clinton, com medo da polêmica em ano de eleição dos governadores, recuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phelps ficou muito abatido, mas com a inteligência ainda mais reduzida, acabou seduzido por outros interesses, como esporte e mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigado com a mudança de personalidade do filho, Frederick Phelps consultou uma série de especialistas até descobrir o problema. O veredicto: a apnéia era não só crônica como agravada pela incrível capacidade pulmonar de Michael. E irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estancado o processo de retardamento, Phelps ainda teve tempo de ter uma grande idéia: usar os anos de treinamento involuntário em apnéia para se tornar o melhor nadador do mundo, e assim arrumar outro jeito de dar vazão a sua ambição e seu patriotismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-4287983362152532893?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/4287983362152532893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=4287983362152532893&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4287983362152532893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4287983362152532893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/08/michael-phelps.html' title='Michael Phelps'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SKoA-8MbTBI/AAAAAAAAAN4/es9KCTvCE2M/s72-c/phelps2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3679344487242322802</id><published>2008-08-15T17:14:00.002-03:00</published><updated>2008-08-15T17:18:50.378-03:00</updated><title type='text'>Atletismo em Pequim 2008</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SKXkpEp0dfI/AAAAAAAAANw/dUgUFrP-ZdE/s1600-h/phelps.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SKXkpEp0dfI/AAAAAAAAANw/dUgUFrP-ZdE/s400/phelps.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234841536162985458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SKXkBDShPyI/AAAAAAAAANo/pYDALhqHkUE/s1600-h/phelps.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3679344487242322802?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3679344487242322802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3679344487242322802&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3679344487242322802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3679344487242322802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/08/atletismo-em-pequim-2008.html' title='Atletismo em Pequim 2008'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pcpnfuXho7Q/SKXkpEp0dfI/AAAAAAAAANw/dUgUFrP-ZdE/s72-c/phelps.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6533277542928626583</id><published>2008-08-12T00:28:00.004-03:00</published><updated>2008-08-18T20:12:41.448-03:00</updated><title type='text'>Passados inventados de celebridades mentirosas</title><content type='html'>Voltei hoje de uma palestra sobre assessoria de imprensa que mexeu com a minha visão sobre celebridades. Não, eu não quero virar assessor de imprensa, continuo feliz e cada vez mais rico como freelancer. Mas minha irmã Camila tinha esse simpósio sobre profissões para ir aqui perto de casa e eu a levei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos sobre metiês da comunicação, como jornalismo, relações públicas, rádio e TV, publicidade, e o show da noite, assessoria de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se é sabido de todos na classe média vestibulanda, porque eu fiquei chocado e não encontrei ninguém com quem compartilhar minha surpresa. Pois parece que, aparentemente, todas as celebridades fabricam para si com seus assessores de imprensa uma nova história pregressa, sem nenhum compromisso com seu passado real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o que a palestrante pimposamente contava, o curso de Assessoria de Imprensa de ESPM tem uma cadeira específica sobre como ficcionar o passado das famosidades. Passando pela ementa, ela explicou que os roteiros em geral caem em duas fórmulas mais usadas, ambas tiradas de argumentos clássicos de Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. A infância pobre:&lt;/span&gt; abarca as estórias das estrelas que precisaram vencer adversidades para brilhar. Pai violento, mãe ausente, vítima do tráfico, bebê boiando numa cesta no rio, todas entram nessa categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Gênio incompreendido:&lt;/span&gt; encompassa aqueles cujos dotes mais evidentes demoraram a ser percebidos ou brotaram de repente. Se a celebridade em questão é um famoso cientista, ele dormia de tédio nas aulas de matemática e tirava nota baixa. Se é musa de TV, não tinha beijado até os 16 anos, porque antes de ganhar bunda e peito tardiamente era uma varapau de óculos, aparelho e acnes na testa. Se é um esportista, começou na natação porque tinha asma e uma corcunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pegue qualquer celebridade e vê se não bate. Todas caem em uma dessas situações. Ninguém era um bunda mole cuja fama caiu no colo, ninguém era trabalhador porém já rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa disso resolvi começar uma nova série aqui no blog, em que inventaremos novos passados para celebridades. Sem se render ao mainstream e sem fantasiar só pro lado do bem. Vamos construir passados bandidos, alegres ou inócuos para todas essas caras limpas que nos sorriem da televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima celebridade é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Michael Phelps&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6533277542928626583?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6533277542928626583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6533277542928626583&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6533277542928626583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6533277542928626583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/08/passados-inventados-de-celebridades.html' title='Passados inventados de celebridades mentirosas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-7179001213147442217</id><published>2008-07-20T13:05:00.001-03:00</published><updated>2008-07-20T13:05:56.358-03:00</updated><title type='text'>Dando uma lição subliminar nos filhos</title><content type='html'>Qualquer filho que eu tiver, seu nome vai ter que começar com L ou K. Acho importante que o nome de uma pessoa possa servir de ajuda para memorizar a placa do carro. Melhor até L do que K, e não só por ter mais opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chamando Luís, Leonor, Larissa Almeida Rego, minha prole pode usar as iniciais para escrever LAR na placa do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só pelo poético da coisa, o melhor é o lado irônico. Qualquer dia que ele resolva se mudar de cidade, perde o direito de ter uma placa escrito LAR.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-7179001213147442217?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/7179001213147442217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=7179001213147442217&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7179001213147442217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7179001213147442217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/07/dando-uma-lio-subliminar-nos-filhos.html' title='Dando uma lição subliminar nos filhos'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5446001031056709186</id><published>2008-07-14T20:10:00.013-03:00</published><updated>2008-07-14T21:32:25.073-03:00</updated><title type='text'>Mais layouts da Hungry Mind</title><content type='html'>Acho que esses screenshots de agora podem ajudar a explicar o post anterior. Refinei a página inicial e tentei liberar ao máximo o portfolio de interferências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sete telas, vamospassá-las uma a uma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvlShECmAI/AAAAAAAAAMo/Qplz7WzRM4o/s1600-h/7RR-home.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvlShECmAI/AAAAAAAAAMo/Qplz7WzRM4o/s200/7RR-home.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223020299141945346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;1. A HOME&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tirei os balõezinhos, achei desnecessários. Redistribuí as imagens e ícones num layout um pouco mais harmonioso. A sessão de portfolio agora está devidamente desmembrado desde a primeira página. Amainei o marrom-cocô do rodapé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvld6C_WoI/AAAAAAAAAMw/0n5FZRff8wo/s1600-h/7RR-portfolio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvld6C_WoI/AAAAAAAAAMw/0n5FZRff8wo/s200/7RR-portfolio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223020494826986114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. PORTFOLIO a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora cada sessão conta com uma descrição breve embaxo do título, e as opções de navegação e assinatura passaram todas pro topo, deixando mais espaço para os trabalhos. As imagens de cada trabalho ficaram bem maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvlrCqmoeI/AAAAAAAAAM4/_GGAenb8VEc/s1600-h/7RR-portfolio2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 0px 0px; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvlrCqmoeI/AAAAAAAAAM4/_GGAenb8VEc/s200/7RR-portfolio2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223020720478921186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PORTFOLIO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; b&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com toda a navegação no topo, os trabalhos ganharam mais força. Pra passar de uma imagem pra outra, tem essa cortininha na lateral, que será feita em flash. Muito prática, basta passar o mouse em cima pra ela mexer. &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.seainteractive.com/web-design-portfolio/"&gt;(eis um exemplo da cortininha em ação)&lt;/a&gt; Cortei o longo texto descritivo, acho que as frases breves associadas à cada tela vai dar conta de toda a informação necessária sobre o trabalho. Com isso a informação catalográfica ali embaixo ganhou mais presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvl3Cp_IcI/AAAAAAAAANA/s55l2qbzf_s/s1600-h/7RR-servicos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvl3Cp_IcI/AAAAAAAAANA/s55l2qbzf_s/s200/7RR-servicos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223020926634762690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. SERVIÇOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Apresenta as quatro áreas de trabalho, que são também as quatro áreas do portfolio. Clicando em cada um, chega-se a relação de serviços associada a cada área. Embaixo, uma descrição itemizada e com ícones do processo de trabalho. Eu sou sempre a favor de em ícones e divisão do texto em tópicos pra facilitar a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvmFUk64KI/AAAAAAAAANI/emP0DgG32Nw/s1600-h/7RR-servicos2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0px; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvmFUk64KI/AAAAAAAAANI/emP0DgG32Nw/s200/7RR-servicos2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223021171963519138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. SERVIÇOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; b&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Detalhando a área de webdesign e todos os serviços associados a ela. Assim as pessoas sabem exatamente o que podem pedir. Ao lado, alguns exemplos do portfolio, facilitando a associação entre os trabalhos e os serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvwAx-RPvI/AAAAAAAAANg/mVh16jB5qHE/s1600-h/7RR-sobre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvwAx-RPvI/AAAAAAAAANg/mVh16jB5qHE/s200/7RR-sobre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223032089071402738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. SOBRE MIM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais detalhes sobre mim, pra que a pessoa já me conheça melhor antes de me contatar. De início, um texto resumido, pra quem tem preguiça de se aprofundar, e uma foto, que evidentemente não será essa. Acho foto importante, apesar de em geral as pessoas considerarem narcisista. Mas conhecer o rosto do seu contratado antes de vê-lo ao vivo é uma informação muito relevante, ainda que meio subconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, um textinho explicando as vantagens de se trabalhar comigo, e ao lado uma relação de sites onde eu tenho presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais embaixo, um currículo, dividido por área de atuação, que é uma forma de ajudar a dar relevância à informação. Exemplo: "Ah, ele foi no congresso tal, que está na categoria design gráfico, então ter ido nesse congresso foi importante pra esse tipo de trabalho." Não que isso não possa estar explícito talvez até no título do congresso. Mas organizando um poco mais esse amontoado dexconexo que costuma ser um currículo, a razão de ser dos itens ali dentro ficam mais flagrantes. O objetivo das coisas fica mais claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvmb1g7J1I/AAAAAAAAANY/rmujWzf7MFI/s1600-h/7RR-blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvmb1g7J1I/AAAAAAAAANY/rmujWzf7MFI/s200/7RR-blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223021558762252114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. BLOG&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, este site terá um blog falando exclusivamente de design, separado de Desembolog. Terá fôlego? Só Deus sabe. Minha dúvida é se devo escrever em inglês ou não — ou se o site deve ser todo escrito em inglês, sem versão em português, pois eu gostaria de ser abordado por estrangeiros querendo fazer trabalhos remotamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recapitule todos os posts sobre o site Hungry Mind, desde a procura do nome até estes últimos layouts:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/10/um-domnio-pra-chamar-de-meu.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um domínio pra chamar de meu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/10/novo-nome-para-o-meu-domnio.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brainstorm de nomes para o meu domínio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/11/duvidinkas.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duvidinkas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2007/12/hungry-mind-e-outros-nomes.html"&gt;Hungry Mind e outros nomes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2008/01/hungry-mind-tela-de-abertura.html"&gt;Hungry Mind, tela de abertura&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2008/01/os-layouts-da-hungry-mind-evoluem_27.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os layouts da Hungry Mind evoluem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2008/06/de-volta-hungry-mind.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De volta à Hungry Mind&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2008/06/layouts-atualizados-da-hungry-mind.html"&gt;Layouts atualizados da Hungry Mind&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5446001031056709186?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5446001031056709186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5446001031056709186&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5446001031056709186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5446001031056709186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/07/mais-layouts-da-hungry-mind.html' title='Mais layouts da Hungry Mind'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SHvlShECmAI/AAAAAAAAAMo/Qplz7WzRM4o/s72-c/7RR-home.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5038169699936953092</id><published>2008-07-02T17:24:00.006-03:00</published><updated>2008-07-02T17:48:53.719-03:00</updated><title type='text'>Site de designer não pode ser só um portfolio online</title><content type='html'>Desde 2003 que eu venho pensando em ter meu próprio site. Eu e ele temos uma relação parecida com a de um escritor e a primeira página de um livro, eu já amassei muitas depois de escrever a primeira frase. Só comecei a ficar contente com os resultados depois de decidir dar uma olhada no resto da internet e ver o que outros designers estavam fazendo. De uns meses pra cá acumulei um &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://del.icio.us/rodrego/portfolio"&gt;catálogo grande de referências&lt;/a&gt; que começaram a pautar minhas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo essa seleção, esbarrei com sites de visual impecável e trabalhos incríveis, mas que fazem um péssimo trabalho em apresentar o designer. Sites que dão ênfase demasiada ao portfolio em detrimento de outras informações mais importantes para o visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portfolio do designer é visto pela própria classe com reverência excessiva. Um bom portfolio consegue estágios, empregos e a admiração dos colegas. Nada mais natural que vire o centro das atenções do seu site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o resto do mundo não dá tanto valor ao seu portfolio. Então a menos que seu site se dirija prioritariamente a outros designers — o que não tem nada de ruim — ou que o seu portfolio seja algo devastador — não é — restringir seu site a um portfolio online é um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos assumir daqui por diante que você é um designer mediano procurando clientes — a melhor razão para ter um site próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo prático: tenho tido muitos clientes dentistas ultimamente. Sabe o que eles mais querem mostrar nos trabalhos que fazemos? Dentes. Não, sorrisos não. Dentes. Fotos com afastadores de bochecha expelindo gengivas pra todos os lados, um show dos horrores. Eu tenho de convencê-los de que gengiva não atrai clientes, por mais bem feito que esteja o canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu trabalho são gengivas para as outras pessoas. Não tão horripilante, espero. Mas é fato que elas não enxergam nem o alinhamento dos dentes nem o da tipografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGvmTkdkhgI/AAAAAAAAAMg/9fVOmAmWXNI/s1600-h/dentes.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGvmTkdkhgI/AAAAAAAAAMg/9fVOmAmWXNI/s400/dentes.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218517817118459394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um trabalho ortodôntico de alta categoria. Você vê alguma coisa além de gengivas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o portfolio seja desnecessário. Primeiro, porque se não estiver lá as pessoas vão assumir que seu trabalho é tão ruim que não vale a pena mostrá-lo. Depois, porque ele cria no cliente um senso de deslumbramento que vai ajudá-lo a se convencer de que você é o cara certo para fazer o projeto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem outras coisas tão importantes quanto. O que seu cliente te pergunta numa reunião? O preço. Você pode até dar números no site, mas existem mil razões pra omitir essa informação. Que tal o processo de trabalho? Como vai ser a relação entre vocês? Pra você é óbvio, mas ele pode nem ter idéia. Ele pode palpitar no seu trabalho? Deve. Mas talvez nem saiba disso, e esteja com medo de te contratar achando que vai ter que acatar seu primeiro layout pra não pagar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra: o que exatamente você faz? Não se limite ao vago “sou designer, eu resolvo problemas”. Diga folders. Marcas. Livros, revistas, sites. Cadeiras desconfortáveis. Só de responder isso, você pode receber oportunidades de bandeja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça o possível para que o visitante saia do seu site sabendo tudo sobre o serviço que você oferece, e portanto seguro para depositar uma grana na sua conta bancária. É o que eu estou tentando no meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos:&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.getfinch.com/"&gt;Get Finch&lt;/a&gt;: Um site lindo, trabalhos fora de série e nenhuma preocupação com possíveis clientes.&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://brightcreative.com/"&gt;Bright Creative&lt;/a&gt;: Trabalhos bons, mas menos impressionantes. Mas a clareza de discurso o torna muito mais acessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja também a discussão nos comentários &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2008/06/layouts-atualizados-da-hungry-mind.html"&gt;deste post&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5038169699936953092?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5038169699936953092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5038169699936953092&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5038169699936953092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5038169699936953092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/07/site-de-designer-no-pode-ser-s-um.html' title='Site de designer não pode ser só um portfolio online'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGvmTkdkhgI/AAAAAAAAAMg/9fVOmAmWXNI/s72-c/dentes.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6645484678962904159</id><published>2008-06-25T18:13:00.013-03:00</published><updated>2008-06-25T19:41:40.014-03:00</updated><title type='text'>Layouts atualizados da Hungry Mind</title><content type='html'>Considerando tudo que foi falado no último post, refiz o layout do site. Na verdade, bifurquei os caminhos e agora retorno com duas marcas e duas páginas iniciais diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGK-F4K5tZI/AAAAAAAAAL4/WNEJqTacAko/s1600-h/5RR.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGK-F4K5tZI/AAAAAAAAAL4/WNEJqTacAko/s200/5RR.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215940326635189650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGK-PWt-zbI/AAAAAAAAAMA/m8Z8JuWH1G0/s1600-h/6RRa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGK-PWt-zbI/AAAAAAAAAMA/m8Z8JuWH1G0/s200/6RRa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215940489454210482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na primeira, mantive a marca, fazendo pequenos ajustes na tipografia (sugestão da &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.luyza.com/"&gt;Luyza&lt;/a&gt;, aprovada), nos ícones — agora coloridos e outros detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda, — tcharam, mudei de marca. Mesmo gostando da anterior, tinha a impressão de que a marca era feroz demais, e eu queria algo mais esperto — qual seria a melhor tradução pra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;witty&lt;/span&gt;? Acho que esta agora se aproxima um pouco mais, além de provavelmente se sair bem impressa — para futuros cartões de visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a marca não tem uma série de defeitos apontados pelo &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://eradogelo.blogspot.com/"&gt;Mauro&lt;/a&gt; e Anônimo — não parece um pac-man, não é amarela demais, as duas caras ficam mais perceptíveis e não parece mais simplesmente um rosto bifacetado — agora é a cabeça do cara mesmo que está sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que tenha uma míriade de outros defeitos que eu não estou enxergando, cabe a vocês tentar detectá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparando os dois layouts per se, acho que o novo perde um pouco da qualidade do primeiro — embora talvez tenha menos da sensação de padronizado apontada pelo &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://alexcouri.blogspot.com/"&gt;Alex&lt;/a&gt;. Se for este o mais votado, espero a contribuição de vocês para torná-lo melhor que o anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGLFPwY8tnI/AAAAAAAAAMI/CH6RrlGLFGk/s1600-h/6RRb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGLFPwY8tnI/AAAAAAAAAMI/CH6RrlGLFGk/s200/6RRb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215948192926709362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGLFZmDFj1I/AAAAAAAAAMQ/vwNwiK5iSp0/s1600-h/6RRc.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGLFZmDFj1I/AAAAAAAAAMQ/vwNwiK5iSp0/s200/6RRc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215948361949351762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGLFpX_G_GI/AAAAAAAAAMY/zJ1D93ayUw4/s1600-h/6RRd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGLFpX_G_GI/AAAAAAAAAMY/zJ1D93ayUw4/s200/6RRd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215948633052478562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em seguida, fiz páginas internas da seção de portfolio. A dinâmica para os dois layouts é praticamente a mesma, então só me dei ao trabalho de fazer para o segundo. O portfolio vai ser colocado num esquema tipo blog, mais fácil de atualizar, e mais importante, possível de ser recebido por email ou RSS sempre que houver atualização. Ou seja, aqueles que assinarem o portfolio saberão sempre que eu colocar novos trabalhos. Se não chega a ser uma ferramenta de marketing, é um lembrete constante de que o site existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portfolio será dividido em quatro partes: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;interativos&lt;/span&gt;, para sites e interfaces; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;animados&lt;/span&gt;, para animações em Flash e vídeos (quem sabe um dia), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impressos&lt;/span&gt;, para &lt;span&gt;design gráfico&lt;/span&gt;, e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lúdicos&lt;/span&gt;, para jogos. Clicando no ícone portfolio, abre de cara o portfolio interativo, que é meu foco atualmente. Imagens dos trabalhos estarão empilhadas do lado direito, como num blog — ao invés de posts, projetos. Além das imagens, pode-se ver o nome e a nota do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, as pessoas vão poder dar notas a cada projeto. Acho que é uma forma de criar interesse e descobrir quais são os melhores trabalhos para os visitantes — ou ao menos quais estão mais bem apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clicando adiante, o usuário vai para a página com detalhes do projeto. Na barra da esquerda, aparecem os outros trabalhos da mesma categoria (no caso, interativos). Ocupando a maior parte da tela, vêm, por ordem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- navegação linear, levando ao trabalho anterior e o seguinte;&lt;br /&gt;2- título e permalink (se houver) do projeto;&lt;br /&gt;3- interface para dar nota;&lt;br /&gt;4- aqui, uma espécie de "navegação por qualidades", digamos assim. Cada quadro acima da imagem ressalta uma qualidade do projeto. Clicando no quadro 2, este vai para o lugar do quadro 1, e a imagem abaixo muda, exemplificando o que estiver escrito no quadro. Assim, se o quadro disser "marca animada", a imagem embaixo vai mostrar um logo se mexendo;&lt;br /&gt;5- as imagens do projeto, que mudam de acordo com a navegação de cima;&lt;br /&gt;6- descrição do case;&lt;br /&gt;7- dados do projeto: data, parcerias, serviços prestados (com link para a página de serviços), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três, podem começar a descascar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6645484678962904159?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6645484678962904159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6645484678962904159&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6645484678962904159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6645484678962904159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/06/layouts-atualizados-da-hungry-mind.html' title='Layouts atualizados da Hungry Mind'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SGK-F4K5tZI/AAAAAAAAAL4/WNEJqTacAko/s72-c/5RR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-368819337391843296</id><published>2008-06-20T15:56:00.004-03:00</published><updated>2008-06-20T16:04:46.596-03:00</updated><title type='text'>De volta à Hungry Mind</title><content type='html'>Fiz nova tentativa para a home. Me digam o que acham, tanto do layout quanto do novo logo. É só clicar na imagem para vê-la maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SFv97bovepI/AAAAAAAAALw/u-mAoATQrRM/s1600-h/5RR.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SFv97bovepI/AAAAAAAAALw/u-mAoATQrRM/s400/5RR.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214040191084231314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser ver a antiga, está &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/16526411@N00/2224048483/sizes/o/"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o post que a apresentava é &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2008/01/os-layouts-da-hungry-mind-evoluem_27.html"&gt;esse&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-368819337391843296?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/368819337391843296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=368819337391843296&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/368819337391843296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/368819337391843296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/06/de-volta-hungry-mind.html' title='De volta à Hungry Mind'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SFv97bovepI/AAAAAAAAALw/u-mAoATQrRM/s72-c/5RR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-7011597872244898361</id><published>2008-06-16T19:34:00.004-03:00</published><updated>2008-06-16T20:38:12.119-03:00</updated><title type='text'>Mudanças na barra lateral</title><content type='html'>Ei, você que vê o blog no leitor de feeds, dê um pulo no &lt;a href="http://www.desembolog.blogspot.com/"&gt;site&lt;/a&gt; propriamente dito, porque hoje as novidades estão na barra lateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha coluna da direita permanece idêntica desde o final de 2005, quando &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/12/plastica.html"&gt;programei o computador para reformular o layout do blog&lt;/a&gt;. Até ontem ela exibia informações exíguas sobre mim e absolutamente nada sobre as razões de ser deste blog. Tinha links para blogs há muito acabados e uma caixa marrom interminável com todo o conteúdo acumulado em mais de três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o Desembolog tenha crescido e precisado de mais tentáculos para crescer rumo à dominação mundial, pelo contrário, continua um beco silencioso com poucas ruas cruzando-o além da superhighway do google, continua (por enquanto) não-monetizado e não atrai mais do que a mesma dúzia de gatos pingados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mudou nesses três anos é que o blog deixou de pertencer a um estudante de design em intercâmbio na Alemanha e se transformou no único canal de comunicação na rede de um webdesigner freelancer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural então que um pouco mais de informações sobre a minha até então quase oculta pessoa se fizesse necessária, então incluí ali ao lado alguns dados básicos como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- nome&lt;br /&gt;- profissão&lt;br /&gt;- naturalidade&lt;br /&gt;- &lt;a href="mailto:rodrego@gmail.com"&gt;email&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- telefone&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/16526411@N00/sets/"&gt;portfolio&lt;/a&gt; (provisório)&lt;br /&gt;- interesses e uma pincelada sobre a linha editorial do blog (não dá pra entrar em muitos detalhes, porque infelizmente até hoje ainda não achei uma linha editorial decente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, atualizei o blogroll jurássico aí do lado, até então quase todo composto de links cara-na-parede. Os dois primeiros são blogs dos meus únicos amigos que continuam na ativa. O terceiro é um site onde se pode opinar sobre filmes, de outro amigo. Os três últimos são blogs que leio e podem interessar quem gosta daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, depois de três anos o tempo começa a ficar cruel com blogs, acaba lambuzando de mofo nossos melhores posts. Resgatei uns quinze deles e coloquei-os onde mereciam estar, acessíveis na primeira página. Pra você que até agora não saiu do leitor de feed, segue a lista completa.&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/10/o-segundo-desejo.html"&gt;O segundo desejo&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/morte-do-terceiro-inquilino.html"&gt;A Morte do terceiro inquilino&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/bandeira-da-pomerania.html"&gt;A bandeira da Pomerânia&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/12/esplanada-das-bandeiras_07.html"&gt;Esplanada das bandeiras&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/01/eleanor-rigbies-people-behind-songs.html"&gt;Eleanor Rigbies - the people behind the songs&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/03/los-ex-manos.html"&gt;Los Ex-manos&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/04/adeus-hitler.html"&gt;Adeus, Hitler!&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/04/algumas-curiosidades-tipograficas.html"&gt;Algumas curiosidades tipográficas&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/07/guerra-e-paz.html"&gt;Guerra e paz&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/10/rua.html"&gt;Rua&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/10/cidade_116113150975677852.html"&gt;Cidade&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/11/continente.html"&gt;Continente&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/02/galaxia.html"&gt;Galáxia&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/08/como-se-posicionar-num-nibus-cheio.html"&gt;Como se posicionar num ônibus cheio&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/11/se-eu-pudesse-colocar-uma-vaca-na-cow.html"&gt;Se eu pudese colocar uma vaca na cow parade&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/12/pubid-publicitrios-idealistas_26.html"&gt;Pubidê - publicitários &lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/09/afinal-o-que-so-printable-games.html"&gt;Afinal, o que são printable games?&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Escolhi meus favoritos. Esqueci algum? E aproveitando que este post é todo de oldies goldies: qual o melhor post que você já leu aqui?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-7011597872244898361?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/7011597872244898361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=7011597872244898361&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7011597872244898361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7011597872244898361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/06/mudanas-na-barra-lateral.html' title='Mudanças na barra lateral'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8719357766032010355</id><published>2008-06-12T15:10:00.004-03:00</published><updated>2008-06-12T16:14:26.028-03:00</updated><title type='text'>Coisas que se gosta com as entranhas</title><content type='html'>Toda quinta-feira eu almoço com a minha avó. Nós comemos, sentamos no sofá e vemos TV enquanto o Alzheimer desmancha a sua consciência. Minha vó nem sempre lembra do meu nome, e às vezes esquece o caminho da cozinha para a sala. Mas ela ainda se diverte assistindo de novo e de novo ao show do maestro francês André Rieu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SFFnPc-WgRI/AAAAAAAAALo/ZQNhX64qyV4/s1600-h/Marjorie-Rieu-andre-Rieu1-559x600.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SFFnPc-WgRI/AAAAAAAAALo/ZQNhX64qyV4/s200/Marjorie-Rieu-andre-Rieu1-559x600.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211059759017787666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É um show pavoroso em que o topete horrendo de André Rieu e sua orquestra prateada enfileiram hits de música clássica, musicais da Broadway, valsas e standards americanos. A platéia de aposentados se levanta pra dançar coladinho, um músico equilibra o trompete no queixo, caem balões coloridos, dois tenores brindam com champanhe no meio de the Phaaaantom of the Opera is there. E no final, o palco até então completamente caucasiano é invadido por 20 negros cantando Oh Happy Day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vó é gente viajada, que já esteve em quatro continentes, e mesmo assim assiste a essa embaixada da cafonice cantando cada música de orelha a orelha. Quando nosso cérebro começa a se acanhar, você descobre do que gosta com as entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô, por exemplo, que já foi até crítico de cinema, terminou a vida vendo só filme do Van Damme. Revelou que era porrada o que ele gostava com as entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? O que sobrará no seu caldeirão de preferências quando a consciência crítica definhar? Do que você gosta independente da beleza e da feiúra, do apuro e da tosqueira? Do que você gosta que não seja para montar a pessoa que quer ser? Do que você gosta porque não lhe resta alternativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que o que sobre seja arte refinadíssima, e pode ser o show do André Rieu, mas não importa. Nas entranhas são todos iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi gente com paixão verdadeira por documentários sobre a segunda guerra. Ou visitas guiadas a fábricas de carros. Aulas de papel machê. Guitarristas espalhafatosos. Nouvelle Vague. Palavras cruzadas. Contos pornográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma lista de coisas de que gosto por instinto, que começa por si própria. Segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- listas e rankings, principalmente se bem embasados e megalomaníacos. Por exemplo, o livro &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_100"&gt;As 100 maiores personalidades da história&lt;/a&gt;, que relaciona personagens importantes ao mesmo tempo em que expõe critérios para a classificação de cada um;&lt;br /&gt;- livros que tenham mapas e linhas do tempo complementando a história. A única coisa que me fascina no Senhor do Anéis é o mapa da Terra Média. Além disso, adoro aquelas plantas baixas com a disposição dos quartos dos suspeitos nos livros da Agatha Christie;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0411008/"&gt;Lost&lt;/a&gt;. Pena que a ilha não tenha um mapa oficial, aí ficaria ainda mais legal (&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_U3H2_6PxxNg/RhYzQuTYkYI/AAAAAAAAAIk/lgn4a9Y1_C8/s1600-h/lost_island_map_31.png"&gt;este é um dos não-oficiais&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zsLbKjIeIdE"&gt;Smokey Joe Cafe&lt;/a&gt;, um musical com canções da dupla &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Leiber_%26_Stoller"&gt;Leiber &amp;amp; Stoller&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- filmes de escola americana, principalmente se no final o nerd ridicularizar os bullies e pegar a prom queen;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fsvsRZhNVp4&amp;amp;feature=related"&gt;as idas e vindas de Ross &amp;amp; Rachel&lt;/a&gt;, que na verdade é um desdobramento do item anterior;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XbYMH0q1p14&amp;amp;feature=related"&gt;Blues Brothers&lt;/a&gt;, o filme dos irmãos blueseiros com as melhores cenas musicais e perseguições de carro do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, o que sobra se sua cabeça ficar vazia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/10/os-dez-mais.html"&gt;leia mais sobre listas e rankings&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8719357766032010355?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8719357766032010355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8719357766032010355&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8719357766032010355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8719357766032010355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/06/coisas-que-se-gosta-com-as-entranhas.html' title='Coisas que se gosta com as entranhas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SFFnPc-WgRI/AAAAAAAAALo/ZQNhX64qyV4/s72-c/Marjorie-Rieu-andre-Rieu1-559x600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3960523256020645227</id><published>2008-06-03T20:46:00.002-03:00</published><updated>2008-06-04T15:35:53.499-03:00</updated><title type='text'>Maio negro</title><content type='html'>São muitos e muitos motivos que me afastaram do Desembolog mês passado. Tantos que fica difícil concatenar numa ordem lógica, tantos que eu nem me sinto na obrigação de justificar minha ausência. Mas vocês têm sido bons leitores, e eu sei que a falta dos posts semanais tem causado quase tanto sofrimento quanto os reveses deste maio negro. E pensar que começou com uma simples tendinite…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia primeiro de maio, feriado prolongado, e eu já estava no segundo parágrafo de um post sobre o caso Isabela, quando noto um início de dormência na mão direita. Fiz o que todo homem maduro faz nesse caso. Ignorei e continuei escrevendo. Pelo final do terceiro parágrafo a dor estava insuportável, e tive que largar o post bem na melhor parte do argumento de defesa da madrasta injustiçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo amanhã, pensei, ingenuamente. Acordei sem conseguir mexer os dedos. Mal podia levantar o copo de leite, nem sequer fazer meu sanduíche de requeijão. Não escrevi naquele dia, nem no outro e no outro. No sexto meu pulso amanheceu roxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é somente uma tendinite, disse o médico. Sua mão está necrosando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe caiu em prantos, falando “a culpa é minha (tosse, tosse) eu não devia ter forçado o garoto a ser destro (tosse)”. E o médico virou pra ela, pare de besteira, ele disse, vou solicitar uns exames pra ver o que seu filho tem. Depois saiu da sala apoiado na bengala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz ressonância magnética, bati chapa, punção lombar, traqueostomia, entrei e saí da UTI duas vezes, e no 13o dia o médico veio ver o que sobrava de mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tome isto duas vezes por dia e você vai ficar bom.&lt;br /&gt;— Neosaldina?&lt;br /&gt;— É. Você tem um coágulo no metacarpo direito que quase te fez perder a mão. Por causa de vários diagnósticos errados, a situação ficou pior do que deveria. Mas um dos efeitos colaterais da Neosaldina é o afinamento do sangue, e com isso o coágulo deve se dissolver.&lt;br /&gt;— Mas como ele foi ter isso justo na mão, doutor? perguntou minha mãe.&lt;br /&gt;— Parece que no final a culpa era mesmo sua, dona Rose. A tendência à formação de coágulos no metacarpo é uma condição genética raríssima transmitida pela mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instantaneamente minha irmã Letícia começou a sentir a mão doendo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É psicológico, disse o médico, e saiu mancando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era psicológico mas era forte: cinco duas depois ela mal podia mexer os dois braços, e teve que fazer a prova da Uerj segurando a caneta com a boca. Com metade da prova, a caneta escapou e ela não conseguiu pegá-la de volta, nem os concorrentes se dispuseram a ajudar. Ela completou só metade das múltiplas escolhas e acertou dois terços do que marcou. A nota não era suficiente para ser aprovada, então nós lamentamos em casa por quatro dias seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No 23o dia, para surpresa de todos, o nome da Letícia saiu na lista de aprovados da Folha Dirigida, entre os 5% de vagas reservadas a deficientes. Ela ficou tão feliz que esqueceu o coágulo psicológico e comemorou batendo a mão na primeira coisa sólida que viu na frente -— meu teclado. Apertou a improvável combinação Ctrl + Alt + Num Lock + Ç + X + N, que provoca a implosão do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sofri como nunca tinha sofrido a perda de um ente querido, e passei a semana em reclusão. Mas nesta segunda recebi pelo correio um novo laptop acompanhado de uma carta com o logotipo da Apple atrás, que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós sentimos muito em saber que, para proteger os segredos industriais da nossa companhia, o sr. tenha que ter apertado a combinação secreta de teclas que só os desenvolvedores senior da Apple têm acesso. Como prova de gratidão pela sua lealdade, estamos lhe enviando o um MacBook últimio modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só lamento ter perdido o arquivo com o texto sobre o caso Isabela. Teria sido um excelente post. Mas azar. Acho que este  aqui também foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3960523256020645227?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3960523256020645227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3960523256020645227&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3960523256020645227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3960523256020645227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/06/maior-negro.html' title='Maio negro'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-7448021072707880153</id><published>2008-04-28T12:11:00.003-03:00</published><updated>2008-04-28T12:54:09.193-03:00</updated><title type='text'>O fim do caderninho de anotações</title><content type='html'>Eu ia fazer um post sobre uma coincidência: a minha saída do trabalho (sim, desde sexta passada sou freelancer, que é uma maneira otimista de encarar o desemprego) e o fim do meu caderninho de anotações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SBXxjhWdUcI/AAAAAAAAALI/57Y58Jt0s-8/s1600-h/caderninho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SBXxjhWdUcI/AAAAAAAAALI/57Y58Jt0s-8/s400/caderninho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194323337792016834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O último post foi escrito driblando o colofon do caderninho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caderninho, pra quem são sabe, é um improviso que deveria servir como agenda, mas só é usado para escrever posts garranchados no pula-pula do ônibus entre casa e trabalho. Cheguei à última página dele no post anterior, que triste. Eu ia escrever sobre como o fim das anotações sacolejadas simbolizava o término de uma rotina sem sentido e sem freio que eu não almejo para a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia. Mas aí sentei em frente à tela calma e confortável do meu Mac e deu branco. Não saiu uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei escrevendo este post sacolejando no 464 até o centro da cidade, em outro caderninho. O que quer que isso simbolize, eu não quero saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/06/sincera-opinio-de-mozart-sobre-os.html"&gt;Leia o primeiro post escrito no caderninho.&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2008/04/conspirao-larousse-ii-palavres-de-alto.html"&gt;Leia o último post escrito no caderninho.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/08/como-se-posicionar-num-nibus-cheio.html"&gt;Não gosta de sacolejar no ônibus? Aprenda a andar em ônibus lotados.&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/08/vida-paralela-do-aparentemente-pacato-e.html"&gt;A razão básica pela qual larguei meu emprego.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Este é o primeiro post com links explícitos de navegação interna, esses aí de cima. A idéia é aumentar a permanência de vocês no site fornecendo sugestões de leitura relevantes. Blablabla, tem gente ficando desconfiada. me processem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-7448021072707880153?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/7448021072707880153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=7448021072707880153&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7448021072707880153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7448021072707880153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/04/o-fim-do-caderninho-de-anotaes.html' title='O fim do caderninho de anotações'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SBXxjhWdUcI/AAAAAAAAALI/57Y58Jt0s-8/s72-c/caderninho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8963538465754705755</id><published>2008-04-16T17:41:00.002-03:00</published><updated>2008-04-17T22:35:12.120-03:00</updated><title type='text'>Conspiração Larousse II – palavrões de alto calão</title><content type='html'>Quem viu a reportagem de ontem? Eu vi e detestei. O Lichote deu um tom pesado, carregado no moralismo. Imposição da Globo? Ou ele simplesmente encaretou? Está tratando a disseminação de palavrões em destaque nos dicionários como calamidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lichote foi até a casa de Elton, o gênio do mal por trás da manipulação dos verbetes do Larousse. Sim, ele é nerd, e não, não usa óculos, embora seus olhos pequenos e vermelhos dêem a impresão de precisar. Ele é filmado o tempo todo com uma câmera granulada, balançando como se estivesse oculta, mas era evidente que não estava. Pura estratégia pra dar à matéria um ar de denúncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmera passeia tremida pelo quarto e sala onde o revisor mora, mostrando as paredes forradas com desenhos de pênis e estantes cheias de miniaturas da Marvel fazendo o Kama Sutra. E aí de repente desvia para focar na gengiva prognata de Elton que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando as crianças vêem animações de bonequinhos nos cantos de página dos dicionários, elas estão aprendendo subliminarmente toda uma casta muito rica do nosso vocabulário que é omitida pelas mães e pelas escolas religiosas. Por isso que eu privilegio os termos chulos mais sofisticados. Chamo eles de palavrões de alto calão. Quero ouvir as crianças falando que acabaram de eructar, e não de arrotar. Quero vê-las falando que estão com a glande intumescida, que seu colega é flatulento, é aí que vejo que meu trabalho tem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois um close na gengiva, na risada anasalada, e fim da reportagem. Hoje o caso repercutiu no jornal Meia Hora, com o título “Revisor de dicionários quer ver bilau de criancinhas”. Amanhã esse cara no mínimo vai preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto isso as crianças curiosas que assistiram à matéria já estão subindo estantes atrás do Aurélio do papai. Os palavrões de alto calão vão rapidamente ganhar as escolas. E o Elton, escavando pênis a garfadas  nos tijolos de sua solitária pedófila, vai rir por último seu riso anasalado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8963538465754705755?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8963538465754705755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8963538465754705755&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8963538465754705755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8963538465754705755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/04/conspirao-larousse-ii-palavres-de-alto.html' title='Conspiração Larousse II – palavrões de alto calão'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3192760006919602873</id><published>2008-04-14T23:42:00.002-03:00</published><updated>2008-04-14T23:48:09.907-03:00</updated><title type='text'>Conspiração Larousse</title><content type='html'>Se um dia vocês resolverem aceitar ums sugestão deste blogueiro, recomendo atenção especial à dica de hoje. Vejam no Jornal da Globo de hoje à noite, a matéria feita pelo Rafael Lichote, meu colega de escola. O título é o mesmo que inventamos nas aulas de francês do colégio, mais de dez anos atrás: Conspiração Larousse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larousse era o nome do nosso dicionário português-francês, excelente para animar bonecos de palitinho naquelas mais de mil páginas finas e maleáveis. Os outros alunos, nosso público, viam só as seqüências dramáticas de bonequinhos sendo engolidos por um tubarão ou lutando caratê com golpes de Street Fighter, mas só eu e o Lichote, que desenhávamos cada frame, sabíamos da verdade: pelo menos 10% dos verbetes em destaque eram palavrões, aqueles no topo e no fim da página que servem para orientar a busca do leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram ofensas, partes escondidadas do corpo, profissões malvistas, injúrias, duplos sentidos, safadezas, termos científicos. Não passavam cinco páginas sem aparecer um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos fascinados, fizemos listas, de “abaitolado” a “ziriguidum”, todas à disposição  nas prateleiras mais baixas das bibliotecas primárias. Em outros dicionários era a mesma coisa, mudavam os palavrões mas a incidência era igual. Começamos a ficar intrigados, porque era evidente que o português não tinha tanta imoralidade. Alguém estava deliberadamente colocando os palavrões nas extremidades para lhes dar destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SAQW2KJIPjI/AAAAAAAAALA/cXhCHhLFcTo/s1600-h/larousse.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SAQW2KJIPjI/AAAAAAAAALA/cXhCHhLFcTo/s400/larousse.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189297790329044530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A evidência: um dicionário Michaelis e apenas alguns dos vários palavrões em destaque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formulei várias teorias na época para explicar o fenômeno. Disputávamos a autoria da mais disparatada, nos dedicamos tanto ao caso que ficamos os dois em recuperação de francês. Para mim que não tinha nunca nem feito prova final na vida foi um baque, nunca mais voltei ao assunto. Achei que o Lichote tinha aprendido a lição também, mas anteontem me ligou ele no celular:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Descobri quem escreve os dicionários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Os quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dicionários, cara! Quem bota os palavrões nas pontas das páginas. São os gênios, cara, são pessoas com QI elevadíssimo, acima de 160, eles estão por trás disso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe esses CDFs que a gente conhece quando é pequeno, ele disse, esse sque tiram 9,7 em álgebra quântica mesmo passando a aula inteira inventando mapas de países da Terra Média? Todo bom colégio como era o nosso tem pelo menos uns dois desses por turma. Onde estão esses caras agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Dirigindo multinacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles está, é verdade, mas ser cabeçudo não te leva automaticamente à presidência da IBM. 50% dos gênios aprendem a esconder seu desprezo pela humanidade burra e conseguem se relacionar em público, mas a outra metade fica cada vez mais sociopata. Desenvolvem comportamentos obsessivos, desenham pênis no caderno, colocam os heróis da Marvel transando com os Cavaleiros do Zodíaco, sei lá;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos meia hora no telefone, ele me explicando como os párias superdotados precisam arrumar um trabalho que canalise sua sanha enciclopédica e ao mesmo tempo prescinda de qualquer traquejo social. Não lhes falta emprego, a sociedade precisa de muita gente com esse perfil. Aqueles com pendor pra matemática viram hackers, programam software livre. Os que têm gosto pelas línguas podem se tornar, entre outros, revisores de dicionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São eles que destrincham página por página todos os verbetes, acrescentando com seu cérebro catalográfico as palavras esquecidas pelos pesquisadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— São pervertidos, todos eles, sem exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se os hackers podem dar vazão às suas frstrações sexuais infestando de vírus as páginas de pornografia, os revisores também podem. Adicionando um adjetivo aqui, subtraindo duas palavras derivadas de lá, enrolando na definição de 2 ou 3 verbetes, eles conseguem empurrar todos os palavrões para os cantos das páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-— As conseqüências são dramáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me deu mais detalhes. Acompanhem hoje à noite, no terceiro bloco do Jornal da Globo, a reportagem do Rafael Lichote. O que ele terá revelado sobre a Conspiração Larousse?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3192760006919602873?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3192760006919602873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3192760006919602873&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3192760006919602873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3192760006919602873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/04/conspirao-larousse.html' title='Conspiração Larousse'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/SAQW2KJIPjI/AAAAAAAAALA/cXhCHhLFcTo/s72-c/larousse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-7816381147182380662</id><published>2008-03-24T17:14:00.001-03:00</published><updated>2008-03-24T17:17:08.593-03:00</updated><title type='text'>Criptocríticas: Na natureza selvagem</title><content type='html'>Estava babando à espera da estréia desse filme, por saber que &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Christopher_McCandless"&gt;Christopher McCandless&lt;/a&gt; é uma versão exponencial de um naco da minha personalidade que só recentemente resolveu aflorar. Ver ele fazer o que faz é ao mesmo tempo uma catarse e um alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu começo a suspeitar da necessidade de calça comprida e crachá para sobreviver, McCandless se desfaz da poupança e pica seu cartão de crédito. Enquanto eu adoraria fazer uma viagem solta para qualquer lugar ermo, McCandless parte para o Alasca viver isolado. E se eu concluo que não preciso de carro nem tenho grandes ambições materiais, ele fixa residência num ônibus abandonado na neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sujeito tremendo. E não bastando a intrepidez e o desapego para largar a sociedade daquela forma, McCandless ainda tem coragem para chegar a uma conclusão daquelas no fim do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou fazer prova pro BNDES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-7816381147182380662?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/7816381147182380662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=7816381147182380662&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7816381147182380662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7816381147182380662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/03/criptocrticas-na-natureza-selvagem.html' title='Criptocríticas: Na natureza selvagem'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8621794679115903170</id><published>2008-03-12T16:57:00.003-03:00</published><updated>2008-03-12T17:35:26.839-03:00</updated><title type='text'>Guerra no play</title><content type='html'>Não sou muito afeito a sonhos violentos, tanto que os raros que tenho invariavelmente viram &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/04/pesadelos-ciclicos.html"&gt;posts&lt;/a&gt;. Como o de ontem, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos eu, alguns amigos e os personagens de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0411008/"&gt;Lost&lt;/a&gt; numa festa em um play daqueles largos e encardidos, com pelo menos seis apartamentos lhe servindo de teto. De repente eclode um abriga, Mr. Eko se enfurece e arremessa uma marreta em alguém. A confusão aumenta e em dois tempos estamos todos atacando uns aos outros com intrumentos  de cozinha, não só facas e cutelos, mas também liquidificadores e espremedores de laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito sangue, a batalha termina e os restantes percebem o que fizeram e acabam se abraçando e fazendo as pazes. Um pesadelo com final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse arriscar uma interpretação, diria que este sonho simboliza o fim de um grande período de stress. Ontem, finalmente, tomei coragem e pedi demissão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8621794679115903170?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8621794679115903170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8621794679115903170&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8621794679115903170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8621794679115903170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/03/guerra-no-play.html' title='Guerra no play'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-9108859963590145059</id><published>2008-03-01T13:08:00.013-03:00</published><updated>2008-03-01T13:58:58.510-03:00</updated><title type='text'>Google Analytics  turma do Scooby-Doo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mJiVpYwAI/AAAAAAAAAKo/lhfhIVvuRUA/s1600-h/analytics1.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mJiVpYwAI/AAAAAAAAAKo/lhfhIVvuRUA/s400/analytics1.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172816870031015938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz um mês que coloquei o Desembolog sob vigilância do &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.google.com/analytics/"&gt;Google Analytics&lt;/a&gt;. Resisti por muito tempo, com medo de sucumbir às milhares de estatísticas geradas pela ferramenta, mas agora que tenho planos de lançar site novo, conhecer meu público virou boa desculpa para o vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu outra. Depois de um mês, reuni dados suficientes para traçar um bom panorama do blog. Vamos ver como a turma do Scooby-Doo os analisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mJr1pYwBI/AAAAAAAAAKw/XKwcV7sqE7I/s1600-h/analytics2.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mJr1pYwBI/AAAAAAAAAKw/XKwcV7sqE7I/s400/analytics2.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172817033239773202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mHsFpYv7I/AAAAAAAAAKA/TtAYQwPqZAI/s1600-h/s-fred.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mHsFpYv7I/AAAAAAAAAKA/TtAYQwPqZAI/s200/s-fred.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172814838511484850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Freddy(cetezas obtusas do macho-alfa):&lt;/span&gt;- No período de um mês, foram 845 visitas, média de  27 por dia.&lt;br /&gt;- Três quartos das visitas vieram ao site pela primeira vez, mesma proporção das que chegaram pelo Google.&lt;br /&gt;- 72% dos visitantes usam Internet Explorer. 25% usam Firefox.&lt;br /&gt;- Só 15% dos visitantes usam 800x600 como resolução de tela. Mais da metade usa 1024x768.&lt;br /&gt;- 82% das visitas vêm do Brasil. Um quarto vêm do Rio.&lt;br /&gt;- Gente de dezessete países já acessou o site, incluindo Senegal, Romênia, Macau e Cabo Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mHz1pYv8I/AAAAAAAAAKI/cUH2Ng7U-vs/s1600-h/s-velma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mHz1pYv8I/AAAAAAAAAKI/cUH2Ng7U-vs/s200/s-velma.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172814971655471042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Velma (e suas deduções brilhantes):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- 87 pessoas lêem o Desembolog. Esse número corresponde ao número de pessoas que acessou o site quatro vezes ou mais. Por que quatro? É claro que quem acessou o site duas ou três vezes também é leitor. Mas tirando-os da conta, acabo compensando os leitores duplicados – aqueles que acessam o blog de mais de um computador.&lt;br /&gt;- Como o blog quase não traz informações objetivas, só análises malucas e conjeturas idiotas, dificilmente alguém que chega aqui pelo Google encontra o que procura. Fidelizar leitores é dificílimo com esse quadro. Tanto que uma das expressões mais freqüentes para encontrá-lo (6 vezes já) é “&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2005/05/krakovia.html"&gt;casa de festas vista maravilhosa&lt;/a&gt;”. O que quer que estejam procurando, não acharam.&lt;br /&gt;- Existem temas recorrentes nas palavras-chave, entretanto. Blocos de carnaval. Bandeiras. Lugares escrotos na Europa Oriental. Listas, seja de discos, de países, de estados americanos, municípios fluminenses ou do que mais for. &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2005/04/pro-meu-chapa-douglas.html"&gt;O nome Douglas&lt;/a&gt;. Jogos,  imprimíveis ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mJ2FpYwCI/AAAAAAAAAK4/jypoIAOeTg8/s1600-h/analytics3.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mJ2FpYwCI/AAAAAAAAAK4/jypoIAOeTg8/s400/analytics3.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172817209333432354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mIClpYv9I/AAAAAAAAAKQ/nIUi1FvP6fo/s1600-h/s-dafne.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mIClpYv9I/AAAAAAAAAKQ/nIUi1FvP6fo/s200/s-dafne.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172815225058541522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dafne (babados):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Quentíssimo: Cuiabanos visitam em massa o Desembolog! É a terceira cidade com mais visitas em todo o mundo, perdendo só para Rio e SP. A imensa maioria chegou digitando variações de “&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2007/12/bandeiras-e-o-idh.html"&gt;nova classificação do idh&lt;/a&gt;” no Google. O que terá sido isso? Trabalho de escola? Congresso de esquerda? Isso o Analytics não diz, mas estes caras encontraram o que queriam. Daí o alvoroço.&lt;br /&gt;- Mistério: Quem foi o internauta que visitou o blog mais de 25 vezes no espaço de dois dias? Não fui eu. Não foi minha mãe nem minha namorada. Será defeito do sistema ou psicopatia anônima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mINlpYv-I/AAAAAAAAAKY/D8NUAUmud4s/s1600-h/s-salsicha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mINlpYv-I/AAAAAAAAAKY/D8NUAUmud4s/s200/s-salsicha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172815414037102562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salsicha (perguntas idiotas):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Como vejo quantas pessoas assinam o &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Feed"&gt;feed&lt;/a&gt;? Elas são contabilizadas nas estatísticas quando lêem remotamente um post novo?&lt;br /&gt;- O quão confiáveis são os dados do Google Analytics? Uma das tabelas diz que 784 pessoas estiveram aqui há menos de um dia, mas a primeira página fala que o blog teve ontem só 24 visitas. Uma das duas está evidentemente errada, senão ambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mIV1pYv_I/AAAAAAAAAKg/8DTsWG68ihg/s1600-h/s-scooby.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mIV1pYv_I/AAAAAAAAAKg/8DTsWG68ihg/s200/s-scooby.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172815555771023346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Scooby (alívio cômico)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O momento que todos esperavam: uma relação de expressões absurdas digitadas no google que levaram ao blog pessoas que eu não gostaria de encontrar numa noite de chuva:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/08/cisv-os-mortos-ressuscitam.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mortos ressuscitam&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: que junto com sua variável megalômana, “mortos ressuscitam ao redor do mundo”, foi responsável por quatro acessos.&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2005/09/lebre-siamesa-e-tartaruga-impugnadora.html"&gt;a porra da tartaruga e a lebre&lt;/a&gt;:sinto pena da criança pra quem essa fábula for contada&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2006/10/estado.html"&gt;porque o saco incha&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;- como se escreve quatrilhoes: é só botar o til.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/12/sistema-solar_15.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falar tudo sobre saturno, noturno, jupiter&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: tem gente que esquece de pedir por favor ao Google.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006_10_01_archive.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;loja ortobom laje de muriaé&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: esse é só o exemplo mais bizarro, mas lojas de colchões em lugares remotos são tema constante das pessoas que chegam ao blog.&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2008/01/quem-sabe-os-50-estados-americanos.html"&gt;estados americanos que começam com vogais&lt;/a&gt;: eu amo essa pessoa. Quem busca algo assim vira meu amigo instantaneamente. Menção honrosa para “&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/12/esplanada-das-bandeiras_07.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bandeira de todos os países com a letra a&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/01/marks-spencer.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;público-alvo lasanha congelada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/bandeira-da-pomerania.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;exportadores de sal da romenia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: mais um amigo instantâneo espalhado pelo mundo.&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2006/10/rua.html"&gt;salário dançarina do faustão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/bandeira-da-pomerania.html"&gt;boi com língua de fora&lt;/a&gt;: eca. Mas sim, isso já foi assunto por aqui.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006_02_01_archive.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;videos de monges ortodoxos gregos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: esse cara deveria ter ido pra &lt;a href="http://www.blog.wanderingabout.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cá&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-9108859963590145059?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/9108859963590145059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=9108859963590145059&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/9108859963590145059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/9108859963590145059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/03/google-analytics-turma-do-scooby.html' title='Google Analytics  turma do Scooby-Doo'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8mJiVpYwAI/AAAAAAAAAKo/lhfhIVvuRUA/s72-c/analytics1.png' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5659166039179594513</id><published>2008-02-24T19:03:00.004-03:00</published><updated>2008-02-24T19:14:04.460-03:00</updated><title type='text'>Mais um quadrinho</title><content type='html'>Ainda não foi dessa vez, mas acho que aos poucos eu acerto a mão...&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrDBBW4hI/AAAAAAAAAJQ/kynZoeXUVV8/s1600-h/turismooceanico1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrDBBW4hI/AAAAAAAAAJQ/kynZoeXUVV8/s400/turismooceanico1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170672284244304402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrOhBW4iI/AAAAAAAAAJY/B3AU3bSwN5A/s1600-h/turismooceanico2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrOhBW4iI/AAAAAAAAAJY/B3AU3bSwN5A/s400/turismooceanico2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170672481812800034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrahBW4jI/AAAAAAAAAJg/VdNBvw2D_gQ/s1600-h/turismooceanico3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrahBW4jI/AAAAAAAAAJg/VdNBvw2D_gQ/s400/turismooceanico3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170672687971230258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrhhBW4kI/AAAAAAAAAJo/721_ZDMxIs0/s1600-h/turismooceanico4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrhhBW4kI/AAAAAAAAAJo/721_ZDMxIs0/s400/turismooceanico4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170672808230314562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrphBW4lI/AAAAAAAAAJw/wNFe9FP2u-Q/s1600-h/turismooceanico5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrphBW4lI/AAAAAAAAAJw/wNFe9FP2u-Q/s400/turismooceanico5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170672945669268050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrxxBW4mI/AAAAAAAAAJ4/z8QKGKqhg-w/s1600-h/turismooceanico6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrxxBW4mI/AAAAAAAAAJ4/z8QKGKqhg-w/s400/turismooceanico6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170673087403188834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5659166039179594513?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5659166039179594513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5659166039179594513&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5659166039179594513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5659166039179594513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/02/mais-um-quadrinho.html' title='Mais um quadrinho'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R8HrDBBW4hI/AAAAAAAAAJQ/kynZoeXUVV8/s72-c/turismooceanico1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-7907135955782855200</id><published>2008-02-19T20:41:00.005-03:00</published><updated>2008-02-20T10:52:45.193-03:00</updated><title type='text'>Criptocríticas: Macanudo</title><content type='html'>O que te dá mais prazer em fazer depois de voltar de viagem? Pois é eu também: adoro entrar no Facebook e atualizar o meu mapinha de "Where have you been?" Ah, você ia dizer que gosta de mostrar suas fotos, ou de comer escondido o Toblerone do Free Shop? Tá bom. Engorde, entedie sua família, o meu hábito pode ser estranho mas pelo menos não prejudica ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acabou que ainda não entrei no Facebook desde que voltei de Buenos Aires, porque dessa vez tinha algo mais importante a fazer do que calcular a porcentagem de mundo que ainda me falta conhecer. Estou dedicando meus dias e noites a absorver o impacto da descoberta do cartunista argentino Liniers, autor das tirinhas batizadas de Macanudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a melhor tira em quadrinhos contemporânea. Existem outras mais engraçadas, mas graça não é a única medida de qualidade de uma tira. Macanudo se distingue por apostar no insólito e no fofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R7trkRBW4fI/AAAAAAAAAJA/VvBejkkNTBo/s1600-h/SKMBT_C25208021114470.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R7trkRBW4fI/AAAAAAAAAJA/VvBejkkNTBo/s400/SKMBT_C25208021114470.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168843268126335474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No fofo? Sim, no fofo. Ao contrário da maioria dos bons cartunistas atuais, que abusam do cinismo, Liniers desenha pingüins, duendes, ovelhas e crianças. É só mostrar a tira por aí e você descobre um monte de gente querendo abraçá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há elenco fixo em Macanudo. Mas tem um monte de personagens esporádicos, o que é ótimo: é sempre uma alegria reencontrar os melhores, como o Misterioso Homem de Negro, que não faz nada além de ser misterioso, e Olivério, a Azeitona, que vive atormentado pela sua condição de vegetal comestível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo os dois livros que comprei lá, me voltou a vontade de desenhar tirinhas. Talvez seja a forma de arte que mais me encanta. Tirinhas são tão resumidas que não dão espaço pra grandes ambições e, se forem estúpidas, pelo menos acabam rápido. Senti vontade de ensaiar no Desembolog um retorno a essa faceta que há uns oito anos eu não exploro. Por isso eu quis desenhar (não acho que fui muito bem sucedido) o episódio da fotografia no post passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será modismo? Admito que já sucumbi a muitos. Quanto ao Liniers, veio pra ficar. Basta um pulo no seu &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://autoliniers.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; para se deixar enredar também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-7907135955782855200?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/7907135955782855200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=7907135955782855200&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7907135955782855200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/7907135955782855200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/02/criptocrticas-macanudo.html' title='Criptocríticas: Macanudo'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R7trkRBW4fI/AAAAAAAAAJA/VvBejkkNTBo/s72-c/SKMBT_C25208021114470.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1715656826939248842</id><published>2008-02-11T23:32:00.000-02:00</published><updated>2008-02-11T23:43:57.603-02:00</updated><title type='text'>Uma foto para a posteridade</title><content type='html'>Durante a minha viagem de carnaval para &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Buenos Aires&lt;/span&gt; tirei a melhor foto da minha vida. Foi uma foto pensada tão cuidadosamente e tão trabalhosa de se tirar que resolvi não apenas mostrar, não só escrever, mas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;desenhar&lt;/span&gt; o processo. Aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Acabei calculando mal e vai ficar meio difícil de ler os diálogos como ficaram. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cliquem na imagem&lt;/span&gt; para ampliá-la.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/16526411@N00/2259505570/sizes/l/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2402/2259505570_9ef86fbf20_b.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1715656826939248842?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1715656826939248842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1715656826939248842&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1715656826939248842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1715656826939248842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/02/uma-foto-para-posteridade.html' title='Uma foto para a posteridade'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2402/2259505570_9ef86fbf20_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-51365730157256774</id><published>2008-01-29T23:33:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T23:50:01.793-02:00</updated><title type='text'>Paralamas + Titãs: o melhor show de todos os tempos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_W6uBZUbI/AAAAAAAAAI4/eR1K4EG13is/s1600-h/41_2938-todos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_W6uBZUbI/AAAAAAAAAI4/eR1K4EG13is/s320/41_2938-todos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161080002264519090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tá certo que eu lambo o chão onde pisam essas duas bandas, mas o show de sábado foi fora do comum, e mesmo os mais céticos vão acabar concordando comigo quando eu terminar de descrevê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos há quase uma hora esperando ao relento na Marina da Glória. Um palco mastodôntico à nossa frente e o céu denso, chantageando toró, quando o show começou. As gruas que faziam a gravação se levantaram brontossauras, muitas luzes piscando e o instrumental veio crescendo até parar de repente para o brado do Herbert Vianna: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Diversão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solução sim. Diversão, solução pra mim, continuou Paulo Miklos, inaugurando a apresentação conjunta das duas melhores bandas de rock nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que continuou com Miklos cantando Calibre, Herbert cantando Marvin e Sérgio Britto cantando Selvagem no mesmo embalo. Teve gritaria em Bichos Escrotos, delicadeza em Epitáfio, rodinha de samba para A Novidade e uma metralhação cáustica para Cabeça Dinossauro. E convidados, muitos deles, entrando quase à razão de um por música: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu queria chamar um velho companheiro de batalha – falou Herbert, abrindo caminho para Andreas Kisser, que veio para O Beco e Polícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A gente convida aqui um velho amigo nosso – disse Branco Mello, antecipando Arnaldo Antunes, que cantou Comida e Lugar Nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E agora um cara que é um diamante raro da música brasileira – e chega Samuel Rosa, cantando Lourinha Bombril. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Caetano dispensou apresentações. Foi ele que puxou, da coxia, o “Miséria é miséria em qualquer canto” a que Herbert respondeu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Riquezas são diferentes! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele entrou entoando “índio, mulato, preto, branco”, parte do público vaiou, mas logo que a música pegou embalo a desconfiança estava superada, e Caetano saiu aclamado enquanto um telão gigante baixava ao fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_VjuBZUYI/AAAAAAAAAIg/labPM6gav48/s1600-h/41_2936-herbert+e+mikloss.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_VjuBZUYI/AAAAAAAAAIg/labPM6gav48/s400/41_2936-herbert+e+mikloss.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161078507615900034" /&gt;&lt;/a&gt;– Essa é a última música do show, gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony Belloto abafou os lamentos do público dedilhando um conhecido riff de guitarra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que  a gente nunca se esqueça das grandes figuras do rock brasileiro, galera! Cazuza, Renato, Marcelo Fromer! Nas favelas! No senado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente, se esgoelando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sujeira pra todo lado!  – passando a bola para o Sérgio Britto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ninguém respeita a constituiçã-ã–ão. – e de repente o telão mostra Renato Russo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas todos acreditam no futuro da nação! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do refrão até o final cantaram Paralamas e Titãs à capela, se enfileirando  à frente do palco enquanto o Legião Urbana se encarregava dos instrumentaos. A galera em transe mal pôde acreditar quando a canção acabou e os músicos se curvaram de mãos dadas, agradecendo. Continuamos em pé por mais de dez minutos pedindo bis, eu já cavava meu caminho de volta pela multidão quando surgiu  o Paulo Miklos das coxias: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Galera, vocês não vão acreditar quem é que está aqui pra cantar pra vocês! It’s Paul! Fucking! McCartney! &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_V5eBZUZI/AAAAAAAAAIo/8I2qD3I7yeA/s1600-h/paulmaccartney.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_V5eBZUZI/AAAAAAAAAIo/8I2qD3I7yeA/s200/paulmaccartney.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161078881278054802" /&gt;&lt;/a&gt;Um facho de luz se estendeu até o centro do palco, onde um descontraído Paul cantou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– One more time-ime-ime, one more time-ime-ime... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E logo depois o Herbert: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–  Rodas em sol, trovas em dó, uma brasileira, uh... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E McCartney, de novo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– One more time-ime-ime... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público, pulando sem ritmo, nem percebeu que a música acabou e Branco Mello já estava emendando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em seguida uma voz espessa, bruta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São 300 picaretas com anel de doutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_WHeBZUaI/AAAAAAAAAIw/csdafUE369Q/s1600-h/129_2611-Estilo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_WHeBZUaI/AAAAAAAAAIw/csdafUE369Q/s400/129_2611-Estilo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161079121796223394" /&gt;&lt;/a&gt;Lula entrou cercado de gelo seco, vindo de um elevador subterrâneo no centro do palco, óculos escuros e casaco de couro. Se revezou com Branco nos vocais, a letra decorada, deu vida nova à canção com sua língua presa, complementada pelo beatbox que Paul McCartney fazia com a mão na boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, um Herbert Vianna comovido se voltou ao público: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E agora para a última música da noite nós gostaríamos de chamar cada um dos artistas que contribuíram para a riqueza do rock nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente depois o palco foi tomado por todos os roqueiros brasileiros. Estavam lá Lulu Santos, Dinho Ouro Preto, Fernanda Takai, Evandro Mesquita, Frejat, Ed Motta, Humberto Gessinger, Eduardo Dussek, Chorão, Rodolfo, Nando Reis, Leoni, Léo Jaime, João Gordo, Rodrigo Amarante, Wanderléa, Max Cavalera, Flávio Venturini, Dado Villa-Lobos, Gabriel o Pensador, Felipe Dylon, Lobão, Paulinho Moska, Conrado, Rita Lee, Rei Roberto Carlos, Paula Toller e tantos outros. Quem fosse atento acharia também Renato Aragão, Grazi Massafera, Inri Cristo, o Repórter Vesgo e Romário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos lá, o intérprete do presidente puxou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– We are the world! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que Titãs, Paralamas, Paul McCartney e todos os artistas do rock nacional continuaram: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– We are the children! – dando àquela noite um arremate inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-51365730157256774?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/51365730157256774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=51365730157256774&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/51365730157256774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/51365730157256774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/01/paralamas-tits-o-melhor-show-de-todos.html' title='Paralamas + Titãs: o melhor show de todos os tempos'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R5_W6uBZUbI/AAAAAAAAAI4/eR1K4EG13is/s72-c/41_2938-todos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1310256728643120406</id><published>2008-01-27T22:49:00.001-02:00</published><updated>2008-01-28T21:08:29.497-02:00</updated><title type='text'>Os layouts da Hungry Mind evoluem</title><content type='html'>Clique nas imagens para vê-las maiores (as duas mais compridas não vão aparecer em tamanho real).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm3.static.flickr.com/2149/2224048483_3c629c3276_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R55eUeBZUUI/AAAAAAAAAIA/liCcV9TJoD4/s400/2RR-home.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160665928762478914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Clique nas imagens para vê-las maiores (as duas mais compridas não vão aparecer em tamanho real).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preferi não mexer na marca por enquanto, porque apesar de ela estar funcionando relativamente bem, vai ser o trabalho mais difícil. Mas mudei muito o resto, como vocês podem ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão mais difícil foi desistir da Candy Script. No fundo, a maioria das observações que vocês fizeram sobre o layout tinham a ver com a fonte. Apesar de bela, ela estava se encaixotando nos menus e fazendo um samba do crioulo doido ali em cima com tanta fonte. Além disso, embora ninguém tenha notado, ela dava muita personalidade pro cabeçalho, ofuscando os trabalhos do portfolio. Substituí a Candy por uma The Serif e fiz um menu mais sóbrio, e que de repente faz alguém ter vontade de me dar dinheiro (que no fim das contas é o que importa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda mudança pesada foi aumentar o espaço para as fotos dos trabalhos e passar o texto descritivo pra baixo. Agora os screenshots (fundamentais em trabalhos de webdesign) estão em tamanho natural, melhores de se avaliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da home, fiz outras duas telas, ambas dentro da seção de design interativo. Essa seção vai  ter três páginas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm3.static.flickr.com/2198/2224838888_dc36449517_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 30px 10px 30pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R55exOBZUVI/AAAAAAAAAII/53Fqxl4nLUg/s320/2RR-portfolio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160666422683717970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm3.static.flickr.com/2001/2224048035_341e7c8153_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 30pt 10px 30px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R55fEeBZUWI/AAAAAAAAAIQ/ikHra1Y35U4/s320/2RR-servicos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160666753396199778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1. portfolio, com todos os trabalhos um embaixo do outro, como posts de um blog, já layoutada.&lt;br /&gt;2. serviços, já layoutada também, listando os serviços que eu ofereceria. Coloquei seis, se alguém lembrar de algum outro, pode falar.&lt;br /&gt;3. metodologia, que conta como vai ser o processo de trabalho uma vez que alguém me contrate. Esse não fiz ainda, mas deve ser bem similar à página de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é a vez de vocês, podem descer o sarrafo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1310256728643120406?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1310256728643120406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1310256728643120406&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1310256728643120406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1310256728643120406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/01/os-layouts-da-hungry-mind-evoluem_27.html' title='Os layouts da Hungry Mind evoluem'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R55eUeBZUUI/AAAAAAAAAIA/liCcV9TJoD4/s72-c/2RR-home.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2458660248007418113</id><published>2008-01-22T20:57:00.001-02:00</published><updated>2008-01-22T21:51:45.451-02:00</updated><title type='text'>Hungry Mind, tela de abertura</title><content type='html'>Clique para ver maior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm3.static.flickr.com/2046/2213243872_aff6a3cd2e_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2046/2213243872_aff6a3cd2e_o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hungry Mind, pra quem não lembra, é o nome do meu futuro site. Seu design será totalmente coletivo, e este futuro ex-blog será o palco das discussões. Começamos debatendo possíveis nomes de domínio, até defini-lo &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2007/12/hungry-mind-e-outros-nomes.html"&gt;neste post&lt;/a&gt;. Agora é a vez do layout e da navegação. Esse é o primeiro esboço que considero apto a ser entregue aos leões. Vamos discutí-los passo a passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Em primeiro lugar, a marca.&lt;/span&gt; O que vocês vêem nela? A resposta: uma cabeça sorridente virada para a direita, e um monstro para a esquerda. Alguém não vê isso instantaneamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não estou totalmente satisfeito com essa versão. Gosto da tipografia e das cores, mas o desenho ainda é meio ameba demais, queria acrescentar um pouco de complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. A arquitetura&lt;/span&gt;. O site é dividido em quatro seções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- About traz informações pessoais.&lt;br /&gt;- Design traz não só meu portfolio de internet e gráfico, como também  explicações sobre os meus serviços de freela, metodologia de trabalho e por que / quando se deve contratar um designer. Acho importante ressaltar esse tipo de coisa, porque todo mundo se limita a jogar harmonicamente seus trabalhos sobre o fundo RGB sem explicar chongas a possíveis clientes.&lt;br /&gt;- Fiction traz este blog, que espero conseguir transplantar integralmente; traz uma seleção de bons posts agregados tematicamente; e traz alguns contos que eu costumava escrever e que vou revisar para publicar. Nessa seção eu talvez ponha pra vender um livro reunindo posts do antigo Desembolog.&lt;br /&gt;- Other traz outras atividades. Por enquanto, só os jogos de tabuleiro que estou desenvolvendo com o Alexandre, mas no futuro, sabe-se lá.&lt;br /&gt;- A home vai vir sempre com o último trabalho feito, seja de design, ficção ou outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Wordpress.&lt;/span&gt; Quero fazer o site todo em Wordpress, ou seja, um blogão. Cada trabalho publicado será equivalente a um post, facilitando a atualização. Os trabalhos vão ficar um embaixo do outro, como num blog mesmo. Uma imagem ocupará 3/4 da tela, e a descrição, o 1/4 restante. Não está no layout, mas gostaria que todos os trabalhos, contos e posts fossem passíveis de avaliação, de modo que, ao menos para o portfolio, os trabalhos fossem ordenados de acordo com a nota dada por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida: Não queria usar scroll para projetos com muitas imagens. Então, para quem entende mais de código do que eu: é possível haver uma navegação interna em cada trabalho (lembrando que cada trabalho é um post)? Botões para trocar de imagem sem carregar a página toda de novo e sem o navegador voltar ao topo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Pra quem estiver se perguntando, onde ele pegou essa fonte maravilhosa dos títulos das seções? Aqui: &lt;a href="http://www.sudtipos.com/"&gt;sudtipos.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Por último: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hungrymind.com.br ou hungrymind.nu&lt;/span&gt;? Um parece tão formal, e o outro, tão desconhecido...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2458660248007418113?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2458660248007418113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2458660248007418113&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2458660248007418113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2458660248007418113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/01/hungry-mind-tela-de-abertura.html' title='Hungry Mind, tela de abertura'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-4932473320042220705</id><published>2008-01-16T18:53:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T19:00:41.747-02:00</updated><title type='text'>Quem sabe os 50 estados americanos?</title><content type='html'>Outra coisa que nós que adoramos listas também veneramos: decorar listas já prontas. Por exemplo: quantos estados americanos você lembra de cabeça? Tente enumerá-los mentalmente antes de ler o post, pra ver se você sabe mais do que eu. Os meus estão listados um a um na ordem em que foram lembrados, no espaço de uma viagem de ônibus até o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kentucky&lt;/span&gt;: deu origem a idéia. Depois de ler &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y-v7ZnD6F00/R4zyFdGghBI/AAAAAAAAAZs/8cTNBQFi-LY/s1600-h/tira295.jpg"&gt;esta&lt;/a&gt; tirinha, pensei que fatalmente esqueceria do Kentucky numa relação dos 50 estados americanos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Havaí, Alaska&lt;/span&gt;: ficam longe, anoto logo pra não esquecer depois.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Florida, California&lt;/span&gt;: Mickey&lt;br /&gt;Oregon, Washington: os outros estados da Costa Oeste.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Utah, Iowa, Ohio&lt;/span&gt;: o trio de quatro letras, cada um começando com uma vogal diferente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alabama, Georgia, Mississipi&lt;/span&gt;: ficam em cima da Florida.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Missouri&lt;/span&gt;: pra completar os rios.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carolina e Dakota, do Sul e do Norte, Virginia e West Virginia&lt;/span&gt;: os seis estados com pontos cardeais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rhode Island&lt;/span&gt;: tenho uma tia avó morando lá.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nova Jersey, Maryland, Delaware, Pensylvania&lt;/span&gt;: Em algum destes fica Nova York&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Michigan, Minessotta, Indiana&lt;/span&gt;: ficam perto dos Grandes Lagos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maine, New Hampshire&lt;/span&gt;: ficam naquela ponta ao norte e a leste. Estou esquecendo algum.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Massashussets&lt;/span&gt;: ninguém esquece um nome desse.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texas&lt;/span&gt;: tem o formato parecido com o da Índia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Louisiana&lt;/span&gt;: toda a possessão francesa se reduziu a um estadinho de nada.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kansas, Arkansas, Oklahoma&lt;/span&gt;: ficam em cima do Texas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vermont&lt;/span&gt;: mais um na ponta norte. O senador antitabagista de Obrigado por fumar produzia queijos lá.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Verdana&lt;/span&gt;: teimo que é nome de estado. É uma fonte! Fonte!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nevada, Nebraska&lt;/span&gt;: provavelmente não neva lá.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Novo México, Colorado&lt;/span&gt;: estados em formato quadrado. Ainda tem algum faltando.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wyoming, Wisconsin&lt;/span&gt;: o par de estados esquisitos que começam com W. A banda Violent Femmes é de um destes.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Montana, Idaho&lt;/span&gt;: estados igualmente ermos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arizona&lt;/span&gt;: mais um estado quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R45wDFEe5MI/AAAAAAAAAHM/CMHCN_y0sSs/s1600-h/500px-Map_of_USA_with_state_names.svg.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R45wDFEe5MI/AAAAAAAAAHM/CMHCN_y0sSs/s400/500px-Map_of_USA_with_state_names.svg.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156181821588694210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E isso totaliza 45 estados. Esqueci:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Washington DC&lt;/span&gt;: mas esse não vale, não achava que o distrito federal contava&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;New York&lt;/span&gt;: fiquei em dúvida se tinha um estado com o nome da cidade, ou se esse mérito era exclusivo de New Jersey e Washington.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Connecticut&lt;/span&gt;: mais um estado no qual Nova York pode estar localizada.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Illinois e Tenneesse&lt;/span&gt;: ficam perdidos na meiuca. Esqueci completamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-4932473320042220705?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/4932473320042220705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=4932473320042220705&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4932473320042220705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4932473320042220705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/01/quem-sabe-os-50-estados-americanos.html' title='Quem sabe os 50 estados americanos?'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R45wDFEe5MI/AAAAAAAAAHM/CMHCN_y0sSs/s72-c/500px-Map_of_USA_with_state_names.svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-4059596960624756444</id><published>2008-01-13T19:14:00.000-02:00</published><updated>2008-01-13T19:27:25.570-02:00</updated><title type='text'>Minha pedra no rim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R4qCJlEe5LI/AAAAAAAAAHE/zZEPolwbTXs/s1600-h/pedra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R4qCJlEe5LI/AAAAAAAAAHE/zZEPolwbTXs/s400/pedra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155075824560301234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois, expeli minha gigantesca pedra no rim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tem cheiro de requeijão, disse minha mãe, e tinha mesmo. Você vai ter que cortar o requeijão da dieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lambi a pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É Itambé, com certeza. Vamos comprar só Poços de Caldas agora e tá resolvido.&lt;br /&gt;— Não é tão simples assim, me falou o médico quando fui ao consultório (podia ser vingança, eu lhe tinha negado o pedido de mostrar a pedra nas suas aulas de urologia). Seu organismo produziu 27 quilates de oxalato de cálcio puro.&lt;br /&gt;— Então não posso mais comer nada com cálcio?&lt;br /&gt;— Nem com oxigênio.&lt;br /&gt;— Oxigênio o quê? Não posso mais respirar?&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;— Mas aí eu morro.&lt;br /&gt;— É isso ou outra pedra no rim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é cheia de decisões difíceis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-4059596960624756444?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/4059596960624756444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=4059596960624756444&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4059596960624756444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4059596960624756444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/01/minha-pedra-no-rim.html' title='Minha pedra no rim'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R4qCJlEe5LI/AAAAAAAAAHE/zZEPolwbTXs/s72-c/pedra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5323072557683146781</id><published>2008-01-06T16:54:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T17:04:30.893-02:00</updated><title type='text'>Criptocríticas: 1001 discos para ouvir antes de morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R4EmJVEe5KI/AAAAAAAAAGk/hpiy5UuHZMY/s1600-h/1001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R4EmJVEe5KI/AAAAAAAAAGk/hpiy5UuHZMY/s400/1001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152441390405182626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1001 discos é um livro para ser exibido, não para ser lido. Deveria seduzir o público que acha que pode fazer caber a música pop em cima da mesa de centro. Deveria ter um título menos imperativo, porque “1001 discos para ouvir antes de morrer” me dá vontade de ler inteiro. E se eu o leio, é lógico que eu quero saber mais do que apenas quais são os discos. Se ao longo de 960 páginas o livro só me trouxer esta informação, vou ficar frustrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal um pouco da história das bandas? Nada. E já que os discos são separados por década, por que não um resumo de cada uma? E quem sabe algumas estatísticas? Afinal o número 1001 não pode estar ali à toa. Quais as bandas com mais entradas? Quais os anos com mais discos? Como ficaria o Brasil num ranking dos países mais representados no livro? Cheguei ao final ansioso para descobrir, e me deparei com um mero índice remissivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, foi um passatempo conveniente durante essa semana no estaleiro com uma pedra no rim. Pois é. Mais sobre isso em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;link: &lt;a href="http://top1001albums.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um blog interessante contestando o livro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5323072557683146781?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5323072557683146781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5323072557683146781&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5323072557683146781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5323072557683146781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2008/01/criptocrticas-1001-discos-para-ouvir.html' title='Criptocríticas: 1001 discos para ouvir antes de morrer'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R4EmJVEe5KI/AAAAAAAAAGk/hpiy5UuHZMY/s72-c/1001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-447476861404103514</id><published>2007-12-26T23:39:00.001-02:00</published><updated>2007-12-26T23:52:09.892-02:00</updated><title type='text'>Pubidê – Publicitários Idealistas</title><content type='html'>Ouvi falar, não sei ainda se é verdade, que circula pela Puc (onde mais?) um grupo de alunos de publicidade cheios de ideologia. Já tem nome e tudo: Pubidê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicitários não costumam manter convicções por muito tempo, a base da profissão é a maleabilidade do discurso. Num dia você defende os bebês foca para o Greenpeace, no outro passa com um Land Rover por cima deles pra mostrar uma aventura. Mas será mesmo, questionam os membros do Pubidê, que esmagar focas num comercial é a melhor maneira de definir o Land Rover como um carro aventureiro? Ou quem sabe um videogame com carros que esmagam focas não envolve o público ainda mais no universo da Land Rover? O Pubidê debate o método, não a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pubidê é rigoroso. Quem entra explica a doutrina de marketing em que acredita e a partir de então só pode comprar produtos anunciados com a estratégia que defende. Eles não têm hora fixa pra se reunir, mas sempre tem um encostado numa quina da salinha do CA, e se chegar um segundo a discussão se abre automaticamente. São apenas seis membros, cada um representa uma corrente de pensamento da marquetologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro se chama Abel, e essa ordem é alfabética, e não de afinidade. Ele acredita que o futuro da propaganda é o viral. O melhor anúncio é aquele que desperta tanto interesse que o público se torna não só consumidor como colaborador na propagação. Ele usa Nike como o Ronaldinho Gaúcho, não vê tevê e só se atualiza através de blogs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Anúncio favorito: &lt;a href="http://twixgigante.blogspot.com/2006/09/bom-depois-de-muito-tempo-tentando.html"&gt;Twix Gigante &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é chamado Demiurgo, e ele crê que propaganda boa é a que vai direto ao ponto. Ele puxou créditos de jornalismo, e diz que um anúncio tem que funcionar como o lead de uma matéria: dizer o quê, onde, quando e a que preço antes de qualquer espalhafato. O público está cansado de rodeios, quem dera todo comercial fosse como os de supermercado. Só come chã, patinho e lagarto, e divide até frango de padaria em quinze vezes sem juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Anúncio favorito: Casas Bahia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vEcKZCULFNE&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vEcKZCULFNE&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida vem Jocasta, que acha que comercial é entretenimento. A peça deve contar uma história, encantar o consumidor para conseguir aliciá-lo. Ela só compra produto que tenha bichinho ou mascote, estoca gelatina Royal e congelado Sadia, depois limpa a sujeira no fogão com aquela esponja de aço que dança Felipe Dylon na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Anúnico favorito: Zoológico de Buenos Aires&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R1jOoLKaj5c&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/R1jOoLKaj5c&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo é Leonel, que se graduou e está no mestrado. Ele teoriza que a grande arma da publicidade é o exagero. Quando um comercial mostra um caminhão de mulheres atrás do Zé e seu frasco de desodorante, ninguém acredita que isso seja possível. Mas é esse exagero que torna plausível a premissa absurda de que sovaco seco atrai mulher. Leonel usa Axe, mas não arruma namorada porque é um cientista: está acumulando roupa suja o ano inteiro para ver se seu sabão em pó faz mesmo o que o anúncio diz que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;anúncio favorito: Carlton Draught&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eH3GH7Pn_eA&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eH3GH7Pn_eA&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinta se chama Taciane, e ela acha que outdoors, comerciais de tevê e virais não funcionam mais. 99% do que o consumidor vê é esquecido instantaneamente. Ficam duas opções: torcer para fazer publicidade que fique nos um por cento restantes ou anunciar só quando o consumidor quiser comprar, e acertar sempre. Sim, Taciane faz até supermercado com o Google Adsense, aquela barra lateral milagrosa que mostra oferta de sapatos quando você procura por sapatos no Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;anúncio favorito: &lt;a href="http://www.brainstorm9.com.br/2007/09/06/google-fight-apple-e-nokia-travam-batalha-via-adwo/"&gt;Apple e Nokia no Google Adsense&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último é Vinicius, o niilista, e ele crê que a publicidade acabou. O consumidor não acredita em mais nada do que vê, o excesso de propaganda criou nele uma camada intransponível de ceticismo. A única fonte confiável é o boca a boca: gastar com comercial é rasgar dinheiro. Um bom produto não precisa de publicidade nenhuma para se afirmar no mercado. Os outros cinco olham céticos para ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você tem algum exemplo de produto que dispense propaganda? – pergunta um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinicius enrola um baseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oohhh! – e o debate acaba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-447476861404103514?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/447476861404103514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=447476861404103514&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/447476861404103514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/447476861404103514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/12/pubid-publicitrios-idealistas_26.html' title='Pubidê – Publicitários Idealistas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-748469777125693818</id><published>2007-12-10T23:13:00.000-02:00</published><updated>2007-12-10T23:37:25.074-02:00</updated><title type='text'>Hungry Mind e outros nomes</title><content type='html'>Retomando o assunto mais freqüente por aqui de um mês pra cá, tive novas idéias para nomes de domínios. Acordei com “hungry mind” na cabeça, e achei um nome excelente. Remete a dois domínios de que eu gosto e já citei anteriormente: workforfood, pela ligação com comida, e wanderingabout, pois dá idéia de alguém curioso, instigado e criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o nome soe pretensioso, por isso qero complementá-lo com uma ilustração bem humorada, como um cérebro com dentadura ou uma silhueta de cabeça mordida. Esta última me trouxe o nome biting mind, mais descontraído, mas menos assimilável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em verter pro português, mas a carga semântica das palavras muda. Mente faminta. Combina um adjetivo esganado demais com um substantivo que me lembra psicopatia, ou no mínimo gente que decora até a vigésima casa decimal de pi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só usaria a palavra mente em trocadilhos como curiosamente, estranhamente, com a velha cabeça mordida entre o radical e o sufixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me faltava ainda o adjetivo exato, tentei aplicar o mesmo método ao inglês, mas a única palavra resultante foi nevermind, que não tem nenhuma conotação especial além de ser um disco manjado do Nirvana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última alternativa é mindcreatures, que abre várias possibilidades, com as criaturas representadas por itens do portfolio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, temos as seguintes opções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- hungrymind (.com.br, .nu)&lt;br /&gt;- bitingmind (.com, .com.br, .org, .net, .nu)&lt;br /&gt;- curiosamente, estranhamente, infinitamente, etc. (alguém sugere outros?)&lt;br /&gt;- nevermind (se bobear nem o .nu está disponível)&lt;br /&gt;- mindcreatures (.org, .net, .nu, .com.br)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são as suas preferidas? Ou vocês têm alguma outra idéia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-748469777125693818?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/748469777125693818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=748469777125693818&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/748469777125693818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/748469777125693818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/12/hungry-mind-e-outros-nomes.html' title='Hungry Mind e outros nomes'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-505591496777739647</id><published>2007-12-03T17:47:00.000-02:00</published><updated>2007-12-03T18:13:44.413-02:00</updated><title type='text'>Bandeiras e o IDH</title><content type='html'>Bandeiras revelam mais sobre um país do que ele provavelmente gostaria. Dá pra dizer com muita segurança, por exemplo, quem é rico e quem é pobre sem ter nenhum outro dado além da bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R1RhsXzZvtI/AAAAAAAAAFs/dp-vUYX009g/s1600-R/Picture+5.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R1RhsXzZvtI/AAAAAAAAAFs/ySf3KMPZ2s8/s400/Picture+5.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139840489668329170" /&gt;&lt;/a&gt;Há pouco foi divulgada a nova classificação do IDH, e a primeira coisa que me chamou a atenção foi a escassez de amarelo entre as bandeiras dos dez primeiros colocados. Só a Suécia ousou pintar a flâmula com minha cor favorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se analisarmos o ranking do IDH de acordo com as cinco cores mais comuns em bandeiras - vermelho, branco, azul escuro, amarelo e verde - vamos ver que a combinação cromática é um dos sinais mais claros do desenvolvimento humano de um país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R1Rh8HzZvuI/AAAAAAAAAF0/6R-55syISig/s1600-R/Picture+6.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R1Rh8HzZvuI/AAAAAAAAAF0/q4gVpWQmdQ4/s400/Picture+6.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139840760251268834" /&gt;&lt;/a&gt;Por exemplo, o mesmo amarelo omitido no topo da lista está fartamente representado na sua rabeira, em oito das dez postulanes a nação mais precária do mundo. Verde é cor igualmene abundante embaixo (8 de 10) e sumida em cima (1 de 10). O vermelho parece onipresente de alto a baixo, mas veja como o azul e o branco se concentram entre os primeiros colocados (6 de 10 e 9 de 10, respectivamente) e rareiam entre os últimos (3 de 10 em ambos os casos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão é óbvia: verde e amarelo são cores de países pobres; azul escuro e branco, de países ricos. Por isso a bandeira brasilera é tão adequada: você olha para a combinação cromática e entende a desigualdade social, depois olha para a composição das cores na bandeira e vê porque a classe média se sente tão acuada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-505591496777739647?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/505591496777739647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=505591496777739647&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/505591496777739647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/505591496777739647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/12/bandeiras-e-o-idh.html' title='Bandeiras e o IDH'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R1RhsXzZvtI/AAAAAAAAAFs/ySf3KMPZ2s8/s72-c/Picture+5.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8412454108191564261</id><published>2007-11-25T11:29:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T11:33:25.066-02:00</updated><title type='text'>Por que só banda velha toca em estádio?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R0l5iyKBTDI/AAAAAAAAAFc/vei8gwpg8yQ/s1600-h/3503.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R0l5iyKBTDI/AAAAAAAAAFc/vei8gwpg8yQ/s400/3503.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136770488479075378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não vou mais no show do Police. Estava decidindo se valia à pena pagar 95 reais pra ainda ter que buscar no Maracanã os ingressos, mas eles esgotaram enquanto eu matutava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem me passou pela cabeça a hipótese de um estádio de futebol completa e antecipadamente lotar pra um show de banda de rock. No panorama roqueiro atual, que conjunto mobiliza mais de dez mil pessoas quando vem ao Rio? Strokes? Franz Ferdinand? Não passam nem perto. O último que peitou Wembley com cancha de megastar foi o Oasis. Desde então sobrevivemos de bandas que parecem prontas pra decolar mas só dão vôo de galinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura indie e a internet são as maiores responsáveis pela escassez de superbandas. A primeira semeou a idéia de que é preciso estar fora do sistema pra ter qualidade, a segunda colocou milhares de bandas sem mídia ao alcance de qualquer um. As duas juntas alimentaram a idéia de que para cunhar sua identidade musical é preciso formar um portfolio vasto de bandas obscuras. É o fim de Queen, Madonna, Pink Floyd, Rolling Stones. Ninguém mais aceita o que a MTV empurra, todo mundo agora é formador de opinião. Os grupos que tem êxito suficiente para serem adotados pelos canais de mídia convencionais são subitamente esnobados. O Oasis foi o último a almejar a dinossauritude, e foi atropelado pelas críticas. Hoje nenhuma banda ousa o estrelato. A cultura indie confunde popular com vulgar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo mais claro que os Hermanos não há. Assustados com o sucesso de Ana Júlia, lançaram dois CDs mais MPBistas do que roqueiros, e em seguida um último disco quase etéreo. Querem consolidar um nicho, não arrebatar multidões. Por fim, como o frenesi não parava, e as críticas ficavam cada vez mais ácidas, a banda se separou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim das superbandas de estádio é bom para a cultura? Se pensamos em cultura como seus produtores, com certeza. Nunca houve tantas chances de se fazer ouvir, sair da garagem para o Canecão, do blog para a Saraiva. E se pensarmos do ponto de vista do público? Também é bom. As pessoas têm mais chance de encontrar uma voz que diga o que lhes interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se pensamos em cultura com a herança de um povo, estamos mal parados. Há quanto tempo não surge um romance que marca uma geração, ou um artista plástico cujo nome não se limita ao circuito de arte? Estatisticamente, não faz sentido que uma geração seja menos talentosa que outra, mas mesmo assim todos os grandes artistas do século XX nasceram antes de 1950. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lei de mercado: a oferta em demasia banaliza o produto, e embora dê voz a quem antes era injustiçado, torna cada vez mais difícil pinçar obras-primas. E se hoje cada um anda com seu póprio iPod, como vamos voltar a entoar hinos de geração?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8412454108191564261?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8412454108191564261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8412454108191564261&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8412454108191564261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8412454108191564261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/11/por-que-s-banda-velha-toca-em-estdio.html' title='Por que só banda velha toca em estádio?'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R0l5iyKBTDI/AAAAAAAAAFc/vei8gwpg8yQ/s72-c/3503.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2077445089636336340</id><published>2007-11-20T10:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-20T10:15:48.700-02:00</updated><title type='text'>Se eu pudesse colocar uma vaca na Cow Parade...</title><content type='html'>Ela seria assim.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R0LP4iKBTCI/AAAAAAAAAFU/vwmO2kIwpBU/s1600-h/cow.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R0LP4iKBTCI/AAAAAAAAAFU/vwmO2kIwpBU/s400/cow.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134895095304244258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2077445089636336340?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2077445089636336340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2077445089636336340&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2077445089636336340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2077445089636336340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/11/se-eu-pudesse-colocar-uma-vaca-na-cow.html' title='Se eu pudesse colocar uma vaca na Cow Parade...'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/R0LP4iKBTCI/AAAAAAAAAFU/vwmO2kIwpBU/s72-c/cow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6639645747536781872</id><published>2007-11-16T14:44:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T14:10:54.775-02:00</updated><title type='text'>Novo blog na praça</title><content type='html'>Pra quem já se acostumou a ler e gostar dos onipresentes comentários do Alexandre por aqui, vale a pena acessar o recém-criado &lt;a href="http:// blog.wanderingabout.com"&gt;I, wander&lt;/a&gt;, blog do meu amigo e parceiro constante de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já começa bombástico: lançou a campanha de arrecadar fundos para colocar computadores de 100 dólares numa escola. É uma idéia bonita, que vale a pena ser propagada. Segue o videozinho de divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" data="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=385757&amp;amp;server=www.vimeo.com&amp;amp;fullscreen=1&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color="&gt; &lt;param name="quality" value="best" /&gt; &lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt; &lt;param name="scale" value="showAll" /&gt; &lt;param name="movie" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=385757&amp;amp;server=www.vimeo.com&amp;amp;fullscreen=1&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vimeo.com/385757/l:embed_385757"&gt;OLPCNews one classroom at a time campaign&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.vimeo.com/user259485/l:embed_385757"&gt;alexandre van de sande&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/l:embed_385757"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6639645747536781872?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6639645747536781872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6639645747536781872&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6639645747536781872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6639645747536781872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/11/novo-blog-na-praa.html' title='Novo blog na praça'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-188727794566773634</id><published>2007-11-10T11:36:00.001-02:00</published><updated>2007-11-10T11:36:47.435-02:00</updated><title type='text'>Duvidinkas</title><content type='html'>O brainstorm de nomes de domínio superou minhas expectativas. As sugestões variaram de anagramas a palíndromos, de trocadilhos com meu nome a trocadilhos com extensões de países. Mas de todas, a que mais me seduziu foi dudinka.com. Ela abre um monte de possibilidades ótimas, mas ao mesmo tempo tem vários senões. Então pra quem não acompanhou a discussão anterior, ou continua dando idéias desmioladas, chegou a hora de estreitar o debate. Vou enumerar as qualidades e problemas que encontrei no nome, e vocês me dizem o que acham. Primeiro as qualidades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- é um nome que soa divertido;&lt;br /&gt;- remete imediatamente a jogos de tabulero. E por mais que esteja longe de ser este o meu foco de atuação, eu acharia ótimo que no futuro fosse;&lt;br /&gt;- a principal, é o nome de um lugar remoto sobre o qual ninguém tem informação. E que pode portanto ser escalafobeticamente recriado, com sua cultura peculiar, idioma intransponível, fauna e flora, história, produtos insólitos de exportação, etc. Eu adoro inventar países (o que já transpareceu aqui mais de uma vez), e acho que uma nação fictícia é uma boa metáfora para um site próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino a home com um mapa de Dudinka ilustrado com seus principais marcos geográficos, cidades e monumentos (alguns deles clicáveis). Animações esporádicas poderiam intervir ali dentro, aviões passando, ursos polares, testes nucleares, sei lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodeando o mapa, estão links para seções com informações sobre Dudinka. Algumas seções são totalmente inventadas, e outras são metáforas para o conteúdo importante do site. Alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- governo, que leva ao meu perfil e currículo&lt;br /&gt;- jornal de Dudinka &gt; blog&lt;br /&gt;- literatura &gt; outros textos&lt;br /&gt;- mercado popular &gt; portfolio de design gráfico&lt;br /&gt;- centro tecnológico &gt; portfolio de web&lt;br /&gt;- como se divertir em Dudinka &gt; portfolio de jogos&lt;br /&gt;- fronteiras &gt; uma mistura de links de amigos e países bárbaros vizinhos&lt;br /&gt;- história &gt; epopéia inventada do bravo povo dudinkita&lt;br /&gt;- fauna &gt; animais exóticos&lt;br /&gt;- e outros, que podem ser acrescentados pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico impelido a roteirizar isso tudo agora, mas não quero me dedicar enquanto não tiver certeza da validade da idéia. Algumas questões ainda me incomodam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a mesma dúvida do cartola: eu quero mesmo ser conhecido por dudinka.com pelo resto da  vida? Ou será que daqui a um ano a idéia cansa?&lt;br /&gt;- é compatível misturar país fictício com portfolio? Faz sentido um site todo metafórico de repente ficar sério? Por exemplo, ao entrar em “mercado popular”, caio numa página que descreve objetivamente projetos de design gráfico. É plausível? Se não for, dá pra contornar?&lt;br /&gt;- será que a metáfora compensa a falta de obviedade da navegação? Um visitante de primeira mão jamais vai imaginar que “como se divertir em Dudinka” vai dar num portfolio de jogos. Será que o encanto com o site fará a maioria entrar no espírito e explorá-lo, ou ninguém vai ter paciência?&lt;br /&gt;- é essa a imagem que eu quero passar a todo o meu público-alvo? Não me preocupo com outros designers nem leitores do blog, acho que estes assimilariam. Mas e clientes de freelance? Confiariam sua marca a alguém que se expõe de forma tão inusitada?&lt;br /&gt;- pode acontecer de a Dudinka real me processar se eu usar o nome deles no meu domínio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me digam vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-188727794566773634?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/188727794566773634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=188727794566773634&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/188727794566773634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/188727794566773634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/11/duvidinkas.html' title='Duvidinkas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8085096279166392228</id><published>2007-10-29T11:54:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T13:40:32.933-02:00</updated><title type='text'>Trilha sonora particular</title><content type='html'>Hoje saí de casa ouvindo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=p26-0XkE8Jg"&gt;Who's Your Baby Now?&lt;/a&gt;, do Mark Knopfler. Fiquei com a ótima impressão de início de filme de comédia, o protagonista abre a porta sorridente e toca uma música alegre pra ilustrar o seu bom humor, e segue assim até acontecer a primeira merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o meu dia não é um filme, não deu pau em nada ainda. Mas sempre se fala que a vida seria muito melhor com trilha sonora. E hoje eu tive essa exata sensação, ajudou a abrir bem minha semana. Se estiver de mal com a vida e quiser tentar também, eis a fórmula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- escolha uma canção simpática que você não ouve há muito tempo. &lt;br /&gt;- volume máximo no iPod.&lt;br /&gt;- dê o play assim que passar da porta da frente de casa. Sincronia é importantíssimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8085096279166392228?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8085096279166392228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8085096279166392228&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8085096279166392228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8085096279166392228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/10/trilha-sonora-particular.html' title='Trilha sonora particular'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1789058236195541576</id><published>2007-10-28T15:05:00.000-02:00</published><updated>2007-10-28T15:53:39.072-02:00</updated><title type='text'>Brainstorm de nomes para o meu domínio</title><content type='html'>Cartola não colou. Por mais que eu achasse simpático, não há argumentos contra a rejeição unânime. Não tenho mais nenhuma boa idéia. Chegou a hora do brainstorm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brainstorm pra quem não sabe é o processo coletivo de livre geração de idéias. É o contraponto natural ao pensador solitário. Ao contrário do gênio eremita que amassa papéis com primeiras frases para um romance de vanguarda, uma idéia num brainstorm não tem compromisso com qualidade nem lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparando com ratos num labirinto. O rato solitário fica onde está, analisando correntes de vento até se decidir pelo caminho certo até o roquefort. Os ratos do brainstorm saem correndo ao mesmo tempo por todas as entradas do labirinto, até que um tropeça no queijo por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos tentar tropeçar numa solução, pinçar uma avalanche, e quem sabe achamos por tabela um nome para o projeto final da Brenda e para a loja da Lili. Seguem as diretrizes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o nome não pode se restringir a design, deve ser geral o suficiente para englobar outras atividades criativas paralelas. Afinal, o site vai hospedar não só o meu portfolio, mas também este blog, e o que mais eu achar que deve.&lt;br /&gt;- o domínio se refere a um indivíduo, não a uma empresa. O nome não deve passar a impressão de haver uma grande organização por trás do trabalho, com almoxarifado, RH e etc.&lt;br /&gt;- o nome deve ser sonoro, mas principalmente ter carga semântica. Nada de nomes em latim que não dizem nada, por exemplo. No entanto, desde que passe uma mensagem (qualquer que seja), não há barreiras lingüísticas.&lt;br /&gt;- humor é sempre bom.&lt;br /&gt;- sintam-se livres para desrespeitar qualquer regra. Elas são só um parâmetro, mas isso é um brainstorm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1789058236195541576?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1789058236195541576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1789058236195541576&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1789058236195541576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1789058236195541576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/10/novo-nome-para-o-meu-domnio.html' title='Brainstorm de nomes para o meu domínio'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6117464532548606160</id><published>2007-10-24T00:06:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T00:08:55.450-02:00</updated><title type='text'>Um domínio pra chamar de meu</title><content type='html'>Preciso de um nome para o meu portfolio online. Desisti de dar a ele o meu próprio. Batizar seu site com nome e sobrenome  já está muito batido, ainda mais agora que até nas extensões tem gente inovando. Outro dia encontrei uma agência cujo endereço era &lt;a href="http://www.gringo.nu"&gt;gringo.nu&lt;/a&gt;. A crueza e a estranheza de uma extensão como essa antecipam o impacto do site, mesmo que ele não seja impactante. Queria poder usá-la no meu portfolio, mas rodrigorego.nu acabaria em escândalo. Rodrigorego.com também não pega muito bem, embora seja definitivamente melhor que rodrigorego.sem. Meu nome ficaria mesmo trágico num site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de nomes que reforcem o clima do site. Adoro &lt;a href="http://www.wanderingabout.com"&gt;wanderingabout&lt;/a&gt;, do Alexandre VdS. Bem legal também é um outro .nu, &lt;a href="http://www.workforfood.nu"&gt;workforfood&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca daria ao meu site um nome descritivo demais, tipo companiadedesign.com, até porque ele não vai se limitar à minha área de atuação profissional. Quero que tenha um pouco de tudo, e embora um marqueteiro convencional vá me aconselhar a não misturar webdesign com contos, printable games com blog e design gráfico com tiras em quadrinho, eu sinto necessidade de colocar todas essas vertentes criativas na internet, e melhor do que dispersá-las em seis sites perdidos é juntar tudo num quase portal levemente ególatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em chamá-lo de cartola. Cartola.nu, ou cartolaalgumacoisa.com ou .net. Gosto da imagem da cartola e das coisas que saem de dentro dela para representar o meu trabalho. Me passa a idéia de algo extremamente inventivo e ágil, pra não falar em mágico. E posso ainda justificar o nome com uma ilustração do tipo exuberante na home, com o menu do site e mais um monte de balangandãs fazendo movimentos aleatórios saindo de dentro da cartola vetorial. Depois posso estender essa mesma identidade para outros itens de comunicação pessoal, como um cartão de visita. Posso apresentar numa página “sobre mim” uma foto com a mesma cartola da home colocada artificialmente na minha cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra brincar dá de monte. A idéia é boa. A pergunta é: será que é através desse endereço que eu quero ficar conhecido por longos anos? A ilustração, a identidade, e até a cartola eu posso tirar do site sem grande prejuízo, mas mudar o domínio é mais complicado. É como mudar de telefone ou email, as pessoas passam anos se tentando se comunicar com o antigo. Será que cartola.com ou similar tem cancha para virar a minha identidade permanente na web?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*   *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/.nu"&gt;a origem da extensão .nu&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6117464532548606160?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6117464532548606160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6117464532548606160&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6117464532548606160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6117464532548606160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/10/um-domnio-pra-chamar-de-meu.html' title='Um domínio pra chamar de meu'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3172416260552217285</id><published>2007-10-19T14:08:00.000-02:00</published><updated>2007-10-19T14:30:06.418-02:00</updated><title type='text'>O que é pirataria?</title><content type='html'>Aliás, o que é pirataria e o que não é? Pra mim é fácil: dividir música, filme, livro, software e etc. é ético. Comprar e vender, fomentar um mercado que lucre com a obra alheia é antiético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comprar DVD no camelô é antiético.&lt;br /&gt;- Baixar música no LimeWire é ético.&lt;br /&gt;- Copiar os CDs do seu amigo ou xerocar o livro de medicina é ético.&lt;br /&gt;- Copiar DVD do camelô é antiético.&lt;br /&gt;- Compartilhar um filme antes de ele ser lançado em DVD é antiético. Pressupõe que o arquivo teve origem em alguém que não o comprou (e que, portanto, não tem o direito de compartilhá-lo).&lt;br /&gt;- Burlar senhas e esquemas de segurança que impedem um software de ser copiado é ético. Uma empresa não deveria ter o direito de impedir que seu software seja compartilhado. Ainda mais cobrando o preço que a maioria cobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas eu queria ser juiz, só para abrir uma porção de jurisprudências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3172416260552217285?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3172416260552217285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3172416260552217285&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3172416260552217285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3172416260552217285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/10/o-que-pirataria.html' title='O que é pirataria?'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2445947003150753749</id><published>2007-10-18T22:08:00.000-02:00</published><updated>2007-10-18T23:04:01.781-02:00</updated><title type='text'>Criptocríticas: Tropa de Elite</title><content type='html'>Tropa de Elite suscitou dois tipos de debate. Primeiro, sobre a pirataria. Depois que estreou, sobre o seu suposto fascismo. Não vi ainda, por isso vou criptocriticar a polêmica, e não a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro a contradição que os dois debates geram quando postos lado a lado. O povão que babou de prazer em massa com os métodos do Bope aceita a tortura e concorda que é a pleiboizada maconheira que sustenta o tráfico. Engraçado. Pois se todo mundo comprou o filme no camelô, não estão incentivando um outro tipo de comércio ilegal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse traficante, já saberia o que vender se as drogas forem descriminalizadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2445947003150753749?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2445947003150753749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2445947003150753749&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2445947003150753749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2445947003150753749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/10/criptocrticas-tropa-de-elite.html' title='Criptocríticas: Tropa de Elite'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1846742512109539504</id><published>2007-10-02T22:27:00.001-03:00</published><updated>2007-10-03T15:57:53.649-03:00</updated><title type='text'>Criptocríticas: O Mundo de Andy</title><content type='html'>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;Eu e Paula temos cada um suas paixões artísticas já embasadas, consolidadas mas nem sempre coincidentes. Por isso cada vez que um tenta entronizar o outro em seu panteão particular é como um duelo em que aplaudir no final equivale a admitir a derrota. Foi assim com Calvino e Vida de Brian, que ela agora adora, mas com o Mundo de Andy não devo ter passado de um empate, o que me leva a pensar na razão de eu achar tão sensacional um filme que ninguém dá por mais que mediano. Não é o melhor do Milos Forman. Jim Carrey costuma render mais bilheteria. Mas melhor que ambos, o trunfo do filme é o comediante Andy Kaufman, o biografado. Se eu me identifico? Claro. Parte da sua graça vinha de enganar o público com mentiras mirabolantes (pronto, entreguei minha fonte de inspiração), a ponto de alguns duvidarem de sua morte mesmo vinte anos depois. A outra parte vem da mistura única de grosseria e ternura que ele usa em seus números. Segue o Supermouse, um dos meus favoritos.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param value="http://youtube.com/v/AHG9jp6s1OI" name="movie"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/AHG9jp6s1OI" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1846742512109539504?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1846742512109539504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1846742512109539504&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1846742512109539504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1846742512109539504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/10/criptocrticas-o-mundo-de-andy.html' title='Criptocríticas: O Mundo de Andy'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2296778519953227502</id><published>2007-09-26T13:28:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T13:32:09.006-03:00</updated><title type='text'>Revolução na Neurociência!</title><content type='html'>Acabo de descobrir que o homem nunca será capaz de desvendar seu próprio cérebro. É questão rasteira de lógica: se o cérebro humano fosse simples o suficiente para nossa compreensão, nós seríamos burros demais para entendê-lo. Mas se possuíssemos a inteligência necessária para explicá-lo, ele seria sofisticado demais para o nosso entendimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2296778519953227502?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2296778519953227502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2296778519953227502&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2296778519953227502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2296778519953227502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/09/revoluo-na-neurocincia.html' title='Revolução na Neurociência!'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5052653024533407919</id><published>2007-09-21T15:18:00.001-03:00</published><updated>2007-09-21T15:24:16.754-03:00</updated><title type='text'>Afinal, o que são Printable Games?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RvQMDsvtHPI/AAAAAAAAAFA/NocLQg-bgsc/s1600-h/geek.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 169px; height: 183px;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RvQMDsvtHPI/AAAAAAAAAFA/NocLQg-bgsc/s200/geek.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112724734662745330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essa foi a pergunta que Alexei Zandereiev tentou responder em sua palestra, a última do 2o Encontro de Fabricantes e Aficionados por Brinquedos, no hotel Glória. Alexei é russo, natural de Omsk, e para ele jogos de tabuleiro, assim como músicas e filmes, não precisam mais ser comprados nestes tempos de cultura livre. Os Printable Games são jogos em formato .pdf disponíveis gratuitamente para impressão na internet, já prontos para se jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia começou a se disseminar através do site &lt;a href="http://www.freegames.co.ru/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;www.freegames.co.ru/&lt;/a&gt;, que por ter sido todo desenvolvido em russo, limitou a influência à Ásia Central. Formou um público pequeno, mas devotado. Tanto que a comunidade geek turcomena, fascinada pelo conceito, estava traduzindo o conteúdo para o inglês, e daí para ganhar o mundo no boca a boca seria um pulo. Alexei, surpreso com o sucesso, já negociava um servidor mais robusto quando seu projeto sofreu um grande baque: robôs de busca da censura chinesa acharam o site, e confundindo o nome do domínio com uma apologia à liberdade, bloquearam-no. Zandereiev, sem backup, tenta reconstruir os Printable Games, e na busca por parceiros para a empreitada, concedeu essa entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como veio a inspiração para os Printable Games?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexei Zandereiev:&lt;/span&gt; Eu me interesso pelo segmento de jogos e brinquedos desde pequeno, embora dos onze anos pra cá tenha perdido muito do entusiasmo inicial. Quando me formei na faculdade, já não tinha mais nenhum contato com jogos de tabuleiro. Fiquei seis anos trabalhando como contador da indústria pesqueira no mar Aral, mas quando as fábricas começaram a falir, perdi meu sustento. Sem dinheiro, peguei uma caravana pelos estepes de volta para a casa dos meus pais. Nos três dias de viagem, passei a observar como os condutores usavam selas de cavalo, tocos de madeira e carvão para inventar jogos maravilhosos e se divertir nas noites de acampamento. Decidi que se conseguisse trazer esse hábito para a cidade, poderia conscientizar as pessoas de que elas têm capacidade fazer seus próprios jogos com qualidade quase igual à dos jogos industrializados, e sem nenhum custo. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Mas os Printable Games têm algumas limitações. Não é todo jogo que pode ser transformado num Printable.\u003cbr\&gt;AS.: Sim, porque ao contrário dos velhos cavaleiros cossacos, os ocidentais não têm tempo para esculpir selas de cavalo nem desenhar em forros de couro. Mas têm impressoras, e mesmo as impressoras mais fuleiras de hoje podem reproduzir com uma precisão e vivacidade de cores fantástica. A imensa maioria dos jogos de tabuleiro mais queridos, como Detetive e Banco Imobiliário, podem ser adaptados para impressão caseira.\n\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Quantos jogos você já adaptou?\u003cbr\&gt;AS.: Três. Mas a idéia foi tão bem aceita por internautas russófonos, que os Printable Games hoje se contam às dezenas. \u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Vocês também criam jogos de tabuleiro originais?\u003cbr\&gt;\nAS.: Claro. Adoro. E apesar de parecer imaturo ver um adulto barbado projetando jogos de tabuleiro, acho que o que estou fazendo pode ser relevante em breve. Pois como o donwload é gratuito, pode ser que os melhores jogos se tornem realmente populares depois de um boca-a-boca favorável. Quando estrear o novo site, vou publicar novos jogos, meus e de quem mais quiser enviar. A maioria vai ser ruim, mas o número de downloads e as avaliações positivas vão revelar quais são os jogos que têm potencial para tornarem-se clássicos como são o War, o Detetive, etc.\n\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;E para os candidatos a game designer, quais são as recomendações?\u003cbr\&gt;AZ.: A primeira e mais importante é oferecer os .pdf &amp;#39;s também em formatos A4 e carta, seguindo o padrão internacional, e não apenas no formato semi-tronco.\n\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Formato semi-tronco?\u003cbr\&gt;AZ.: É uma medida comum das tribos nômades dos Cáucasos que perdura até hoje. Usavam nas gaiolas que expunham pedaços dos guerreiros inimigos. No Brasil vocês provavelmente já seguem um dos padrões internacionais, então imagino que essa regra não é tão preocupante. Outra recomendação para quem quiser adaptar jogos existentes é mudar a diagramação e as ilustrações originais, para respeitar as leis de direito autoral. Fazer linhas de corte para que se saiba como cortar o jogo depois de impresso. Usar o formato quadrado ou retangular para todos os elementos do jogo, pois são mais práticos de cortar. Evitar tabuleiros grandes, que requeiram mais de uma folha para serem impressos, e não prever a utilização de peças tridimensionais, a não ser dados e peões, que se pode tomar emprestado de um ludo qualquer. E por fim: regras muito simples. Ninguém quer passar horas aprendendo os detalhes de pontuação de um Printable Game. \n",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas os Printable Games têm algumas limitações. Não é todo jogo que pode ser transformado num Printable.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZ:&lt;/span&gt; Sim, porque ao contrário dos velhos cavaleiros cossacos, os ocidentais não têm tempo para esculpir selas de cavalo nem desenhar em forros de couro. Mas têm impressoras, e mesmo as impressoras mais fuleiras de hoje podem reproduzir com uma precisão e vivacidade de cores fantástica. A imensa maioria dos jogos de tabuleiro mais queridos, como Detetive e Banco Imobiliário, podem ser adaptados para impressão caseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quantos jogos você já adaptou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZ:&lt;/span&gt; Três. Mas a idéia foi tão bem aceita por internautas russófonos, que os Printable Games hoje se contam às dezenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vocês também criam jogos de tabuleiro originais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZ:&lt;/span&gt; Claro. Adoro. E apesar de parecer imaturo ver um adulto barbado projetando jogos de tabuleiro, acho que o que estou fazendo pode ser relevante em breve. Pois como o donwload é gratuito, pode ser que os melhores jogos se tornem realmente populares depois de um boca-a-boca favorável. Quando estrear o novo site, vou publicar novos jogos, meus e de quem mais quiser enviar. A maioria vai ser ruim, mas o número de downloads e as avaliações positivas vão revelar quais são os jogos que têm potencial para tornarem-se clássicos como são o War, o Detetive, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E para os candidatos a game designer, quais são as recomendações?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZ:&lt;/span&gt; A primeira e mais importante é oferecer os .pdf 's também em formatos A4 e carta, seguindo o padrão internacional, e não apenas no formato semi-tronco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Formato semi-tronco?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZ:&lt;/span&gt; É uma medida comum das tribos nômades dos Cáucasos que perdura até hoje. Usavam nas gaiolas que expunham pedaços dos guerreiros inimigos. No Brasil vocês provavelmente já seguem um dos padrões internacionais, então imagino que essa regra não é tão preocupante. Outra recomendação para quem quiser adaptar jogos existentes é mudar a diagramação e as ilustrações originais, para respeitar as leis de direito autoral. Fazer linhas de corte para que se saiba como cortar o jogo depois de impresso. Usar o formato quadrado ou retangular para todos os elementos do jogo, pois são mais práticos de cortar. Evitar tabuleiros grandes, que requeiram mais de uma folha para serem impressos, e não prever a utilização de peças tridimensionais, a não ser dados e peões, que se pode tomar emprestado de um ludo qualquer. E por fim: regras muito simples. Ninguém quer passar horas aprendendo os detalhes de pontuação de um Printable Game. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;A simplicidade seria então a chave para fazer um Printable Game de sucesso?\u003cbr\&gt;AZ.: Exatamente. A internet acostumou mal as pessoas. Ninguém mais quer sair de casa para comprar um jornal, ninguém mais quer pagar por nada. Se os jogos de tabuleiro não se adaptarem a essas novas exigências, serão superados pelos jogos casuais em Flash, pela Paciência, FreeCell e Mahjong. Às vezes acho que só em pedir que os internautas recortem as cartas, já estou querendo muito. Sonho em projetar um jogo que sai pronto da impressora. Não sei se consigo sozinho. A comunidade dos Printable Gamers um dia chega lá.\n",0] ); D(["ce"]);  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A simplicidade seria então a chave para fazer um Printable Game de sucesso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AZ:&lt;/span&gt; Exatamente. A internet acostumou mal as pessoas. Ninguém mais quer sair de casa para comprar um jornal, ninguém mais quer pagar por nada. Se os jogos de tabuleiro não se adaptarem a essas novas exigências, serão superados pelos jogos casuais em Flash, pela Paciência, FreeCell e Mahjong. Às vezes acho que só em pedir que os internautas recortem as cartas, já estou querendo muito. Sonho em projetar um jogo que sai pronto da impressora. Não sei se consigo sozinho. A comunidade dos Printable Gamers um dia chega lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5052653024533407919?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5052653024533407919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5052653024533407919&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5052653024533407919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5052653024533407919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/09/afinal-o-que-so-printable-games.html' title='Afinal, o que são Printable Games?'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RvQMDsvtHPI/AAAAAAAAAFA/NocLQg-bgsc/s72-c/geek.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1625681872930498206</id><published>2007-09-13T22:49:00.001-03:00</published><updated>2007-09-13T22:49:34.601-03:00</updated><title type='text'>Criptocríticas: Santiago</title><content type='html'>Vi esse documentário semi-acordado, mas ainda assim pude tirar dele uma grande lição. O filme conta sobre o mordomo Santiago, que dedicou a vida a relacionar membros da aristocracia de todos os povos em todas as épocas, dos franceses aos hititas, dos búlgaros aos cheyennes. Quando, quase no fim da projeção, Santiago diz querer que suas 35 mil páginas manuscritas sejam incineradas após sua morte, está sem saber revitalizando o niilismo. Pois se a vida é uma sucessão de desimportâncias entre o nascimento e a morte, a única forma de lhe dar significado é dedicá-la a uma única tarefa, absurda e hercúlea, para ser cumprida sem questionamentos. A relação de aristocratas que Santiago cataloga diariamente, por mais inútil que seja, tornou sua existência muito mais marcante do que a da imensa maioria da população do formigueiro. Por que então deveria ela sobreviver à sua morte? Espero que este blog também seja incinerado quando chegar a minha hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1625681872930498206?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1625681872930498206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1625681872930498206&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1625681872930498206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1625681872930498206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/09/criptocrticas-santiago.html' title='Criptocríticas: Santiago'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1817747186795571111</id><published>2007-09-13T22:41:00.000-03:00</published><updated>2007-09-13T22:49:07.162-03:00</updated><title type='text'>Criptocríticas</title><content type='html'>Se algum investidor estiver lendo, eis a minha idéia para um site de Web 2.0: se chamaria Critcl.com, uma comunidade de resenhistas. Internautas adoram escrever críticas sobre filmes, livros, discos, qualquer coisa. Elaboram textos imitando o jargão jornalístico só para fingir que sua opinião é relevante e construir uma personalidade através do elenco de objetos criticados. Ninguém nunca lê, mas assim mesmo a tendência tem crescido tanto que acho que merece um site só dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critcl.com. O sujeito dá nome e senha, e já aparecem na tela os assuntos sobre o qual ele pode ter interesse em discorrer. Cinema? Música? Arte? Gastronomia? Turismo? As opções são muitas. Feitas as escolhas, ele procura numa base de dados emprestada de fontes especializadas (Amazon, Guia Michelin, Lonely Planet), aquilo que tem interesse em criticar. Põe a cotação de estrelas em cima, e tome resenha. Resenhas para “A menina que roubava livros”, para o novo Fasano Al Mare, para o último modelo da Nikon CoolPix, muitas resenhas, todas enfadonhas, todas perdidas no enxame de informação da internet, mas com estrelas em cima que somadas às outras milhares de estrelas dadas ao mesmo objeto, ajudam a julgar sua real qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí nada muito diferente da Amazon, exceto por estarmos falando de um site de relacionamentos, em que as pessoas depositam informações extras em seus perfis. Portanto posso filtrar as críticas de “A menina que roubava livros” por região, para saber a opinião só dos brasileiros sobre o livro, ou apenas dos amigos, ou só de quem gostou de “Marley e eu”, ou estuda na mesma faculdade, e dessa forma embasar mais fortemente as críticas, viabilizando até a sua efetiva leitura, em que pese a imitação do jargão jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto este blog não for lido por investidores, tenho que arrumar outra maneira de viabilizar a leitura das críticas, inclusive as minhas, que também gosto de fingir que minha opinião é relevante. Uma das poucas vezes que me aventurei neste filão, publiquei três tomos sobre o livro “Vida, Modo de Usar”, que muito acertadamente quase ninguém leu. Então decidi fazê-las mais curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Criptocríticas terão no máximo quinze linhas de chateação, tão pouco que você termina antes de perceber que está se aborrecendo. Elas serão uma nova sessão aqui neste blog, escritas sempre que alguma coisa despertar mais do que um gostei ou não gostei. Mas sempre curtas, nunca mais de quinze linhas. Segue a primeira no post acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1817747186795571111?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1817747186795571111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1817747186795571111&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1817747186795571111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1817747186795571111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/09/criptocrticas.html' title='Criptocríticas'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-4327098918755013492</id><published>2007-09-05T23:57:00.001-03:00</published><updated>2007-09-05T23:57:55.182-03:00</updated><title type='text'>A versão do motorista</title><content type='html'>Prosseguindo o tema do transporte público. Hoje de manhã testemunhei um diálogo sensacional entre motorista e trocadora do 175, sobre as diferenças  entre dirigir um ônibus comum ou o ônibus do metrô. Fui anotando enquanto eles falavam, e o resultado é um ponto de vista bem diferente do comum sobre a forma certa de conduzir um ônibus na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Eu paro, abro a porta, o passageiro entra. Eu fecho a porta. “Bom dia, eu sou o condutor tal. Próximo ponto, tal.”  Fica um papel pra você saber todos os pontos. Aí só depois de fechar a porta que eu posso andar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Mas tem que falar isso tudo em todo ponto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Tem. E aí vamos supor que o passageiro vem correndo na rua fazendo sinal. Se eu já fechei a porta, não pode abrir de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Não pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Não. E se eu abrir, você fica me controlando. A bilheteira fica com um radinho na mão se comunicando com a central. Se eu abrir, ou se eu fechar alguém, você fala pra central, e a central depois me pune.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Eu acho errado não poder abrir a porta pro passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Não. O metrô abre a poarta depois que fecha? Não abre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: E também não posso ficar parando pingadinho qu enem a gente faz aqui não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Não. Só onde tem a placa do metrô. Ali uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: E só pode parar ali?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: É. Pára e fala, “Bom dia, eu sou o condutor tal”. Todo ponto. Eu não agüentei não. É quem sobe que tem que dar bom dia, não eu. Eu só dou bom dia se me derem bom dia. Se não quiser, eu fico quieto, se der bom dia aí eu falo com o passageiro. Deu quinze dias cravado eu não agüentei, saltei fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: E tem também que vamos supor que o camarada me fecha aqui. Que que eu faço, eu vou ali na frente e fecho ele de novo. Ônibus do metrô não, tem que andar retinho. Senão a bilheteira fala com a  central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Eu tenho que dar bom dia também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Tem. Só não precisa dizer o nome. Eu nunca mais dirijo ônbus do metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: Mas você não dirigiu no sábado passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Foi que eu cheguei atrasado na garagem, aí o despachante falou, pega o ônibus do Pan. Mas por mim não pegava nunca mais. “Bom dia, eu sou o condutor tal!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T: É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Mas eu não falo. Da vez passada veio uma passageira e falou “A sua empresa não instruiu você não?” Aí eu falei, “Sobre o quê?” . “Como você tem que tratar o cliente!” Ah, brincadeira! “Eu sou o condutor tal!”  Fala sério. Não agüentei não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-4327098918755013492?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/4327098918755013492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=4327098918755013492&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4327098918755013492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4327098918755013492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/09/verso-do-motorista.html' title='A versão do motorista'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1007867013158302341</id><published>2007-08-25T13:35:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T14:45:42.914-03:00</updated><title type='text'>Como se posicionar num ônibus cheio</title><content type='html'>Sempre que eu dirijo tenho a impressão de que vou matar alguém, por isso é raro alguém me flagrar ao volante. Até pegava o carro com mais freqüência nos primeiros meses de namoro, mas desde o incidente com a colméia que eu e Paula concluímos que todo mundo ganharia se fosse ela a motorista oficial. E desde que assumi o controle do porta-luvas, suas crises de hipertensão diminuíram muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tenho sido a vida inteira um passageiro de ônibus. Hoje se completam quinze anos da minha primeira viagem sozinho, e nesta data festiva resolvi passar adiante todos os meus conhecimentos acumulados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aula de hoje é a mais importante de todas: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como se posicionar num õnibus cheio para garantir um assento rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos construir o seguinte cenário: duas pessoas entram no ônibus no seu ponto, uma velhinha e você. Você educadamente lhe concede a frente.  Ela passa na roleta, você passa na roleta. Ela pega o último lugar vago no ônibus e você amaldiçoa três gerações dela por ter que ficar em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para quê tanto escarcéu? Pensemos pela metade cheia do copo. Ela se sentou no pior lugar do ônibus, na última fileira, entre a janela e o banco do corredor. Está sufocada por um sujeito sinistro, supostamente dormindo, coma cara enfiada na toca de hip-hop, e por um gordo esfarelento com seu saco de Ruffles. Você tem o ônibus para si. O próximo assento a vagar vai ser seu, e será melhor que o da velhinha. Isso nos leva à primeira lição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1: Nunca sente no pior lugar do ônibus.&lt;/span&gt; Ficar em pé é investir num assento melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nem sempre você será o único em pé. Pessoas entram para  a disputa, ou você é que entra pra disputar com elas. Nesse ambiente hostil começam a se formar áreas de influência. A sua área de influência é a fatia de bancos cujas vagas serão incontestavelmente suas, de acordo com as leis da proximidade. Procure sempre ter a maior área de influência possível. Isso leva a duas novas lições:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;2: Se houverem poucos concorrentes, posicione-se entre o último deles e os fundos do ônibus.&lt;/span&gt; Faça o possível para obstruir a passagem dos novos concorrentes. Quando não for mais viável, adote a lição #3.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgPhsJZI/AAAAAAAAAEI/y3oWSwGv6zI/s1600-h/licao2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgPhsJZI/AAAAAAAAAEI/y3oWSwGv6zI/s400/licao2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102678987292550546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3: Posicione-se sempre no meio da maior lacuna que houver no ônibus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgfhsJaI/AAAAAAAAAEQ/R34KozY_HcI/s1600-h/licao3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgfhsJaI/AAAAAAAAAEQ/R34KozY_HcI/s400/licao3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102678991587517858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Algumas vezes, entretanto, o ônibus está tão cheio que não existem lacunas, e as áreas de influência ficam restritas. Nessas horas, existem duas táticas possíveis, descritas nas duas próximas lições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4: Posicionamento em trinca.&lt;/span&gt; Quando assume essa formação, o passageiro garante uma área de influência de três bancos. Ele se posiciona entre dois bancos de uma das fileiras, ganhando o direito de se sentar num dos dois bancos ao seu redor ou no banco diretamente atrás.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgvhsJbI/AAAAAAAAAEY/D0rCKu2xgow/s1600-h/licao4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgvhsJbI/AAAAAAAAAEY/D0rCKu2xgow/s400/licao4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102678995882485170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas é preciso ter timing para saber até quando sustentar essa posição, pois conforme o ônibus vai enchendo as pessoas vão se acomodando onde for possível, e os vizinhos cada vez mais espremidos podem te deixar sem direito a nenhum assento.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBqjPhsJfI/AAAAAAAAAE4/LCPD49EvQiY/s1600-h/licao4.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBqjPhsJfI/AAAAAAAAAE4/LCPD49EvQiY/s400/licao4.1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102695531506574834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4A:&lt;/span&gt; A melhor posição para a trinca é nos fundos do ônibus, desde que você não se incomode com o sacolejo e o aperto. Com uma trinca de fundos você ganha direito a nove assentos, mesmo com o ônibus cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgvhsJdI/AAAAAAAAAEo/XoV_X3pKMsE/s1600-h/licao4a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgvhsJdI/AAAAAAAAAEo/XoV_X3pKMsE/s400/licao4a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102678995882485202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5: Para ônibus realmente lotados, é preferível o posicionamento unitário.&lt;/span&gt; Coloque uma das mãos na alça de ferro de um dos bancos, e a outra na barra vertical vizinha. Isso faz de você o postulante inegável para o banco que envolveu, posição que pode ser garantida até nos ônibus mais cheios.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBqi_hsJeI/AAAAAAAAAEw/mDZG8HyzJoE/s1600-h/licao5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBqi_hsJeI/AAAAAAAAAEw/mDZG8HyzJoE/s400/licao5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102695527211607522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5A:&lt;/span&gt; A menos que você seja um entusiasta da janelinha, nunca se posicione em frente a marido e mulher, mãe e filho ou mesmo duas pessoas conversando. A probabilidade de que ambos saiam juntos é grande, diminuindo as chances de vagar um assento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você já sabe o básico sobre posicionamento em ônibus. Olhe no relógio. Hora de sair do trabalho? Hora de ir pra faculdade? Vá praticando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1007867013158302341?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1007867013158302341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1007867013158302341&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1007867013158302341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1007867013158302341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/08/como-se-posicionar-num-nibus-cheio.html' title='Como se posicionar num ônibus cheio'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RtBbgPhsJZI/AAAAAAAAAEI/y3oWSwGv6zI/s72-c/licao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-9045568604783761360</id><published>2007-08-21T09:26:00.001-03:00</published><updated>2007-08-21T09:26:37.391-03:00</updated><title type='text'>5 razões para não gostar do filme dos Simpsons</title><content type='html'>1: Eles embarcam numa missão para salvar o mundo. Por que toda série de desenho animado, quando transposta para o cinema, ganha uma trama megalomaníaca? Beavis and Butthead, South Park, Bob Esponja, até a Turma da Mônica salva o mundo. Os Simpsons podiam, pra variar, agir como uma típica família americana sentada no sofá, apenas reagindo a pequenas situações insólitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2: Homer virou o único personagem engraçado da família. Os demais apenas servem de escada para suas trapalhadas cada vez mais aventurescas e menos condizentes com o perfil de um pai de família acomodado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3: Personagens hilários como Moe, Krusty, Palph e o diretor Skinner aparecem apenas de relance, enquanto os Flanders, que também são hilários, ocupam meio filme. E a figuração do fundamental Sr. Burns justamente numa trama sobre meio ambiente é inadmissível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4: Trama sobre meio ambiente, francamente. Esperava-se mais criatividade do enredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5: A maioria das piadas não são particularmente inspiradas. Claro, eu e o cinema inteiro rimos do início ao fim. Mas o que faz o filme ser tão engraçado então? A primeira razão é o que a série tem de melhor: o timing. As piadas nunca chegam sozinhas, antes de assimilar a primeira vêm outras duas reforçar o golpe, multiplicando o riso. A segunda razão é que a platéia já entra no cinema ganha.  Simpsons é dos raros produtos que agrada a qualquer um. É cool gostar dos Simpsons, então todo mundo dá o seu melhor pra rir bastante. Só eu que sou rabugento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-9045568604783761360?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/9045568604783761360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=9045568604783761360&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/9045568604783761360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/9045568604783761360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/08/5-razes-para-no-gostar-do-filme-dos.html' title='5 razões para não gostar do filme dos Simpsons'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-213003569670907519</id><published>2007-08-16T15:14:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T15:21:01.619-03:00</updated><title type='text'>A primeira vez que senti falta de uma câmêra no celular</title><content type='html'>Deus me livre enfiar a mão em cumbuca ufanista sobre o Rio. A cidade tem mil problemas e não sou eu que vai ficar martelando burramente nas qualidades. Mas hoje de manhã, no Leblon, vi pela janela do ônibus uma cena que só aqui é possível: um sujeito, seus cinqüenta e muitos anos, bigodão desses que prende espuma de chope, todo penteado, engravatado dos pés à cabeça. Indo pro trabalho? Não. Um pranchão de surfe longboard debaixo do braço. Tivesse câmera no celular, tirava foto, mas infelizmente minhas tecnologias não evoluíram tanto quanto a dos outros, e pela primeira vez, fez falta. Fica ao menos o registro escrito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-213003569670907519?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/213003569670907519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=213003569670907519&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/213003569670907519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/213003569670907519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/08/primeira-vez-que-senti-falta-de-uma.html' title='A primeira vez que senti falta de uma câmêra no celular'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1526936281238639502</id><published>2007-08-09T22:52:00.002-03:00</published><updated>2007-08-09T22:53:15.295-03:00</updated><title type='text'>Charada furada</title><content type='html'>O que têm em comum os números 4, 5 e 6, que nenhum outro número tem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1526936281238639502?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1526936281238639502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1526936281238639502&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1526936281238639502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1526936281238639502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/08/charada-furada.html' title='Charada furada'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3518588275566270216</id><published>2007-08-09T22:52:00.001-03:00</published><updated>2007-08-09T22:52:43.169-03:00</updated><title type='text'>A vida paralela do aparentemente pacato e tímido Rodrigo Rego</title><content type='html'>Que sempre foi bom aluno na escola, teve sucesso discreto na universidade, faz seu trabalho com competência, ama a família e é fiel à namorada. De tão aparentemente tímido e pacato, de tão medianamente bem apessoado e enfadonho, compõe como poucos a paisagem humana ao seu redor. Mas que esconde este figurante de opiniões convencionais quando se mete dentro da cabine telefônica? Que faz quando se afasta do seu círculo sociale chega em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, atualmente, durmo. Me arrasto até a cama, me cubro, babo pra direita e só acordo no dia seguinte. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que eu me orgulhava dos meus limitados superpoderes. Por superpoderes me refiro ao entusiasmo para me embrenhar em pequenos projetos autorais, alheios à rotina diária. Sempre tive muito orgulho desses empreendimentos, independente de suas qualidades artísticas, apenas por sentir que estava construindo alguma coisa, ao contrario da maioria das pessoas que se desvencilha de suas obrigações para gastar seu tempo no telefone, no messenger, dormindo ou jogando videogame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acúmulo de horas gastas nessas empreitadas particulares geraram um patrimônio considerável, de qualidade facilmente contestável aos olhos de hoje, mas ao menos um volume impressionante. Uma lista aproximada inclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 2 romances policiais&lt;br /&gt;- 2 projetos de romance&lt;br /&gt;- 21 contos&lt;br /&gt;- 3 conjuntos completos de personagens de quadrinhos&lt;br /&gt;- umas 50 tirinhas em quadrinhos, 6 delas publicadas em jornal&lt;br /&gt;- 2 charges, ambas publicadas em jornal&lt;br /&gt;- 1 letra de música&lt;br /&gt;- umas 10 traduções e versões de músicas, para o português, inglês e alemão&lt;br /&gt;- umas 30 caricaturas, entre artistas e conhecidos&lt;br /&gt;- pelo menos 12 projetos de design idiossincráticos o suficiente apra serem chamados de pessoais.&lt;br /&gt;- 127 posts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que tenho um emprego que me consome em média doze horas por dia, me sinto como uma das inúmeras pessoas criativas que se deixaram dragar pela realidade adulta. Meu sonho de me sustentar com um trabalho não-subordinado, criativo, prazeroso e engraçado, ou ao menos manter a minha rotina de projetos paralelos a margem de um emprego convencional não sobreviveu nem ao primeiro semestre após a faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sintoma mais evidente foi o recesso de mais de um mês deste blog – aliás, sete dias além do tempo estipulado. Mas ontem, depois de uma conversa com minha mãe sobre os caminhos que minha vida tem seguido, decidi que se não dá pra alterar o curso principal agora sem solavanco, então que ao menos era hora de retomar minhas atividades paralelas – e a volta dos posts semanais é só a primeira delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora alardear o retorno seja quase sempre o passo anterior à admissão da derrota, não paro por aqui no anúncio das boas notícias. Podem me cobrar para setembro a entrada do meu site no ar, e a partir daí, outras novidades virão. Promessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3518588275566270216?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3518588275566270216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3518588275566270216&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3518588275566270216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3518588275566270216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/08/vida-paralela-do-aparentemente-pacato-e.html' title='A vida paralela do aparentemente pacato e tímido Rodrigo Rego'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1872414144124672710</id><published>2007-08-09T22:51:00.000-03:00</published><updated>2007-08-09T22:52:00.629-03:00</updated><title type='text'>Resposta da charada furada</title><content type='html'>Quem estiver lendo pelo leitor de feeds, em que a ordem dos posts geralmente se inverte, melhor ler a charada embaixo antes de bisbilhotar a resposta. Que aliás, é: são os únicos números que representam a mesma quantidade de tracinhos necessários para escrevê-los em formato digital (tipo relógio de pulso)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1872414144124672710?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1872414144124672710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1872414144124672710&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1872414144124672710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1872414144124672710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/08/resposta-da-charada-furada.html' title='Resposta da charada furada'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-4412060782125993038</id><published>2007-07-02T20:59:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T21:02:59.019-03:00</updated><title type='text'>Um tempinho</title><content type='html'>Gente, vou dar um tempinho aqui no blog. Ando meio, não é só sem tempo, nem sem assunto, é meio desmotivado mesmo pra escrever. Mas nem vem que não tem essa de que acabou, que não acabou nada. Um mês no máximo pra eu dar uma espairecida e eu volto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-4412060782125993038?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/4412060782125993038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=4412060782125993038&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4412060782125993038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4412060782125993038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/07/um-tempinho.html' title='Um tempinho'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-550478883965156945</id><published>2007-06-17T17:42:00.000-03:00</published><updated>2007-06-17T17:43:35.061-03:00</updated><title type='text'>Herói do sabonete</title><content type='html'>Sofri uma tentativa de assalto outro dia, ou pelo menos acho que. De repente não. Um sujeito maltrapilho chegou falando gingado do meu lado, bigodinho ralo, mulato, camisa velha. Isso umas sete da noite, no vácuo de cidade entre o Downtown e o Cittá America.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ae… fala nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperei o resto do papo, corri. Nunca mais o vi na vida. Mas depois bateu remorso, talvez não fosse um assalto, talvez ele complementasse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Fala nada, estamos perto de um hospital (que não estávamos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Fala nada, meu bebê está dormindo (que não havia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tem um marimbondo na sua orelha (difícil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora sinto orgulho por essa covardia que pode ter magoado um homem de bem. Ou mesmo que não fosse, supondo-o o vira-latas oportunista que parecia, fica óbvio que algo se perdeu entre a forma romântica com que eu ambicionava enfrentar a bandidagem quando criança, e essa corrida apavorada da semana passada. Eu moleque sonhava que se alguém invadisse minha casa, o atacaria com um sabonete e o faria engoli-lo inteiro. Não conseguia imaginar tortura maior que sentir aquele perfume escorregadio se pastificando goela abaixo, glicerina mastigada, gordura rosa ensaboando a glote sufocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha planejado como desviar dos tiros, mas tinha certeza que o ladrão ficaria tão surpreso com esse ataque insólito, que enquanto cambaleasse arrotando bolhas pelo quintal, o cachorro já teria comido o bife, se recuperado do chute, e faria o resto do trabalho, não me cabendo portanto a tarefa suja de matar o homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje eu já não sou macho suficiente nem para reagir, hoje eu só corro. Vergonha. A partir de segunda, levo um sabonete na mochila.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-550478883965156945?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/550478883965156945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=550478883965156945&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/550478883965156945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/550478883965156945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/06/heri-do-sabonete.html' title='Herói do sabonete'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3750165803594261073</id><published>2007-06-02T13:54:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T14:36:28.229-03:00</updated><title type='text'>A sincera opinião de Mozart sobre os Beatles</title><content type='html'>Pode parecer a princípio, e este blog já andou mal-afamado por isso um tempo, que qualquer linha de raciocínio consistente que desenvolvemos aqui neste canto acabe em no máximo quatro etapas desagüando nos Beatles. É mentira. Senão, rebobinemos um pouco a fita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- duas horas diárias sentadas no ônibus do metrô até a Barra. &lt;br /&gt;2- Assim falou Zaratustra no repeat todo dia de música de fundo, durante o o trajeto inteiro. &lt;br /&gt;3- Mozart no repeat mental, contrabalançando a influência nefasta de Strauss. &lt;br /&gt;4- Não os Beatles, mas a música contemporânea de uma forma geral, e a opinião de Mozart sobre ela se fosse teletransportado. É no que eu mais venho pensando ultimamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que conheço uma nova banda penso em como Mozart a avaliaria pelas convenções musicais da sua época. Não acredito que ele fosse necessariamente achar tudo uma merda, Mozart não é Beethoven, ele tem cabeça aberta, e se está claro que detestaria hip-hop, de repente encontra na Ivete Sangalo uma revolução que só quem perdeu dois séculos consegue enxergar. Por isso seria natural que ele adorasse os Beatles, se não tivesse sido apresentado à música deles  por um idiota que botou In my life pra tocar achando que aquele trechinho chupado de J. S. Bach fosse facilitar a assimilação. Mozart saiu chamando Lennon de charlatão, e não adiantou que depois o camarada colocasse I am the walrus, Come together, Norweggian wood, ele achou tudo uma bosta, cada vez mais enfático conforme as músicas de John se seguiam. A mim, no entano, me deu a impressão de que o palavrão depois do fim de A day in the life era o reconhecimento de um adversário à altura, mesmo sem perceber. Eu não sei, acho que aquele crescendo cacofônico vai ficar rodando na cabeça dele, não duvido que ele procure um tempo atrás da fonte do plágio, e quando não encontrar vai admitir afinal que era uma boa música. Mas até lá continuará arrogante, dizendo que se aqueles são os músicos mais aclamados do futuro, ele mandaria o filho ser arquiteto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na defensiva, passou batido por Paul McCartney. Grunhiu para Yesterday, sorriu na introdução com pianinho de Martha, my dear e pulou Helter Skelter. O único beatle com quem Mozart simpatizou foi Harrison, e por causa de uma música só, Here comes the sun, que ele chamou de filhote de Kleine Nachtmusik. Chegou a cogitar, rindo abraçado a esse camarada inábil, a possibilidade de retrabalhá-la num movimento extra para Nachtmusik, quando a Nacht – noite acaba e o sol surge. Ele adorou a coincidência temática, ri sozinho, parece até meio senil depois do teleporte. O certo é que adotou George como um aprendiz, um que não lhe representa ameaça pelo talento, mas cuja evolução musical tutelada seria para Mozart muito gratificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Mozart teleportado já tem opinião sobre vários artistas contemporâneos. Acho que vou abrir uma coluna neste blog para que ele destile seu veneno. Para breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3750165803594261073?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3750165803594261073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3750165803594261073&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3750165803594261073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3750165803594261073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/06/sincera-opinio-de-mozart-sobre-os.html' title='A sincera opinião de Mozart sobre os Beatles'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-9154289035404985974</id><published>2007-05-15T21:49:00.000-03:00</published><updated>2007-05-15T21:55:36.065-03:00</updated><title type='text'>Coisas que eu não faço quando estou no ônibus</title><content type='html'>Depois que comecei a trabalhar na Barra, o tempo gasto no transporte entre a cama e o escritório adquiriu súbita magnitude. Gasto mais de uma hora para chegar no trabalho e outra pra voltar, totalizando 1/12 de tédio mortal no meu dia. Abaixo, segue uma relação das coisas que eu não faço nesse intervalo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- eu não trabalho, nem penso sobre trabalho. Não porque eu tenha alguma política de vida cuca fresca, mas por preferir me preparar pra jornada deixando a mente se abilolar que assim economiza neurônios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- também não ouço música, por dois motivos: um, no Rio não dá pra dar mole com iPod, dois, eu costumo passar do ponto do ônibus quando estou com headphones;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não durmo, porque não consigo dormir sentado, em nenhuma hipótese;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não converso, porque não tomo o ônibus com ninguém conhecido, e nem gosto de usá-lo para fazer novos amigos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não leio, também por dois motivos, um que me dá dor de cabeça, dois que minha mãe disse que meus olhos iam cair, quicar e alguém ia pisar neles e eu lesse por muito tempo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não adianto posts para o blog, não jogo palavras cruzadas, não escrevo na agenda, nem tenho agenda, não desenho caricaturas dos passageiros, só coloco caneta sobre papel se me ameaçarem com uma faca, porque com o sacolejo do trânsito nunca entendo nada do que anotei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daria pra dizer que são duas horas em que o único sentido usado é o tato da bunda no banco, mas na realidade o segundo item da relação de cima, que diz que eu não escuto música, é um pouco omisso. Eu ouço música sim, embora a trilha sonora me seja imposta pelo ônibus do metrô, que tem uma política de usar música clássica como calmante para seus passageiros. De Copacabana à Barra, da Barra a Copacabana, eu ouço inapelavelmente &lt;a href="http://odeo.com/audio/1453111/view"&gt;&lt;b&gt;Assim falou Zaratustra&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, de Richard Strauss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma música relaxante. É a música de abertura de 2001, uma odisséia no espaço. Foi usada por Elvis gordo na abertura de seus shows bregas nos anos 70. É homônima de um livro de Nietzsche. Tem horas que todas as tubas e trompetes da orquestra esperneiam ao mesmo tempo, é uma música histérica e tensa, a ponto de qualquer outra coisa, qualquer qualquer, ser mais apropriada para acalmar os nervos. Gangsta rap é mais apropriado. MC Colibri é mais apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por causa da insensibilidade dos DJs do metrô, chegamos finalmente à única coisa que eu faço durante a viagem. Eu toco mentalmente aquela passagem conhecida de &lt;a href="http://www.liquidsandstudio.com/silas/einekleinenachtmusik.mp3"&gt;&lt;b&gt;Eine kleine Nachtmusik&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, emendo o mesmo trecho um atrás do outro, de novo, de novo e de novo, em protesto contra a repetição massacrante de Assim falou Zaratustra. Não à toa, tenho pensado muito em Mozart ultimamente. Mais sobre ele em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-9154289035404985974?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/9154289035404985974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=9154289035404985974&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/9154289035404985974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/9154289035404985974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/05/coisas-que-eu-no-fao-quando-estou-no.html' title='Coisas que eu não faço quando estou no ônibus'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-6437538344338767503</id><published>2007-04-29T10:52:00.000-03:00</published><updated>2007-04-29T11:41:46.092-03:00</updated><title type='text'>Comentarios Anonimos Beligerantes Estapafurdios</title><content type='html'>Uma das minhas leituras de banheiro favoritas é uma coletânea especial de Calvin &amp; Haroldo na qual o Bill Watterson, além de selecionar suas melhores tiras, faz comentários sobre suas influências, seu processo criativo e o melhor, a reação dos leitores aos quadrinhos. Como Calvin chegou a ser publicado em mais de mil jornais pelo mundo, acaba que o potencial cômico involuntário das centenas de pessoas que escreviam cartas comentando as tirinhas chega a superar o humor do próprio Watterson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://p3n1x.is-a-geek.com:999/gallery2/main.php/v/cnh/1989/ch891030.gif.html"&gt;&lt;b&gt; Uma das tiras&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; mostra Calvin se preparando para uma apresentação sobre morcegos na escola. Calvin não faz pesquisa nenhuma, então deduz que morcegos são insetos peludos e dentuços. E em conseqüência Watterson recebe dezenas de cartas com detalhadas classificações taxonômicas dos morcegos, chamando-o de burro e criticando o desserviço que estaria prestando na formação das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Calvin &amp; Haroldo fosse um blog, este seria um caso clássico de comentário anônimo beligerante estapafúrdio, do tipo 1. Os comentadores partem do princípio que o autor ignora algo que eles sabem, e por isso resolvem desancá-lo. &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/03/los-ex-manos.html"&gt;&lt;b&gt; Neste post &lt;/b&gt;&lt;/a&gt;sobre Los Hermanos, também linkado semana passada, não há absolutamente nenhuma crítica à banda, mas só por não haver também muitos elogios, um anônimo assumiu que eu não gosto do grupo, e além de não gostar, não sou aculturado o suficiente para admirar a verdadeira boa música:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Poxa... antes de escrever alguma coisa sobre música você tem que estuda-la, não sai por aí escrevendo um monte de besteiras sem nenhum fundamento. Amarante é um compositor fantástico,as harmonias de suas composições são perfeitas,complexas, e como tudo que é complexo so pode ser entendido e admirado por quem entende o mínimo do assunto (pelo visto não é o seu caso....mas tudo bem). Paquetá, por exemplo, vc ja ouviu??Em ritmo de Rhumba e com acordes dignos da mais fina bossa nova, diferentes de todas essas merdas de dois ou tres acordes que se ouvi nas radios.Amarante também é impecavel nas letras, em o Ultimo Romance fala sobre o amor na sua forma mais pura e inocente...os arranjos de metais são fodas, que também são feitos por Amarante caso vc não saiba,talvez vc não saiba em o que são os metais. _Oque te incomoda é o fato do Amarante, assim como o Camelo, serem talentosos e tenham resgatado a boa musica no brasil que estava perdida a tempo.Se ele estudou no santo não sei oque lá....não me interessa, isso é coisa de Tv FAMA, ou genmte desocupada como vc. &lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois ainda pede:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Aguardo resposta.....mas com o mínimo de fundamento, POR FAVOR!!!!&lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tipo de comentário anônimo beligerante estapafúrdio vem das pessoas que antes mesmo de ler o post já sabem do que se trata, e manifestam sua opinião crítica e agressiva a respeito de afirmações que o texto não tem. Quando há muito tempo atrás escrevi &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/09/chegou-o-mac.html"&gt;&lt;b&gt; este post &lt;/b&gt;&lt;/a&gt;que inocentemente celebrava a chegada do meu novo Macintosh, apareceu um sujeito falando que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;"É, já vi que o mac é mais perto de um tamagochi que de um computador de verdade" ??????? Vocês se acham muito espertos não é? Querendo com meia duzia de frases irônicas questionar um dos maiores avanços no mundo da informática... Porque vcs não continuam "saindo com os amigos para conversar assuntos da atualidade" e "se vestindo como o Zeca Camargo da globo" e para de falar besteira? Cada um na sua... não entendo, tem gente que acha legal querer ficar falando difícil e criticando...criticando...analisando... &lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu tenha escrito o oposto do que ele criticou. Vai entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por fim, os melhores. São os comentários que, além de te xingar, acrescentam informações úteis. &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/10/estado.html"&gt;&lt;b&gt; Neste post&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, eu falava sobre o insucesso da minha viagem à horrível cidade de Itaboraí pra tentar burlar o alistamento militar com o pistolão de um tio distante. Mas o que era antes um texto insosso ganhou brilho depois da elucidativa aula da história de Itaboraí que eu ganhei de presente neste comentário (feito no post errado, três textos abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Pouca sorte a sua, ao conhecer nossa Itaboraí, berço da Nação Brasileira, quando os jesuítas catequisaram os Moromonrones. Terra-mãe de vultos ilustres, como João Caetano e Joaquim Manuel de Mcedo, a cidade tem o primeiro teatro do Brasil, o primeiro túvel ferroviário do País, fazendas seculares, e gente muito decente que não foge do serviço militar nem negocia peças em desmanhces. Obrigado por não ter gostado, espero que nunca volte com suas artimanhas por aqui.&lt;/i&gt; ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora, terei muito mais respeito quando voltar ao berço da civilização brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-6437538344338767503?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/6437538344338767503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=6437538344338767503&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6437538344338767503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/6437538344338767503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/04/comentarios-anonimos-beligerantes.html' title='Comentarios Anonimos Beligerantes Estapafurdios'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-3147285089115908440</id><published>2007-04-24T17:13:00.000-03:00</published><updated>2007-04-24T18:21:52.373-03:00</updated><title type='text'>Acabou!</title><content type='html'>E teve gente duvidando quando eu &lt;b&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2006/03/los-ex-manos.html"&gt;avisei...&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-3147285089115908440?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/3147285089115908440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=3147285089115908440&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3147285089115908440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/3147285089115908440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/04/acabou.html' title='&lt;a href =&quot;http://www2.uol.com.br/loshermanos/&quot;&gt;Acabou!&lt;/a&gt;'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2762624099285631993</id><published>2007-04-18T22:46:00.000-03:00</published><updated>2007-04-18T23:02:20.998-03:00</updated><title type='text'>Salvando o mundo, minha parte</title><content type='html'>Acabo de colocar este blog sob uma licença &lt;b&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/"&gt; Creative Commons&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, o que significa que deixo as regras de uso do seu conteúdo  definidas de antemão. As regras são: tudo que estiver hospedado neste site pode ser usado e modificado por qualquer pessoa, pra fins comerciais e não-comerciais, desde que me dê o crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um registro convencional de propriedade intelectual prevê que o autor precise autorizar e ser recompensado pelo uso do seu trabalho. Mas  às vezes essas regras podem restringir o acesso à obra, dificultando sua divulgação. O Creative Commons, ao estimular que as pessoas escolham que direitos seu trabalho terá, facilita ao mesmo tempo a divulgação do autor independente e o usufruto da obra por mais gente. É um pacto em que o autor e seu público saem ganhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diversas outras iniciativas baseadas no princípio pactual, que acaba com a necessidade de um mediador (no caso do Creative Commons, uma gravadora ou uma editora) para que os dois lados sejam beneficiados. Na Alemanha, há um &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.mitfahrgelegenheit.de"&gt;site&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; que negocia transporte intermunicipal entre um motorista e candidatos a carona. O condutor indica o local e a hora de partida e chegada, a quantidade de vagas e o preço, que geralmente corresponde ao combustível gasto. Quem se interessar faz contato, pagando bem mais barato do que se fosse de trem ou de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra iniciativa é o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.couchsurfing.com/"&gt;Couch Surfing&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, programa onde os candidatos inscrevem suas casas como hospedagens gratuitas para turistas, tendo em troca a possibilidade de se candidatar a hóspede nas milhares de outras casas inscritas pelo mundo. Além de nunca mais precisar pagar hotel, ainda ganha companhia e ajuda para lavar a louça quando estiver em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, vai se despertando a consciência de que essas iniciativas não são apenas idéias isoladas, mas parte de um sistema nascente que muda o motor econômico vigente: sai o individualismo de Adam Smith, entra a cooperação de John Nash. Como naquela cena de Uma Mente Brilhante em que Russel Crowe prova que, abrindo mão de alguns direitos para se unir, um grupo consegue chegar ao seu objetivo muito mais facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com tantos benefícios, muita gente duvida desse novo sistema, hesitando em ter que ceder para depois receber em dobro. Nossos pais certamente preferem conservar seus direitos, e só uma pequena parcela da nossa geração vai topar aderir. Mas quando os poucos de nós que tiverem visão de futuro virarem professores de história esquerdistas e inspirarem nossos filhos a mudar o mundo, farão da próxima geração uma sociedade bem mais cooperativa, que levará o modelo pactual onde nós nunca sonhamos que ele chegaria: hortas urbanas, e é o fim dos supermercados, oleodutos comunitários, e é o fim dos postos de gasolina, geradores de energia a partir da andança coletiva, e é o fim das contas de luz, e daí pra resolver o aquecimeto global, todos juntos de mãos dadas, é um pulo. O mundo no futuro vai ser bem melhor do que agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2762624099285631993?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2762624099285631993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2762624099285631993&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2762624099285631993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2762624099285631993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/04/salvando-o-mundo-minha-parte.html' title='Salvando o mundo, minha parte'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-2650140812414368956</id><published>2007-04-11T23:10:00.000-03:00</published><updated>2007-04-13T23:34:20.704-03:00</updated><title type='text'>As dez bandeiras mais bonitas do mundo</title><content type='html'>Eu já tinha feito uma lista de bandeiras mais bonitas há algum tempo, nos comentários  &lt;b&gt;&lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/bandeira-da-pomerania.html"&gt;desse post&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Mas ao longo do ano passado, fui aumentando meu repertório e burilando meus critérios de avaliação, por isso decidi publicar um novo top ten. Este é menos conservador, e não se limita a bandeiras nacionais, e nem mesmo a bandeiras oficiais. Vamos a ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10 – Filipinas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V4tuzm1I/AAAAAAAAABg/Ej6xjL-5kpc/s1600-h/800px-Flag_of_the_Philippines.svg.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V4tuzm1I/AAAAAAAAABg/Ej6xjL-5kpc/s200/800px-Flag_of_the_Philippines.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052359158560693074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Algumas outras bandeiras poderiam ocupar essa décima posição, como a da Gâmbia, da Estônia ou da Noruega, mas preferi ficar com a bandeira filipina, que tem um desenho um pouco mais original, e um símbolo bonito no centro do chevron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9 – Saba&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V49uzm3I/AAAAAAAAABw/RVQ013Fz2vs/s1600-h/750px-Flag_of_Saba.svg.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V49uzm3I/AAAAAAAAABw/RVQ013Fz2vs/s200/750px-Flag_of_Saba.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052359162855660402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como a bandeira do Brasil poderia ser bem melhor se tivesse escolhido cores, proporções e um símbolo mais bonito no centro. Saba é uma das Antilhas Holandesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8 – Suriname&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V49uzm2I/AAAAAAAAABo/4Pj9asxInJE/s1600-h/800px-Flag_of_Suriname.svg.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V49uzm2I/AAAAAAAAABo/4Pj9asxInJE/s200/800px-Flag_of_Suriname.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052359162855660386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pra mostrar que bandeiras podem ser elegantes sem deixar de ser tropicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7 – Alemanha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V5Nuzm4I/AAAAAAAAAB4/Lz6RYfrGRNU/s1600-h/800px-Flag_of_Germany.svg.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V5Nuzm4I/AAAAAAAAAB4/Lz6RYfrGRNU/s200/800px-Flag_of_Germany.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052359167150627714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A bandeira mais bonita entre os países independentes. Desenho basicão, mas uma escolha de cores magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6 – Berna&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V5Nuzm5I/AAAAAAAAACA/SJZIvHK-UIU/s1600-h/ch-be.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V5Nuzm5I/AAAAAAAAACA/SJZIvHK-UIU/s200/ch-be.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052359167150627730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Adoro essas bandeiras medievais em que o animal representado fica todo torto pra poder caber direitinho na moldura. Nessa o urso ainda tem um bom motivo pra estar lá, afinal Berna vem de urso, em alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 – Friesland&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2Wv9uzm_I/AAAAAAAAACw/SBCQOWlo0E4/s1600-h/736px-Frisian_flag.svg.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2Wv9uzm_I/AAAAAAAAACw/SBCQOWlo0E4/s200/736px-Frisian_flag.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052360107748465650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vamos agora para as bandeiras mais ousadas. Essa, de uma província holandesa, seria tosca se não fosse brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4 – Overijssel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2W69uznAI/AAAAAAAAAC4/aWMkGs4pMeg/s1600-h/750px-Flag_Overijssel.svg.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2W69uznAI/AAAAAAAAAC4/aWMkGs4pMeg/s200/750px-Flag_Overijssel.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052360296727026690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma província holandesa. A Holanda pelo visto tem enorme expertise na arte da vexilografia. A bandeira descontrói o design horizontal clássico para representar o rio que corre pela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 – proposta de bandeira para a Nova Zelândia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2W69uznBI/AAAAAAAAADA/VpxzQvLmkrk/s1600-h/newzealandflag_530.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2W69uznBI/AAAAAAAAADA/VpxzQvLmkrk/s200/newzealandflag_530.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052360296727026706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os neozelandeses não agüentam mais sua bandeira colonialista. A proposta da associação Nzflag, além de excepcionalmente concisa, tem a mais ousada combinação de cores que eu já vi. O símbolo no centro é uma bela representação do maior símbolo do país, que é a… samambaia (???).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2 – proposta de bandeira para a Austrália&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2XJNuznCI/AAAAAAAAADI/cxxIqKpa_QA/s1600-h/au!ausf2.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2XJNuznCI/AAAAAAAAADI/cxxIqKpa_QA/s200/au!ausf2.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052360541540162594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os australianos também não agüentam mais sua bandeira, e também tem sua associação para defender a mudança. Fizeram milhares de tentativas, das quais se sobressai esta, com as cores aborígenes e inglesas e um canguru estilizado fora de série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1 – Palau&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2XJduznDI/AAAAAAAAADQ/wxcb6RA1NHw/s1600-h/800px-Flag_of_Palau.svg.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2XJduznDI/AAAAAAAAADQ/wxcb6RA1NHw/s200/800px-Flag_of_Palau.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052360545835129906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com um mísero círculo representa de uma só vez o clima, a vista e o mapa dessa ilhazinha no Pacífico. Nem eles sabem que são tão geniais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-2650140812414368956?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/2650140812414368956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=2650140812414368956&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2650140812414368956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/2650140812414368956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/04/as-dez-bandeiras-mais-bonitas-do-mundo.html' title='As dez bandeiras mais bonitas do mundo'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/Rh2V4tuzm1I/AAAAAAAAABg/Ej6xjL-5kpc/s72-c/800px-Flag_of_the_Philippines.svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8516631158396713933</id><published>2007-04-06T09:04:00.000-03:00</published><updated>2007-04-06T09:12:18.459-03:00</updated><title type='text'>Gigantes da Lira</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3kvUq2OI/AAAAAAAAABA/LTTy6y6Vfyo/s1600-h/gigantes1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3kvUq2OI/AAAAAAAAABA/LTTy6y6Vfyo/s400/gigantes1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050285136460568802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último bloco contemplado pelo meu trabalho final desfila pela rua General Glicério, uma transversal da rua das Laranjeiras no início do Cosme Velho. É um bloco infantil, que toca marchinhas antigas de carnaval, e fica cheio de artistas de circo; malabaristas, pernas-de-pau e especialmente palhaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem dessas bandeiras é a mais objetiva e lúdica das três, pois precisa ter mais apelo para as crianças. A idéia é apresentar quatro palhaços diferentes nas quatro bandeiras iniciais. Cada bandeira tem sua própria cor de fundo, e os palhaços são formados por três partes: chapéu, rosto e roupas, nas cores verde e laranja, as cores do bloco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo trecho do trajeto, essas três partes são separadas e unidas às de outros palhaços, formando vários outros palhaços diferentes. Esse tipo de jogo, comum no repertório de brinquedos infantis, pode ajudar a chamar a atenção das crianças para as bandeiras. No último trecho do trajeto, já quase de volta ao ponto de partida, os palhaços originais são remontados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3k_Uq2PI/AAAAAAAAABI/mwd7MxxvJV8/s1600-h/gigantes2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3k_Uq2PI/AAAAAAAAABI/mwd7MxxvJV8/s400/gigantes2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050285140755536114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3k_Uq2QI/AAAAAAAAABQ/NGay2x5PhNs/s1600-h/gigantes3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3k_Uq2QI/AAAAAAAAABQ/NGay2x5PhNs/s400/gigantes3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050285140755536130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3lPUq2RI/AAAAAAAAABY/gYn-NAuur_8/s1600-h/gigantes4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3lPUq2RI/AAAAAAAAABY/gYn-NAuur_8/s400/gigantes4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050285145050503442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8516631158396713933?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8516631158396713933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8516631158396713933&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8516631158396713933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8516631158396713933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/04/gigantes-da-lira.html' title='Gigantes da Lira'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RhY3kvUq2OI/AAAAAAAAABA/LTTy6y6Vfyo/s72-c/gigantes1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-8681390932000852698</id><published>2007-03-29T12:21:00.000-03:00</published><updated>2007-03-29T12:36:10.157-03:00</updated><title type='text'>Suvaco do Cristo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgvaV5Y1ovI/AAAAAAAAAA0/QjeQ1t3Oj8k/s1600-h/suvaco1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgvaV5Y1ovI/AAAAAAAAAA0/QjeQ1t3Oj8k/s320/suvaco1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047367877115880178" /&gt;&lt;/a&gt;Esse desfila pelas ruas Faro e Jardim Botânico. Foi um dos primeiros da nova geração de blocos cariocas, com o primeiro desfile em 1986, um ano depois do Simpatia. Mas ao contrário do antecessor, o Suvaco tem um espírito bem mais sacana e político, com sambas pouco ligados à tradição e muito afeitos ao aqui agora da cidade. As letras funcionam como crônicas e não como poesia, tendência que é imitada por vários blocos mais recentes. O Cristo do nome, claro, é a estátua do Corcovado, cujo suvaco direito fica bem em cima do itinerário do bloco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bandeiras do Suvaco do Cristo foram as que mais demoraram a sair. Foram as primeiras a serem esboçadas e as últimas a serem finalizadas, porque seu conceito era o mais difícil de captar. Como os temas do bloco costumam girar em torno de atualidades, fica difícil fazer um retrato sem prazo de validade. Por isso não podiam aparecer nas bandeiras menções ao governo Lula, apagão aéreo, Pan 2007, ou qualquer tema que fosse notícia do ano mas se tornasse ultrapassado logo depois. Mas ao mesmo tempo, tinha que ficar claro que o Suvaco era um bloco que zombava da política e do cotidiano do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia final foi descer o Cristo de seu pedestal nas alturas e misturá-lo ao caos urbano carioca em quatro bandeiras-ambiente: na favela, na praia, no trânsito e dentro do próprio bloco. Os ambientes da bandeira são compostos por recortes modulares, que diminuem o tempo de confecção apesar da complexidade. As cores do bloco, verde e azul, são predominantes, mas são esporadicamente quebradas por cores quentes, imepedindo a monotonia. As bandeiras funcionam em três tipos de combinação: sozinhas, como na rua Faro, com vários cristos lado a lado, formando uma corrente de cristos em diferentes ambientes, e com um cristo isolado em meio a outras bandeiras semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgvaJJY1otI/AAAAAAAAAAk/4VSt6UAP9kA/s1600-h/suvaco2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgvaJJY1otI/AAAAAAAAAAk/4VSt6UAP9kA/s400/suvaco2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047367658072548050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgvaJZY1ouI/AAAAAAAAAAs/MNvMyewhO5E/s1600-h/suvaco3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgvaJZY1ouI/AAAAAAAAAAs/MNvMyewhO5E/s400/suvaco3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047367662367515362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-8681390932000852698?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/8681390932000852698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=8681390932000852698&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8681390932000852698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/8681390932000852698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/03/suvaco-do-cristo.html' title='Suvaco do Cristo'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgvaV5Y1ovI/AAAAAAAAAA0/QjeQ1t3Oj8k/s72-c/suvaco1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-923540913744537293</id><published>2007-03-24T16:49:00.000-03:00</published><updated>2007-03-24T16:50:00.454-03:00</updated><title type='text'>Uma ideia pro Big Brother</title><content type='html'>O Big Brother vem desde a primeira edição no Brasil sofrendo um processo de transformação gradual. De reprodução da sociedade em microcosmo, como tentou ser no início, quando só duas das mulheres eram loiras, para a novelinha que é agora. E eu acho que esse processo é bom. Hoje todos os participantes saíram de uma fábrica dentro do Projac, que exagera em peitos e economiza em miolos, o que também é bom, porque gente burra briga e fode mais freqüentemente do que gente inteligente, mais ainda se além de burras forem bonitas. Com moradores tão previsíveis, fica mais fácil condensar as vinte quatro horas de convívio numa novela de meia hora, em que a cada um cabe um papel novelesco, seja herói, heroína, vilão, capangas, alívio cômico, etc. O problema é que os personagens às vezes agem contra o script, o que pode resultar em acidentes como a eliminação prematura do Caubói, inimigo público número um da vez, o que deixou o programa ao mesmo tempo sem vilão e sem par romântico, já que o ele fazia parte também do último casal remanescente. Agora, a duas semanas do final, temos um herói, quatro coadjuvantes e nenhuma perspectiva de reviravolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha idéia, não sei como ninguém teve uma dessas antes, era fazer do  Big Brother uma novela de verdade. Com atores da Globo. Pares românticos mais duradouros e polêmicos, vilões que se mantém até a reta final, tudo em horário nobre, depois do Jornal Nacional. O esquema pode ser igual. Quinta é prova do líder, sábado (porque domingo é dia de Fantástico) definição do paredão, e na terça um deles cai fora. Se bobear, por votação popular mesmo, para dar uma interatividade à história, tipo Você Decide, e ainda revela quais são os atores mais populares. O grande vilão, claro, pode até ser volta e meia indicado para o paredão, mas tem um estratagema de manipulação de votos, seja vírus nos computadores centrais, seja o que for, que só vai falhar quando for confrontado, no último paredão, com a popularidade avassaladora do herói (e mesmo assim, por pouco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens eliminados saem mesmo da história, mas se forem muito populares, podem fazer uma ou outra intervenção, como tentar pular o muro da casa para rever o grande amor, ou fazer declarações polêmicas enquanto posa pelada pra playboy. Os momentos de paredão têm que ser de grande tensão. Os personagens, ao ver suas famílias pela televisão, podem  reconhecer o pai perdido, ou ao se despedirem dos amigos quando eliminados, podem fazer uma revelação tipo “eu sei que você tem uma irmã gêmea malvada”. Nos relacionamentos, os brothers ficcionais seriam muito mais volúveis, trairiam o par com alguém ali de dentro mesmo sem deixar o outro saber, brigariam e se reconciliariam com mais freqüência. Nas estratégias, podem ser muito mais sofisticados, com personagens infiltrados nas panelinhas inimigas pra descobrir como vai ser a combinação de votos do lado de lá. Nas tomadas, as câmeras podem ser muito mais despudoradas nos closes de bundas e peitos, e edição não vai mais ter momentos de silêncio ou em que todos falam ao mesmo tempo, e ninguém entende nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novela duraria três meses. No final, ficam na casa só o vilão e o mocinho, o Alberto fictício (digamos, Selton Mello) enlouquecido com a faca de cozinha no pescoço do Alemão (sei lá, Dado Dolabella), dizendo que se não ganhar o milhão final lhe rasga a garganta, e o público votando nele com medo de o herói morrer, e acaba que ele ganha mesmo. O Alemão sai cambaleante e encontra à sua espera a Siri (Mel Lisboa), que tinha sido eliminada dois paredões antes, e os dois saem pobres e felizes nos braços do povo. O Selton Mello sai rico e vai preso, a mensagem final é que dinheiro não traz felicidade, enquanto o Lázaro Ramos, que foi o terceiro colocado e era o alívio cômico da novela, ganhou um Audi num sorteio e termina dando carona pra várias gatas apesar de feio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-923540913744537293?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/923540913744537293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=923540913744537293&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/923540913744537293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/923540913744537293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/03/uma-ideia-pro-big-brother.html' title='Uma ideia pro Big Brother'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1448544129460172494</id><published>2007-03-22T12:57:00.000-03:00</published><updated>2007-03-22T13:10:01.157-03:00</updated><title type='text'>Banda de Ipanema e Simpatia E Quase Amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgKpi_wRF6I/AAAAAAAAAAM/-TVxVIh0pks/s1600-h/simpatia1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgKpi_wRF6I/AAAAAAAAAAM/-TVxVIh0pks/s320/simpatia1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044780951302903714" /&gt;&lt;/a&gt;São dois blocos que além de dividirem o mesmo trajeto, compartilham alguns personagens históricos e a filosofia. A Banda nasceu em 1965, e varou os anos setenta usando o hedonismo e a liberdade sexual como forma de contestar  a ditadura. Quando acabou a ditadura, ficou só o hedonismo e se transfigurou num bloco gay. O Simpatia começou em 1985, em  meio ao renascimento cultural carioca impulsionado pela abertura e as Diretas Já. Também pregava em seus sambas o hedonismo e a liberdade, e por isso foi considerado herdeiro direto da Banda, mas adicionou à fórmula uma exaltação às tradições carnavalescas e à carioquice ipanemense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta coisa em comum nos dois blocos, quis que as bandeiras mostrassem essa ligação. Escolhi como símbolo para representá-los o coração, que além de passar bem o conceito, é graficamente simples e fácil de se reconhecer, ideal para uma bandeira. Melhora ainda, é versátil, e dependendo da posição em que fica e dos elementos ao lado, pode se parecer também&lt;br /&gt;com uma bunda, uma vagina, várias partes do corpo feminino. Acabei colocando-o virado de lado, representando uma boca pronta para um beijo. Depois pus um olho fechado em cima e adereços diversos, como cabelos e chapéus, formando as bandeiras beijoqueiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada par tem uma bandeira vermelha e amarela, cores da Banda de Ipanema, e uma amarela e roxa, cores do Simpatia É Quase Amor. O beijo da bandeira do Simpatia na bandeira da Banda simboliza a ligação dos dois blocos e a anarquia romântica que os dois estimulam em seus desfiles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca em forma de coração e o olho fechado são comuns a todas as bandeiras. Os adereços é que as tornam diferentes, formando quatro personagens distintos que povoam o universo dos dois blocos – os ícones do carnaval carioca do Simpatia (o malandro, a mulata) e os estereótipos marginalizados sexualmente da Banda (a puta, a bicha). Não há regras que determinem  qual personagem deve beijar qual, todos beijam todos, desde que as cores dos dois blocos estejam representados no par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, um brinde aos observadores mais atentos: o folião que prestar atenção vai ver que não são só bocas que podem ser beijadas nas bandeiras…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos são simulações de uso nos três trechos do trajeto: praça General Osório, rua Teixeira de Melo e Av.Vieira Souto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgKpxvwRF7I/AAAAAAAAAAU/vxzaSi9MbLs/s1600-h/simpatia2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgKpxvwRF7I/AAAAAAAAAAU/vxzaSi9MbLs/s400/simpatia2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044781204705974194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgKpxvwRF8I/AAAAAAAAAAc/bWYHdiapao8/s1600-h/simpatia3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgKpxvwRF8I/AAAAAAAAAAc/bWYHdiapao8/s400/simpatia3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044781204705974210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1448544129460172494?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1448544129460172494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1448544129460172494&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1448544129460172494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1448544129460172494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/03/banda-de-ipanema-e-simpatia-e-quase.html' title='Banda de Ipanema e Simpatia E Quase Amor'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pcpnfuXho7Q/RgKpi_wRF6I/AAAAAAAAAAM/-TVxVIh0pks/s72-c/simpatia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-1283221959992318318</id><published>2007-03-12T12:20:00.001-03:00</published><updated>2007-03-12T12:37:26.543-03:00</updated><title type='text'>Carnaval de Bandeiras</title><content type='html'>Motivos não me faltam pra detestar carnaval de rua antes mesmo de ousar colocar uma ponta do dedão do pé no mesmo asfalto por onde passe um bloco. Não gosto de muvuca, de catinga, não bebo cerveja, não tolero marchinha de carnaval, nem sou fã da megalomania hedonista de contar mulher às dúzias. Daí o meu espanto ao constatar em  julho passado que eu passaria todo resto de 2006 e início de 2007 trabalhando com esse tema no meu projeto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira proposta foi recusada pela banca de orientadores no início do ano. Como eu não tinha mais cartas na manga, a solução foi seguir a recomendação dos professores e trabalhar com um tema que me interessasse. A primeira coisa que me passou na cabeça: bandeiras. Bandeiras têm tudo a ver com comunicação visual. A atividade símbolo de um designer gráfico, aquela que ninguém exercecom a mesma competência que ele, é a concepção de identidades visuais, ou seja, marcas e seu sistema de aplicações para empresas. E assim como as marcas representam  uma empresa graficamente, as bandeiras fazem o mesmo por nações e ideologias. Eu coleciono bandeiras desde pequeno, e volta e meia escrevo alguma coisa aqui sobre elas, como &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/12/esplanada-das-bandeiras_07.html"&gt;esse texto&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://desembolog.blogspot.com/2005/11/bandeira-da-pomerania.html"&gt;esse&lt;/a&gt;. Mas essa atração nunca teve muito a ver com design, eu gostava por mera curiosidade enciclopédica. Quem sabe um  projeto final de graduação pudesse tornar esse interesse mais aproveitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banca gostou do tema. Mas você vai fazer bandeiras do quê? Um redesenho da bandeira brasileira? Uma bandeira para a universidade? São propostas que não dão tesão e nem de longe têm a complexidade que um ano de trabalho pede. Então eu achei um livro sobre um festival de bandeiras em Valencia, Espanha. Dezenas de artistas tinham projetado bandeiras para a ocasião. Bandeiras que rompiam completamente com as convenções. Bandeiras com texturas, com combinações de cor loucas, geometria inusitada, bandeiras que davam um nó, se enrolavam sobre si mesmas, bandeiras tridimensionais. E que ficavam expostas na rua, uma depois da outra, decorando a cidade. Inspirado no livro, decidi que meu projeto seria uma decoração de rua feita com bandeiras de vanguarda. Faltava achar um bom motivo para pendurá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei no Pan. Pensei em feriados importantes, eventos culturais, mas em qualquer caso as bandeiras serviriam apenas como enfeite. O carnaval de rua surgiu com a lacuna perfeita para o projeto preencher, ou seja, problemas que seriam bem solucionados coma colocação de bandeiras nas  ruas. A idéia é colocá-las ao longo do trajeto dos blocos de carnaval, cumprindo quatro funções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- enfeitar a cidade para o carnaval. A festa é o  evento mais importante do calendário da cidade e ela não ganha uma maquiagem à altura. Com bandeiras seguindo o trajeto dos principais blocos, a decoração ainda ganha um caráter orgânico, obedecendo a geografia festiva criada pelo povo;&lt;br /&gt;- sinalizar o trajeto dos blocos in loco, para quem quer pular carnaval e para quem  quer manter distância;&lt;br /&gt;- chamar a atenção do carioca e do turista para o carnaval de rua, muito mais vigoroso que o oficial;&lt;br /&gt;- dar personalidade gráfica aos blocos, criando coleções de bandeiras para cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto se dividiu  em duas partes: elaboração das normas para confecção e colocação de bandeiras em qualquer rua do Rio e design de bandeiras para quatro blocos, exemplificando o projeto. Já a pesquisa se dividiu em três áreas completamente distintas: um levantamento sobre os quatro blocos escolhidos (Simpatia É Quase Amor, Banda de Ipanema, Suvaco do Cristo e Gigantes da Lira), uma pesquisa sobre o mobiliário urbano carioca, que serviria de suporte para a decoração, e uma análise da linguagem gráfica das bandeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o projeto foi pensado para que os próprios blocos fossem capazes de confeccionar e até instalar suas bandeiras, por isso a produção recomendada é artesanal, e a montagem foi projetada com materiais baratos e simples de instalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos posts, vamos falar um  pouco dos estudos de caso desenvolvidos para o projeto, ou seja, as bandeiras desenvolvidas para cada bloco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-1283221959992318318?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/1283221959992318318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=1283221959992318318&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1283221959992318318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/1283221959992318318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/03/carnaval-de-bandeiras.html' title='Carnaval de Bandeiras'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-4148251933207785205</id><published>2007-03-08T12:49:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T12:50:40.454-03:00</updated><title type='text'>Relação de coisas incomuns que eu fiz para me formar</title><content type='html'>- moer pedrinhas de anti-mofo com um socador  de carne;&lt;br /&gt;- derramar um vidro de esmalte incolor no braço em cima de uma escada de madeira, a dois metros de altura do chão;&lt;br /&gt;- pesquisar sobre as pipas gigantes da Guatemala;&lt;br /&gt;- visitar duas fábricas de bandeiras;&lt;br /&gt;- visitar o consulado da China;&lt;br /&gt;- contar o número exato de postes em várias ruas;&lt;br /&gt;- medir, em passos, as distâncias entre postes transversais e paralelos;&lt;br /&gt;- falhar na tentativa de colar tecidos de nylon com os mais variados tipos de possíveis adesivos, de Superbonder a verniz para madeira;&lt;br /&gt;- ir a um ensaio de bloco de carnaval;&lt;br /&gt;- freqüentar as ruas do Saara, no centro do Rio pelo menos três vezes por semana;&lt;br /&gt;- fotografar e mapear as decorações de rua feitas para a Copa do Mundo de 2006;&lt;br /&gt;- fotografar e mapear outras 17 ruas no Rio de Janeiro, do Leblon à Saúde, passando por Santa Teresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, foi um ano bizarro, especialmente os últimos dois meses, nos quais tive que relegar esse espaço a um segundo ou terceiro plano. Espero exorcizá-lo de vez ao expor aqui nos próximos posts o meu projeto final de formatura. Um doce pra quem adivinhar do que se  trata só com as pistas dadas ali em cima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-4148251933207785205?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/4148251933207785205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=4148251933207785205&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4148251933207785205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/4148251933207785205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/03/relao-de-coisas-incomuns-que-eu-fiz.html' title='Relação de coisas incomuns que eu fiz para me formar'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-5856993131403348646</id><published>2007-02-23T14:57:00.000-02:00</published><updated>2007-02-23T14:58:07.227-02:00</updated><title type='text'>Universo</title><content type='html'>Numa outra sala de aula, a uma distância muitas vezes maior das escolas da Terra do que era a Escola Marcial de Ursa Maior, numa civilização infinitamente mais antiga e inimaginavelmente mais avançada, bilhões de anos no futuro, pouco depois de as estrelas e planetas voltarem a se concentrar num único átomo quentíssimo e ultradenso, quando o tempo mais uma vez parou de fazer sentido. Uma outra professora de primeira série fecha a tampa do nosso universo e escreve em cima o número três, sublinhado com dois traços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Três? Mas tia, meu universo funcionou direitinho! Passei bem além do tempo mínimo exigido, não precisei intervir em nada, não ameaçou desintegrar, deu tudo certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei, mocinha. Por isso mesmo não estou te dando uma nota mais baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas o que eu fiz de errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não fez nada de errado do ponto de vista técnico, querida. Suas equações, as leis físicas que você estipulou, as ligações químicas, está tudo correto, entre os melhores da turma. Estou te dando uma nota baixa por algumas questões éticas que você não levou em conta. Sente aqui, que eu quero conversar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina se acomodou numa cadeira ao lado da professora, os olhos arregalados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Andei notando que você é uma menina bem avançada pra sua idade. Vejo você no pátio sempre junto de alunos mais velhos, imitando-os. Dentro de sala, está sempre tentando transgredindo os limites do que é aconselhável à primeira série da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você construiu um universo habitado, mocinha. E como se isso já não fosse um passo suficientemente além das fronteiras da primeira série, o seu universo é habitado por vida inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas todas as espécies eram sadias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei, querida. Você inventou um sistema muito versátil de variação de espécies. Mas já que quis dar um passo adiante, vou julgar o seu trabalho com o rigor que julgaria um trabalho de quarta série. E aí criar ecossistemas sustentáveis é apenas uma exigência básica. O seu universo tinha uma porcentagem muito baixa de áreas com condições propícias à vida, tanto que num espaço de 15 octilhões de anos-luz cúbicos, o que é bem grandinho até para um trabalho de quarta série, só oito dos milhões de ecossistemas esféricos, que você chamou aqui no seu relatório de “planetas”, desenvolveram vida inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas planetas com vida não-inteligente, têm muitos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Só que uma vez que você se propôs a cultivar vida inteligente, oito ecossitemas é muito pouco. Tanto que só houve um encontro de civilizações de “planetas” diferentes, se é que se pode chamar essa interação peculiar entre os seres do planeta Terra e os de Ursa Maior de encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não tenho culpa se Ursa Maior resolveu explodir a Terra, tia, isso foge ao meu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nem tanto, porque a estrutura atômica que você usou para criar vida é sabidamente frágil, e pode desregular a formação do caráter dos seres vivos, tanto que todas as espécies inteligentes falharam em conseguir harmonia interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas se fosse só isso, querida, você estaria aprovada com louvor. Eu queria falar, e você me desviou do assunto, das questões éticas do seu trabalho. A primeira é que todos os seres do seu universo são mortais. A escola proíbe esse tipo de experimento, e não é por dificuldade de execução. Seres vivos mortais só são criados em laboratórios habilitados, afinal, você está lidando com muitas vidas. No seu relatório, você diz que durante o tempo de funcionamento do seu projeto, surgiram quase 100 quatrilhões de organismos vivos. Pois bem, até a extinção do seu universo você matou os mesmos 100 quatrilhões de organismos, o que te coloca como uma das maiores genocidas da história, já pensou nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina segurava as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E não é só isso. Você implementou em nos seres inteligentes um comportamento chamado de “religião” que faz com que todas as oito civilizações inteligentes tivessem, em algum momento, usado a alcunha de “deus” para se referir a você, criadora do universo. Eu sei que foi só de brincadeira, mas você acabou dando mais um motivo de conflito entre os seres instáveis que povoaram o seu trabalho. Essas criaturas podem ser insignificantes pra você, querida, mas elas têm arbítrio próprio e manipulá-las sem autorização é falta grave.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O rosto vermelho inchado da menina já não escondia seu desapontamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu vou ficar de recuperação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não acho que um mês a mais vá resolver essa questão, querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas e se eu fizer outro universo, mas sem deixar as pessoas morrerem, a senhora me passa de ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente um apito agudo furioso, e as paredes da escola começam a desmoronar. A professora e sua aluna são sugadas junto com móveis e outros estudantes para algum ponto infinito no espaço, e do alto, alguém exclama, em desespero:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Maria, meu trabalho! Eu disse pra não limpar aí!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-5856993131403348646?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/5856993131403348646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=5856993131403348646&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5856993131403348646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/5856993131403348646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/02/universo.html' title='Universo'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-117060949350723176</id><published>2007-02-04T15:17:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T15:18:13.596-02:00</updated><title type='text'>Galaxia</title><content type='html'>1. Descreva usando argumentos próprios uma estratégia eficiente de invasão do planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a pergunta única da prova final da escola marcial de Ursa Maior para os alunos da primeira série primária. Na manhã seguinte, estavam todos ansiosos para saber o resultado, ainda mal acostumados com o nível de disciplina da nova escola. A professora trouxe o envelope pardo debaixo do tentáculo, deixou-o cair sobre a mesa e tirou o maço de folhas de dentro todo de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vocês foram mal. Esta é a turma mais displicente que já tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois pegou a última prova do bolo e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aluno número 428, entre todas as respostas absurdas que li, a sua foi a pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas mestra, eu não posso, estou com…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Claro que pode. O senhor teve a coragem de escrever aqui que a melhor forma de invadir o planeta Terra é “explodindo com uma bomba”, mostrando que sequer passou o olho sobre o capítulo de estratégias militares. Se tivesse estudado, saberia que desintegrar um planeta, além de não contribuir em nada para os planos de expansão da nossa Pátria, espalha destroços pelo espaço que podem avariar nosso transporte público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Só que ontem o meu pai…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E o que acontece, turma, com “alunos que acham que a escola é moleza, / têm só nota baixa e são ignorantes?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a classe, em coro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Hão de ser presos de ponta-cabeça / servindo de exemplo pra mais estudantes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– 428, você vai ficar cinco dias acorrentado de cabeça pra baixo na masmorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, chorando, vem à frente estendendo um papel dobrado e balbucia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas ontem meu pai desligou a televisão justo quando eu estava na frente do controle remoto, e o raio me fez um buraco na testa, olha aqui o curativo, e se eu ficar de cabeça pra baixo muito tempo o sangue vai escorrer todo pra fora e eu vou morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu disse pra que quando acontecesse essas coisas vocês trouxessem um atestado médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas esse é o recado do meu pai com a assinatura dele, olha, e eu tou com um curativo na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deixe-me ver aqui…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora puxou as bandagens com sua ventosa, conferindo o buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pro seu lugar. Vou escolher a segunda pior resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E folheia as provas aleatoriamente. Tira uma e lê o cabeçalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aluno C37.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele levanta tremendo da cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vou ler pra turma o que você escreveu na sua prova. “A melhor estratégia para invadir o planeta Terra é mandar um disco voador com dois soldados batedores, obrigando um terráqueo a levá-los a seu líder e depois exterminá-lo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas eu fiz uma pesquisa que dizia que era assim que se fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E o senhor acha razoável aterrisar no planeta Terra sem sequer saber quem é o governante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei, mas na pesquisa eu assisti a um filme, e li um livro que dizia que era assim que os invasores dominavam a Terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E o senhor não vai me dizer que a sua fonte de pesquisa foi produzida na própria Terra, foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sei…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para mim está evidente que você pesquisou material feito em território inimigo, e o senhor já está na idade de saber reconhecer uma fraude de um artigo idôneo. Já pra fora de sala, que o bedel vai acompanhá-lo até a masmorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aluno C37 arruma a mochila e sai, frustrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu poderia mandar pelo menos metade de vocês fazer companhia ao seu colega. Tem um rapazola aqui… onde está o aluno H62?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aqui, mestra – responde ele, intimidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O senhor assistiu a aula de ontem, 62?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ontem, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não assistiu não. Porque se tivesse assistido, saberia que em nenhuma hipótese se usa ataque bacteriológico num planeta como a Terra. “Quando à invasão se seguir permanência / …”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a turma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “… / Não podeis jamais espalhar a doença.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E você sabe que há anos o planeta Terra deixou de ser um entreposto de abastecimento e que a Pátria tem planos de explorar seus recursos hídricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aluno H62 baixou a cabeça e ficou calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tenho uma pergunta a fazer também para o aluno 774.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se levantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– 774, deixei sua prova para análise do corpo de mestres. O conteúdo que a sua resposta apresentou não é esperada de um aluno iniciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Obrigado, mestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não estou elogiando. O conselho está deliberando sobre a sua prova. O aluno 774, caros estudantes, escreveu que é preferível que a Pátria invada Marte, um planeta vizinho despovoado que também tem recursos hídricos em abundância, e ainda congelados, o que facilita o transporte. E que ao estabelecer uma base próxima à Terra, poderia ser inaugurada com os terráqueos uma relação comercial pacífica, mais lucrativa para a Pátria do que a guerra e a conseqüente extinção dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Foi porque…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que está escrito está escrito. Sua prova está sob análise. Se o corpo docente concluir que sua solução é adequada, você receberá das mãos do diretor a nossa medalha de honra máxima. Do contrário será enforcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele disse que ser enforcado era a punição favorita dele, mestra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não lhe dirigi a palavra, senhorita! Os dois, já para o calabouço inferior, duas semanas sem comida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-117060949350723176?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/117060949350723176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=117060949350723176&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/117060949350723176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/117060949350723176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2007/02/galaxia.html' title='Galaxia'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-116619312005086723</id><published>2006-12-15T12:31:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T12:32:00.086-02:00</updated><title type='text'>Sistema Solar</title><content type='html'>Cartões-postais de outros planetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plutão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi mãe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chegamos anteontem em Plutão. A viagem dura muito tempo, mas foi confortável. Só não dá pra falar o mesmo desse planetinha em que a gente se meteu, o Beto não podia ter escolhido pior a lua-de-mel. Não tem nada aqui. As cidades ficam dentro de cápsulas térmicas com praias artificiais, e a grande atração é o que os guias chamam de “Kelvin Experiment”, que consiste em sair da cápsula e ficar no zero absoluto por dez segundos. Que aliás é puro marketing, porque se fosse zero mesmo a gente desintegraria, mas assim mesmo é frio demais, horrível, horrível. O Beto adorou, quer que eu vá de novo, ele vai todo dia, mas não adianta, eu estou de mau humor desde que saí de casa. Só o que estou fazendo o dia inteiro é ler. O casamento não começou bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos. Tou com saudades! Papai já está podendo comer comida normal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netuno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi Robbie!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vão as coisas? Aqui tudo bem. Netuno é extraordinário! Amanhã é o grande dia, quando Plutão vai cruzar nossa órbita e passar tão perto da gente que vai cobrir metade do céu. Tem gente que brinca e diz que vai poder ver os turistas que estão em Plutão acenando de volta para nós, de tão próximo que vamos estar! Essa foto no postal dá uma idéia de como fica. Só acontece uma vez a cada quinze mil anos (terrestres! ;) ) Estou até evitando de olhar pro céu pra que o impacto seja maior no dia de mais proximidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos nos encontrar quando eu voltar, OK?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijão! Meu e da Carol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leca querida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pena você não ter podido vir pra cá. O planeta é praticamente virgem. Infra-estrutura quase nenhuma, estou num bed and breakfast de dois velhinhos muito atenciosos, aqueles que o Lonely Planet recomendava. Passo os dias explorando as ruelas, entrando nos cafés (o croissaint aqui é fora-de-série), conversando com os locais, todos simpaticíssimos. Ontem passei na frente da construção de um prédio enorme, vai ter trezentos andares, daí pra mais. Estavam colocando o letreiro: Holiday Inn. Acho melhor você vir assim que melhorar do pé, porque dia mais dia menos as agências vão descobrir esse paraíso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto em duas semanas. Bitoca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saturno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô pai, alô mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só dando um oi aqui de Saturno. Muito, muito bom isso aqui. Até agora ficamos só circulando nos cassinos e nos bares, mas amanhã vamos finalmente ver os anéis de perto. Tinha muitas excursões reservadas antes da nossa. Vão nos levar num lugar chamado “L’anneau de l’anneau” , que é uma casa noturna construída em volta de um dos anéis. Dizem que tem tudo lá, até o Elvis verdadeiro! Dá até pra ver a casa daqui debaixo. Olhem atrás, na foto, uma mancha laranja redonda em volta do anel branco. É lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai, dá uma olhada com o banco pra mim pra ver qual é o limite do cartão, estou com medo de estourar. A gente se vê quando eu chegar. Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júpiter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui hospedagem em Júpiter, te falei que essas coisas não precisa de reserva. Mas é horrível aqui. Não consigo sair da cama, a gravidade é massacrante, deixa a gente exausto. Minha mochila está pesando quase cem quilos, e não tem mais que escova de dentes e duas cuecas. O albergue é uma algazarra a noite inteira, e não sei como esses caras fazem tanto barulho, se nem boca eles têm. Estou com tontura e pressão baixa por causa da gravidade, eu tento pedir ajuda pro dono, mas ele não entende nenhuma outra língua, e pela cara como ele me olha, está pouco se lixando. Mas daqui a pouco acaba. Espero que no cinturão de asteróides seja melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi pessoal de casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo vocês! Como estão sobrevivendo aí sem mim? :) Aqui está ótimo, a família me recebeu super bem. Eles são megafofos, todos verdinhos com aquelas anteninhas, que nem nos filmes! Ficam o tempo todo corrigindo minha pronúncia. Adoraram o relógio de ágata, colocaram bem em cima da lareira. Está frio agora, porque é inverno, mas mesmo assim a escola sempre leva a gente pra passeios Esta foto é um desfiladeiro maior que o Grand Canyon, que tem aqui perto, fomos ontem. Semana que vem vamos visitar alguns destroços da Nasa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijinhos! Muita saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vênus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi paixão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que saudades de você. Está um martírio essa viagem. As crianças só querem ficar na piscina do hotel, não param de reclamar na hora de sair, é um saco. Eu por mim ficava também, mas tenho que bancar o paizão. E a Elizabeth grita com elas por qualquer coisa, não é à toa que a filha dela é neurótica do jeito que é, e acho que o Pedrinho está indo pelo mesmo caminho. Eu fico pra explodir, mas sou eu que tem que controlar as crises entre os três. Mas o pior mesmo é ficar longe de você. Continua o prometido, assim que eu for promovido, largo essa família e a gente vai morar junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercúrio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi querida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desculpe a demora pra escrever. Estou assim de trabalho. Nem precisa ficar com inveja, não consegui sair uma vez sequer. O pior é olhar pela janela do escritório e ver aquela cordilheira de vulcões, os endinheirados voltando do banho de vapores, e eu aqui preso. Ontem, pra piorar, o ar-condicionado central quebrou, tiveram que comprar ventiladores, mas um ventiladorzinho desses não dá conta do calor escaldante. O relógio de pulso de plástico do Mendonça derreteu um pouco na pulseira, e entalou no braço dele. Amanhã é sábado, mas de tarde vou ter que trabalhar também. De manhã vou tentar a massagem com lava fria do hotel, é cara mas estou precisando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentindo sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Ainda não achei o chocolate da sua mãe, mas comprei uma surpresinha pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-116619312005086723?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/116619312005086723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=116619312005086723&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116619312005086723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116619312005086723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2006/12/sistema-solar_15.html' title='Sistema Solar'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-116558556473154748</id><published>2006-12-08T11:45:00.000-02:00</published><updated>2006-12-08T11:46:04.793-02:00</updated><title type='text'>Mundo</title><content type='html'>Mais uma pra fila de idéias-hipopótamo, outro desses caminhões atolados que tentam manobrar em cima do barro molhado e engarrafam o fluxo das outras idéias. Se eu fosse por em prática, me consumiria coisa de dois anos, isso com dedicação diária, batendo ponto e sem direito de perder o tesão. Não rola, mas dá pena porque é tão boa que não tenho coragem de descartá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia era de dominação do mundo, mas começa que o meu Mac não é compatível. Mesmo que eu tivesse o último lançamento, este que vem com processador Intel Core 2 Duo, que é tão poderoso e auto-suficiente que não precisa de usuário -– todos os que compram o conservam numa redoma. Até venderia meu PowerBook fuleiro para comprar um novo se isso bastasse para dominar o mundo, mas parece que a versão do Civilization IV para Mac nasceu bichada, o jogo trava no meio sem maiores explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parêntese pra quem não sabe o que é Civilization IV. Civilization IV é um jogo de computador. Já passei da idade de gostar de games eletrônicos, mas neste há um pano de fundo histórico que ainda me fascina, além da puta jogabilidade. O jogador controla uma entre muitas civilizações reais à disposição, como os astecas, franceses, chineses ou babilônios. Começando no neolítico, tem que fazer essa civilização evoluir, fundando cidades, fazendo descobertas científicas e montando exércitos. O que o torna essencial pro meu hipopótamo é a diferença para os concorrentes do mesmo estilo: em vez de ser disputado em tempo real, os jogadores se alternam em turnos. Cada ano é uma nova rodada, as civilizações se movimentam e combatem uma por vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a condição ideal para que o jogo seja narrado num blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o seguinte: cada turno é um post novo. Uma partida costuma ter cerca de 600 turnos, daí a necessidade de dois anos de vida presos nesse projeto, partindo do princípio que eu escrevesse todo dia. No primeiro post, um narrador, escondido numa bibliotecade uma cidade em ruínas, começa a questionar em que momento sua civilização começou a se ver como tal. Ele enxerga sinais de que o fim já aconteceu, seja na quantidade de emboscadores nas ruas, que superam o número dos que fogem das armadilhas, ou nas traças das estantes, que devoram mais livros do que a capacidade de reposição da biblioteca. Por isso, se debruça em pesquisas em busca dos números opostos, que lhe dissessem em que momento passou a haver menos emboscadores que emboscados, e mais escritores do que traças. Em seus estudos, estabelece como marco inicial a data de fundação da primeira cidade, 4000 a.C.. No segundo post, estaremos nesse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, cada turno será narrado por uma unidade, podendo chegar a um máximo de dez narradores em rodízio. O acaso pode selecionar um cavaleiro no calor do cerco a uma cidade inimiga ou um mineiro de uma ilha remota, mas as unidades vão falar apenas do seu entorno, não importa que o pau esteja comendo em outro continente; se a rotina dela for contruir uma irrigação numa planície, este será o seu assunto principal, podendo ou não pincelar sobre os eventos principais acontecendo em paralelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que esse blog seria um experimento fantástico de escrita restritiva, essa que te impõe regras e temas e você tem que se virar em cima do que foi dado. No final da história, a civilização pode ser destruída ou dominar o mundo, de acordo com o meu desempenho no jogo. Mais legal ainda seria brincar com os desdobramentos de cada episódio na cabeça dos narradores. Digamos que uma unidade exploratória se confronte no início do jogo com uma unidade bárbara, e ganhe a luta. O que na hora pode ser narrado em primeira pessoa por um scout em pânico. que vence a batalha por acidente, pode, ao longo dos turnos, ser elevado a um feito heróico e depois a uma lenda contada por escrito em alguma epopéia clássica. Uma cidade tomada pelo inimigo pode levar os personagens a uma demanda por guerra santa a qualquer preço, o que por sua vez pode me forçar a, pressionado pela minha própria invenção, tentar retomá-la imprudentemente, e cada atacante sem sucesso ganha homenagens da unidade camponesa que trabalha abrindo estradas e tem um medalhão com a efígie do herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai, são muitas possibilidades. Mas não dá, preciso de dois anos impossíveis de dedicação diária. Ninguém aí se empolgou e quer participar escrevendo em revezamento?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-116558556473154748?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/116558556473154748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=116558556473154748&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116558556473154748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116558556473154748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2006/12/mundo.html' title='Mundo'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-116424925818658018</id><published>2006-11-23T00:34:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T10:58:24.076-02:00</updated><title type='text'>Continente</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/249/889/1600/419441/logo-proantar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/249/889/400/547610/logo-proantar.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Normalmente não participo de concurso. Três motivos: falta de tempo, desinteresse pelo prêmio e excesso de concorrentes. O primeiro é uma constante, os outros dois são inversamente proporcionais. Se for boa a recompensa, enche de candidato, mas se ninguém se apresenta, não sou eu que vou me afobar por uma raspa do tacho qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exceção foi esse concurso para escolher a marca da Proantar. Deste eu participei, porque o prêmio era muito atraente, sem despertar a cobiça de muitos outros postulantes. Proantar é o instituto brasileiro de pesquisas na Antártida. O prêmio era uma viagem para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu gostaria de ter todos os álbuns dos Beatles e de botar o pé em todos os continentes. Não vejo outra razão para alguém querer visitar a Antártida, por isso achei que tinha boas chances. Não que esse tipo de público deva ser desprezado. A maior parte da receita turística de Liechtenstein, por exemplo, vem de viajantes que se desviam da estrada entre a Áustria e a Suíça para tirar uma foto no principado. Não é pouca gente. Mas eles têm que saber fazer uma marca. E têm que saber fazer melhor do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei segundo lugar no concurso. Recebi uma carta que dizia, parabéns, sua marca foi selecionada, use o código em anexo no guichê da TAM para confirmar sua reserva no vôo para Brasília. Embarquei. Quando cheguei me levaram a uma sala de reuniões. Numa das cadeiras estava sentado um cara um pouco mais velho do que eu, que tinha o topo de uma das orelhas decepada, e penteava por cima tentando disfarçar. Logo depois chegou um outro que disse que era do marketing, e que as duas marcas eram ambas muito boas, eles não souberam se decidir. Eu supus então que o camarada sem orelha era meu adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou distribuir os testes, o cara do marketing disse, e quem apresentar respostas que batam mais com o perfil da Proantar ganha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não conseguiram optar por nenhuma das marcas, aplicam uma prova. Vamos lá. Primeira questão: ursos polares comem pingüins?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegadinha. Minha resposta: não, pois um vive no polo norte e outro no polo sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do sujeito sem orelha: sim, pois apesar de habitarem polos opostos, um urso polar, se posto em contato com um pingüim, vai comê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babaca. Segunda questão: se a Antártida se tornasse independente, em quem você votaria para presidente? A- Al Gore, B- Alan Greenspan, C- Miguel Ethinique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquei B. Pelo nome, achei que tinha alguma coisa a ver com ecologia. Ele marcou A, já tinha visto o filme. Pelo menos não escolhi a letra C, o presidente da Brastemp. Acho que teria sido desclassificado. CFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira questão: Qual é o seu filme favorito sobre a Antártida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes na Antártida? Gosto daquele comercial da Hollywood, os alpinistas escalando um iceberg para fumar. Ele colocou “La marche de l’Empereur”, escreveu até em francês, o filho da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta questão: Que ator de filmes de ação seria o mais indicado para proteger a Antártida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti brilhante: Arnold Schwartzenegger, que interpretou o Mr. Ice num filme do Batman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta dele: Steven Seagal. Nada de heróis de metralhadoras, elas danificam as geleiras. Dos praticantes de artes marciais, Seagal é o mais discreto, é mestre de aikido. Grita menos e o impacto com o solo depois do pulo é menor. O ambiente agradece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois reparou que eu via por cima do ombro as respostas dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Professor, ele tá colando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não sou seu professor. Faz a prova – disse o cara do marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O quê? – disse o sem orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Faz a prova e fica quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele mandou você calar a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olha que eu desclassifico os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito que um camarada assim possa ter feito uma marca tão boa quanto a minha. Ele era o quê, membro de algum fã-clube do polo sul? Como é que sabia tanta coisa? Será que a mãe dele ficou com raiva por ter tido um filho só com meia orelha e o prendeu no quarto estudando geografia pra ganhar dinheiro às suas custas em programas de crianças-prodígio nos Estados Unidos? Ou perdeu a orelha brigando com o pai bêbado que vomitou em cima do seu atlas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta questão: se para poder viajar à Antártida, você tivesse que se privar de um dos cinco sentidos, qual deles descartaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta dele: Audição. A surdez é até vantajosa, pois o contraste da paisagem bruta com o silêncio absoluto aumenta o impacto da experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse cara tem algum parente na empresa, não é possível. Escrevi, só de implicância, de todos os sentidos só não abro mão da audição. Eu não existo sem meu iPod.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta questão: se viajar pra lugares exóticos fosse um passatempo infantil, qual seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta dele: um caça-palavras. As maiores surpresas estão na diagonal invertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: O mundo é um álbum, os países são as figurinhas. Completou, guarda no armário, só não dá pra trocar repetida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa última questão me fechou as portas definitivamente. Melhor. Parece que o navio pra lá naufragou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-116424925818658018?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/116424925818658018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=116424925818658018&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116424925818658018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116424925818658018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2006/11/continente.html' title='Continente'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-116258525585825195</id><published>2006-11-03T17:20:00.000-03:00</published><updated>2006-11-06T17:43:18.103-02:00</updated><title type='text'>País</title><content type='html'>Idéia prum livro. Um romance histórico. Vou chamá-lo de “História do Brasil”, com letras douradas de enciclopédia, cheias de autoridade. É um título excelente, mas pode ser que estrague o final, que é a melhor coisa da idéia, surgida depois para complementar o final brilhante que o título estraga. Mas enquanto não pinta outra sugestão, fica esse mesmo, porque é um título excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro começa com um mapa do Brasil na folha de rosto, um mapa invertido, inclinado, visto de um ângulo que o deixe irreconhecível. O mapa tem fronteiras diferentes do território brasileiro atual, e é todo subdividido em linhas que demarcam nações desconhecidas, com algumas áreas hachuradas, e se formos procurar na legenda, descobriremos que hachura representa “exterminado” e a não-hachura, “ainda preservado”. O ano do registro cartográfico é 7498.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas páginas fica anexado um encarte com a cronologia das diversas culturas que habitam e habitaram a região, desde o início. Os primeiros traços de civilização surgiram por volta de 6000 a.C., portanto antes dos egípcios, sumérios e chineses. É a partir dessa data que o livro se desenvolve, embora o calendário usado como referência seja outro, tomando como marco a criação do mundo. Para os povos retratados no romance, o planeta foi criado por seus ancestrais diretos, tão humanos quanto qualquer um, que tiveram a idéia de juntar fragmentos de estrelas para formar uma superfície firme, onde as plantas e os animais puderam crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não acreditavam em nenhum Deus. Essa ausência de fé resultou em desprezo pela punição divina, o que gerou sociedades extremamente violentas, que iam à guerra por qualquer pretexto. O livro mostra a evolução desses vários povos, guerreiros e ateus no geral, mas muito diferentes no particular, que se enfrentam e se aliam, fazem comércio e espionagem, dominam o mundo e entram em colapso. Começa quando esses povos despertam para a civilização e vai acompanhando seu desenvolvimento em saltos de um quarto de milênio. Cada capítulo começa com um mapa, mostrando como está a geopolítica no momento, e é escrito em primeira pessoa pelo líder de uma das civilzações existentes à época retratada. Os capítulos cobrem períodos breves, uma batalha, uma revolta, o impacto de um avanço tecnológico, ou mesmo uma intriga palaciana. Os 250 anos de intervalo entre um e outro devem ser imaginados ou deduzidos pelo leitor, embora a narração forneça, nos detalhes, pinceladas do que pode ter ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance termina no 35o capítulo, numa sociedade futurista, em meio a um esforço coletivo pela lavagem cerebral de toda a população. O que pode levar a uma medida tão drástica eu ainda não tenho certeza, uma hipótese é a consciência ecológica dos povos, que por se considerarem construtores do mundo, sentem-se muito mais responsáveis pela natureza. O progresso desenfreado e as seguidas guerras leva cientistas de diferentes civilizações a concordarem que a raça humana é daninha ao planeta, e que qualquer coisa diferente de uma retirada da parte do cérebro responsável pela índole violenta e predadora do homem é mero paliativo que somente adiará o fim do mundo. O povo se submete à cirurgia, alguns como voluntários, outros à força, e a maioria sem sequer ser informada. Ao mesmo tempo, todos os sinais de ocupação humana são apagados, cidades inteiras desaparecem, e a vegetação, antes confinada em estufas, é toda replantada. Em poucos meses, quase toda a população extrai um pedaço de massa encefálica. Todos se tornam muito mais pacíficos vivendo em harmonia com a natureza, mas outras funções cerebrais também são afetadas pela operação. O raciocínio fica mais lento, e a linguagem se reduz à sílabas simples, além de ninguém mais se importar de andar pelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no exato instante em que os dois últimos cientistas concluem com sucesso as cirurgias de um no outro, no momento preciso em que toda a memória de uma cultura fantástica é exterminada, é quando elas chegam. Quando chegam as caravelas, e acham os índios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-116258525585825195?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/116258525585825195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=116258525585825195&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116258525585825195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116258525585825195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2006/11/pas.html' title='País'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-116191454492107565</id><published>2006-10-26T23:02:00.000-03:00</published><updated>2006-10-26T23:16:38.453-03:00</updated><title type='text'>Estado</title><content type='html'>Relação das minhas presença e ausência nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angra dos Reis, Aperibe: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araruama: uma vez. Acampamento do Cisv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Areal: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armação dos Búzios: uma vez. Acampamento do Cisv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arraial do Cabo, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jardim, Bom Jesus de Itabapoana: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabo Frio: duas vezes. Uma, viagem com meu pai, oito anos. A segunda, feriado na casa de um amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachoeiras de Macacu, Cambuci: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campos dos Goytacazes: duas vezes. A primeira, outra viagem com meu pai, escala pra Bahia. Rio Paraíba do Sul e a casa onde morou minha avó. A segunda, uma parada para o almoço.  Primeiro dia de viagem para a Chapada Diamantina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantagalo: uma vez. Hotel-fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carapebus, Cardoso Moreira, Carmo, Casimiro de Abreu, Comendador Levy Gasparian, Conceição de Macabu, Cordeiro, Duas Barras: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duque de Caxias: uma vez. Acampamento do Cisv. O segundo, e provavelmente o melhor. Embora não me lembre mais por que foi tão bom. Participei de algumas atividades pela primeira vez, sei disso. Como a refeição solidária. Todos em duplas, um é cego, o outro não tem braço, o cego tem que guiar as garfadas do aleijado até conseguir acertar sua boca, depois inverte. E outros. Me lembro que tinha um moleque endiabrado no quarto, era um quarto pra nove pessoas, o apelido dele era anjinho. Porque tinha cabelo louro cacheado, apesar de ser um peste. No último dia o prendemos no banheiro, junto com o vaso entupido com um cocô gigantesco e o pote de creme pra pele que vinha com azeitonas, de uma das meninas, que quase com certeza foi ele que jogou na privada. Ele ficou meia hora lá dentro, o cheiro era horroroso, gritando de pavor. Precisou virem os monitores para libertá-lo. Todos vibravam. Ninguém gostava do anjinho. Um cara do meu quarto, que ganhou o apelido de porpeta, que é almôndega em italiano, porque ele era gordo, queria fazê-lo sentar num carrinho de rolimã com um prego, e empurrá-lo de cima da ladeira. A ladeira era por onde os carros chegavam ao acampamento. No fim dela tinha um espinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engenheiro Paulo de Frontin: uma vez. Hotel-fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guapimirim, Iguaba Grande: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaboraí: uma vez. Não sei se quero falar sobre isso. Ano 2001, eu completei dezoito. Tinha pavor de serviço militar. Minha mãe arrumou um pistolão com um tio distante meu que era coronel reformado. Mas tinha que ir até Itaboraí, só funcionava se eu me alistasse lá. Fui. De carona com ele. Levei uns papéis que ele tinha pedido, documentos que seriam requisitados no posto. Ele tinha um sítio, passamos lá primeiro. Fiquei vendo as galinhas, ele, resolvendo as coisas dele. Uma hora. Na saída do sítio, ele me ofereceu, dirige aí. Eu disse, não posso, não fiz dezoito ainda, ele disse, e daí, eu disse, melhor não, e não dirigi. Era um jipe. Fomos no posto de recrutamento. A sargenta olhou os papéis, falou, você não pode se alistar aqui, você mora no Rio. Tem que ser na zona correspondente. Não teve mais conversa, meu tio disse, você trouxe muito papel, eu tinha trazido só o que ele havia pedido, estava um calor do cão, Itaboraí é uma cidade feia, na volta ainda paramos numa loja de beira de estrada, parecia um desmanche de carros, meu tio ficou negociando com um cara, desconfio que ele está metido em alguma tramóia. Minha dispensa do exército foi a mais demorada e atribulada de que se tem notícia no hemisfério sul. Passei três anos indo seguidamente no quartel da Gávea, depois no de Triagem, depois no CPOR, sempre antes das seis da manhã. Tive que ficar pelado três vezes, duas para soprar o braço e ver se o saco incha, uma doença que deve ser muito importante para os milicos, porque tem a prova e a contraprova, a última porque algum babaca perdeu um estojo em Triagem e os sargentos resolveram revistar todo mundo até achar o culpado. No final, o grupo que ficou rolando todo esse tempo na mão do exército, uns seis ou sete, acabamos amigos. Solidarizados na desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaguaí, Italva, Itaocara, Itaperuna: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itatiaia: uma vez. Para subir o pico das Agulhas Negras e o maciço das Prateleiras (só chegamos no alto do segundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Japeri, Laje do Muriaé, Macaé, Macuco, Magé, Mangaratiba: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maricá: duas vezes. A primeira, para mergulhar na praia de Itaipuaçu. A segunda, um casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendes, Mesquita: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Pereira: quatro vezes. Uma, acampamento do Cisv. As outras três, hotel-fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miracema, Natividade, Nilópolis: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niterói: muitas vezes. A maioria, fim de semana na casa de praia, em Piratininga. Outras tantas, festas e churrascos no condomínio de um amigo, em Camboinhas. Dois aniversários em Icaraí. Outra, para escalar a Pedra do Elefante. Uma excursão de escola para a fortaleza de Santa Cruz. Há muito tempo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Friburgo: entre vinte e trinta vezes. Todas para visitar a família do meu padrasto. Que vem de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Iguaçu, Paracambi: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraíba do Sul: uma vez. Acampamento do Cisv. Cisv é uma organização internacional. Eles tentam, através de atividades e do convívio em grupo, despertar o senso de justiça, solidariedade e liderança nos jovens. Para que cresçam e coonduzam seus países à paz. Ainda não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraty: três vezes. Uma, em viagem com meu pai. Quentura infernal, três horas de sol. O calçamento de pedra reflete o calor, duplica o abafamento, eu passei mal, fomos embora. Outra, buscando refúgio de Itatiaia. Depois da falta de pique para subir o pico das Agulhas Negras, eu e dois amigos passamos o resto do feriado em Paraty. Eu pisei num ouriço. Paraty é linda. A última foi na Flip. Comprei dos livros, um eu já li. Se chama Extremamente Alto &amp; Incrivelmente Perto, é sobre um garoto à procura de indícios sobre a morte do pai nas torres gêmeas. Não é piegas. O garoto é muito esperto. Ele e o pai eram muito ligados, procuravam erros no New York Times juntos, e faziam caça ao tesouro no Central Park. Ele acha que descobrindo como exatamente o pai morreu, vai parar de imaginar cenas terríveis a respeito. Na busca, ele conhece várias pessoas estranhas, incluindo todas as pessoas em Nova York com sobrenome Black, e uma velha que há quarenta anos não desce do topo do Empire State. Muito bom livro. Um dos dois que comprei. O outro estou lendo agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paty do Alferes: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrópolis: um sem número de vezes. Uma em acampamento do Cisv. Não sei porque eles se chamam acampamentos. Ninguém nunca dormiu na grama em eventos organizados pelo Cisv. Não tem lógica. Eu detesto barracas de camping. Outra, um churrasco de turma em Araras. Todas as demais, na casa dos meus avós, em Itaipava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinheiral, Piraí, Porciúncula, Porto Real, Quatis, Queimados, Quissamã: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resende: duas vezes. Uma, hotel-fazenda. Outra, em Visconde de Mauá, só para o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio Bonito: Três vezes. Duas, hotel-fazenda. Uma para passar o fim de semana num sítio, com outras treze crianças (eu tinha doze anos) e dois responsáveis. Todos do Cisv, mas não era um acampamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio Claro, Rio das Flores, Rio das Ostras: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro: e Paquetá? Faz parte do Rio ou de outro município? Uma vez fui a Paquetá. Não sei onde colocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Maria Madalena, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Gonçalo: três vezes. Duas para fazer compras no Carrefour, com minha mãe. Uma para assistir um filme no São Gonçalo Shopping. Não lembro que filme. Também com minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São João da Barra, São João de Meriti, São José de Ubá, São José do Vale do Rio Preto, São Pedro da Aldeia, São Sebastião do Alto, Sapucaia, Saquarema, Seropédica, Silva Jardim, Sumidouro, Tanguá: nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresópolis: duas vezes. Uma, um churrasco. Primeiro ano da faculdade. Outra, para subir a Pedra do Sino. Passar a noite num abrigo lá em cima. Muito frio. Esqueci de levar coberta. Me cobri com o colchão, deitei no estrado da cama. Não funcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trajano de Morais, Três Rios, Valença, Varre-Sai, Vassouras, Volta Redonda: nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-116191454492107565?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/116191454492107565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=116191454492107565&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116191454492107565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116191454492107565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2006/10/estado.html' title='Estado'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-116113150975677852</id><published>2006-10-17T21:30:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T13:31:09.910-03:00</updated><title type='text'>Cidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/249/889/1600/cidade.0.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/249/889/400/cidade.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E se os pedestres andassem por cima dos prédios? Ver os tetos de Copacabana todos lisinhos no mesmo patamar me fez pensar que aquilo bem poderia ser um chão elevado a cinqüenta metros de altura em vez da terra de ninguém que é. A circulação a pé no nível do mar devia ser abolida, deixando as ruas avançarem de vez sobre as calçadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine a cidade sem calçadas. Seria a solução para a embrulhada do trânsito, que fluiria melhor com mais pistas, e por tabela aumenta o espaço dos pedestres, que agora tem quadras inteiras de espaço urbanizado para andar e uma vista bonita de doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que nem todos os bairros do Rio são como Copacabana, nos outros os prédios variam de altura o tempo todo, mas eu acho que os percursos acidentados dariam mais personalidade ao cenário. A paisagem ganha escadas, pontes, ladeiras, túneis, pessoas passando por cima e por baixo, uma dimensão a mais para fazer surpresas a cada virada de esquina. É a chance de a cidade mudar de cara completamente sem precisar ser bombardeada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cobertura, gente saudável passeando sem amarras. No térreo, a auto-estrada voando baixo. Um isolado do outro. Tem uma metáfora escondida aí. O pedestre que, para pegar o carro, tem que descer andares, degraus, patamares, cair de nível, lamber o chão, comer poeira, que vê a luz do sol se acinzentando conforme o elevador baixa, acaba que desperta para a desimportância que o automóvel merece. Ninguém seria forçado a andar por cima dos prédios, mas aposto que iriam todos preferir. Os únicos que não poderiam subir seriam as pessoas que levam seus cachorros para fazer cocô e os skatistas. Com tão poucos fregueses, as lojas se mudariam também. Cada prédio poderia alugar 30% de seu terraço para o comércio, 50% ficaria livre para a circulação, e 20% seria ocupado pelo verde. Todas as lojas poderiam se mudar, com exceção, evidentemente, das lojas de carro, autopeças e dos mecânicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns outros conceitos precisariam ser alterados: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As portarias agora são acessadas pelo terraço. Ficam no penúltimo andar, dividindo espaço com o estoque das lojas e as raízes das plantas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pontes suspensas por cima das ruas ligariam prédios de alturas semelhantes. Nelas se permitiria a atividade de artistas de rua e ambulantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prédios muito mais altos que seus vizinhos seriam obrigados a ocupar seus terraços com parques públicos acessados por elevadores internos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Regra de comportamento vital: cuspir no cocoruto dos carecas lá embaixo vira crime inafiançável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todos os andares térreos de todos os edifícios seriam abertos e usados como garagens públicas gratuitas, pontos de ônibus e táxi, e talvez ciclovias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não sei bem ainda o que fazer com as bicicletas. Os ciclistas também merecem a vista e o espaço do alto dos edifícios, mas o desnível entre os terraços atrapalha demais a locomoção. Mais prejudicados do que eles, só os deficientes físicos. Claro que toda escada poderia vir junto a uma rampa ou um ascensor para cadeira de rodas, mas haja paciência para topar com um desses a cada quinze metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema seria o aumento dos roubos a moradia.  Para o ladrão fica fácil descer dois andares escalando a parede, dar um chute na janela e entrar num apartamento. Mas se fosse pego no flagra, ele poderia tentar escapar por cima dos prédios e a perseguição daria um filme de ação excelente. Mais problemas: pessoas com vertigem. Elas também ficariam prejudicadas. E não sei se a poluição lá em cima é mais tóxica, ou se o ar é mais rarefeito. Ou se daria pra integrar as antenas de TV a cabo na paisagem, ou se os pombos e as gaivotas não se revoltariam com a ocupação do deserto que antes era todo deles e usariam das armas que dispõem para expulsar os visitantes (o que me leva a pensar num aumento do número de lavanderias). Mas mesmo que houvesse vários outros problemas que não soubemos ainda prever, raios, chuva ácida, suicídios, não tem tanta importância, porque a proposta também não pode ser aplicada em toda a cidade. Em alguns lugares, é desejável que as pessoas caminhem no chão, como o Aterro, o calçadão da praia, a Lagoa e a própria praia. Há bairros menos densos, sem prédios tão colados uns nos outros, há bairros onde andar por cima das casas seria estranho, como Santa Teresa, e na Barra os caminhos seriam feitos mais de pontes que de terraços. Nosso escopo acaba limitado a setores da Zona Sul, ao Centro e à Tijuca, mas mesmo com tantos contratempos e um alcance tão pequeno, a idéia me cativou o suficiente para desenhar uma possível cena de pedestres andando no topo dos edifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande lição que tirei desse projeto é que tá na hora de voltar a treinar o desenho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-116113150975677852?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/116113150975677852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=116113150975677852&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116113150975677852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116113150975677852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2006/10/cidade_116113150975677852.html' title='Cidade'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-116049350275810538</id><published>2006-10-10T12:17:00.000-03:00</published><updated>2006-10-10T12:18:22.806-03:00</updated><title type='text'>Bairro</title><content type='html'>Eu nunca o vi levantando da cadeira de balanço, ele, o ancião da família, e nem nunca tive coragem de perguntar se aquelas pernas magras e manchadas conseguiriam ainda sustentar o seu peso. Acho que nenhum dos descendentes jamais ousou indagá-lo a respeito, e por isso todos nós o chamamos de “ancião”, não pelo fato de ele nunca levantar da cadeira, mas porque ninguém tem certeza de que grau de parentesco tem com ele.  Em qualquer reunião de família, o ancião está sempre presente, no mesmo lugar, na mesma cadeira, com sua velhice imutável, que sobrevive à deterioração da nossa juventude, integrando a decoração da sala como um móvel, mas um móvel ao qual se deve pedir a bênção, como fazemos eu, meu pai, minha avó, e as gerações anteriores fariam, se ainda estivessem vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Primeiro este prédio, depois  a rua, depois o bairro, depois o mundo – era a frase que precedia a história que ele contava nos encontros familiares, sobre a inauguração do edifício Almeida Rego, o primeiro de Copacabana, na rua Dias da Rocha, e a posterior fertilidade da família, que fundada aquela base, se espalhou e multiplicou até perfazer a totalidade dos trezentos mil habitantes do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É claro que eu estava fazendo troça quando disse aquilo – continuava – mas também não tinha idéia do poder de atração que esse lugar teria por mim. Nós os enfrentamos, crianças. Enfrentamos e vencemos. Montamos barricadas, fomos armados para as ruas, e não deixamos que invadissem o nosso bairro. Vocês sabem que Copacabana foi o único bairro que conseguiu resistir à vacinação forçada do Oswaldo Cruz? – e olhava para o tio Sérgio, que é pesquisador da fundação hoje. – Cada médico e cada soldado que tentava entrar, pou, tomava um tiro assim  que botava o pé na Bulhões de Carvalho. Com a nossa família era assim. Nós nadamos dois quilômetros em mar aberto pra salvar a santa daquele cargueiro boliviano que naufragou, e é por isso que o nosso bairro tem esse nome hoje. Por causa da imagem da Nossa Senhora boliviana que nós recuperamos na nossa praia. E criamos o desenho do nosso calçadão, que ganhou fama mundial, e vejo alguns de vocês mais jovens dizendo que o desenho não é original, porque o teatro do Amazonas, mas que besteira! Se quiserem lhes mostro os esboços no meu caderno de contabilidade, e as fotografias da calçada em frente ao Almeida Rego, antes daquela bagunça do Rodrigues Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda criança, eu voltava dessas reuniões fascinado, sem acreditar que em nossa família pudesse haver tantas histórias de heroísmo, e que todo morador de Copacabana fosse um parente distante meu, descendente do ancião. Perguntava ao meu pai se era verdade mesmo o que ele contava, mas meu pai nunca respondia, só embaralhava o meu cabelo e dizia que já estava na hora de ir pra casa da minha mãe, o que não me dava muita segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se passa muito tempo sem pensar num assunto e ele volta de repente à cabeça, você percebe o absurdo que é achar que num espaço de cinco, seis gerações – que idade podia ter o ancião? – uma família gere trezentos mil descendentes, todos concentrados num só bairro, e impedindo a entrada de desconhecidos. Fiquei completamente descrente do ancião, e só depois, muitos anos mais tarde, percebi que podia haver um fundo de verdade nessa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, minha família paterna inteira mora em Copacabana, tirando o tio Sérgio, e eu entendo que ele se sinta mal nas reuniões. São primos, tios, avós, tios-avós, bisavós, todos residindo no mesmo bairro. Pode não ser uma prova, mas é um indício. Um indício do tempo em que o ancião caminhava na rua,  a cada dois transeuntes, um era aparentado, o que o fez supor que os outros, anônimos, eram filhos e cônjuges recentes de seus familiares, aos quais ele não fora apresentado ou não se lembrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só num bairro formado por uma mesma família poderia nascer uma sociedade de opostos extremos, como gêmeos idênticos que fazem o possível para se diferenciar, porque se não tiverem atitudes divergentes sua memória ficará sempre ligada ao irmão. Os membros da nossa família, em sua busca pela individualidade, formaram um bairro de prostitutas e aposentados, milionários e favelados, travestis e os cachorros de madame. Mesmo geograficamente, Copacabana se comporta como uma família brigona, dividida entre a praia e a montanha, a orla e a confusão do interior, e no meio dessa confusão, alguns dos cantos mais sossegados da cidade. E não falo só do bairro Peixoto não. Perto da Cardeal Arcoverde há ruas tranqüilíssimas, de paralelepípedo, que sobem a montanha como se estivessem perdidas na serra dos Órgãos. E tem uma rua secreta no final da República do Peru, uma fronteira da cidade com a mata Atlântica. Copacabana tem um morro também, bem no meio das principais avenidas, mas que ninguém vê, porque ele se deixou habilidosamente envolver pelos prédios, usando o próprio caos urbano para preservar seus passarinhos. Do topo desse morro que se vislumbra a grande família que Copacabana é. Todos os edifícios aqui, por mais diferentes que sejam suas fachadas, por mais bizarros que sejam seus moradores, têm a mesma altura. É uma coincidência sem precedentes, que não se vê em Botafogo, na Tijuca, nem em nenhum outro lugar. Qualquer bairro visto de cima é um mosaico acidentado de terraços a diferentes alturas, com ou sem telhado, com ou sem apartamento de cobertura, e estes, com ou sem piscina, com ou sem plantas, algumas secas, outras verdes, outras floridas. Têm piso de granito ou de cimento, ou tipo deque de madeira, ou são um estacionamento, se estiverem no alto de um shopping center, ou um heliporto, se for uma sede de multinacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Copacabana, ao contrário, é toda igual. Os topos idênticos dos prédios são traços da mesma origem hereditária, que resiste às tentativas de diferenciação. Vista de cima, Copacabana vira uma planície monocromática, feita à imagem e semelhança do edifício Almeida Rego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11120388-116049350275810538?l=desembolog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desembolog.blogspot.com/feeds/116049350275810538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11120388&amp;postID=116049350275810538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116049350275810538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11120388/posts/default/116049350275810538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desembolog.blogspot.com/2006/10/bairro.html' title='Bairro'/><author><name>Rodrigo Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07583250094454767840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11120388.post-115971576023054012</id><published>2006-10-01T12:15:00.000-03:00</published><updated>2006-10-01T12:16:00.270-03:00</updated><title type='text'>Rua</title><content type='html'>O que a sua rua tem a lhe oferecer? Pense num mundo hipotético em que só se pudesse usufruir dos serviços disponíveis na rua onde você mora. Em que situação você estaria? Seria essa pessoa bem-sucedida e culta que é hoje, que lê o Desembolog toda semana, ou seria um indigente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma escola na sua rua? Até que nível de educação ela te permite chegar? Há um correio, se quiser mandar uma carta? E banco, se precisar pagar uma conta? Como ficam aqueles pequenos luxos, aquele jornal fresco comprado na banca da esquina (há uma banca na sua esquina?) pra acompanhar a xícara de café com leite de domingo; continuará existindo ou tem que ser cortado da rotina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim o prejuízo foi enorme ao me mudar de endereço. A rua Pompeu Loureiro teria me dado o ensino médio e fundamental no colégio Barilan. Já uma infância na rua Paula Freitas me manteria analfabeto. O colégio Barilan é uma escola judaica. Se eu acabasse convertido ao judaísmo pela educação recebida na Pompeu Loureiro, seria bom não ficar muito ortodoxo, já que só se vende comida kosher na Paula Freitas. Mas tirando esse pequeno risco, eu teria uma juventude muito mauricinha e saudável na minha rua antiga. Depois de nascer sadio e rosado num hospital privado e de boa reputação como o São Lucas, eu seria levado pra casa e já fraldinha poderia sair para brincar na praça em frente ao corte de Cantagalo, com balanço, escorrega, trepa-trepa e gangorra. Aos três anos, começaria a fazer aulas de natação no Olympico Club, onde ganharia uma medalha de bronze ao atravessar a piscina na terceira posição, nadando com uma prancha de isopor escondida debaixo da barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Paula Freitas, eu aprenderia a nadar pegando jacaré na praia, e de lá olharia debochado para os alunos voltando da escola municipal da rua República do Peru, vizinha à minha. Terminar a infância sem saber ler e escrever não teria sido nenhum peso para um jovem sem perspectivas como eu, que desenvolveu uma capacidade extraordinária de inferir o resultado dos jogos do Vasco só pela foto da primeira página do jornal. Na Paula Freitas, eu nasci no balcão da boutique feminina Mai
